quarta-feira, 11 de abril de 2018

Porque Entraram os Os Portugueses na Primeira Guerra Mundial.

A República Portuguesa,foi fundada após a Revolução de 1910,e embora a Republica fosse jovem  participou no primeiro conflito mundial ao lado dos Aliados, que estava de acordo com as orientações da República.
 Em Setembro de 1914 tinham sido enviadas as primeiras tropas para África onde as esperariam uma série de derrotas perante os Alemães, na fronteira do Sul de Angola com o Sudoeste Africano Alemão e na fronteira Norte de Moçambique com a África Oriental Alemã.
No entanto, o principal oponente à entrada de Portugal na Primeira Guerra Mundial foi a Inglaterra,já que tinham feito um acordo secreto entre Britânicos e Alemães em 1898,para nos tirarem essa Colónias(com velhos Aliados/Amigos assim...quem precisa de inimigos?) . No entanto até essa altura Portugal era neutro.
Em Fevereiro de 1916, o antigo Aliado Português decidiu  forçar o Estado Português a  aprisionar todos os navios Alemães e Austro-Húngaros que estavam ancorados na Costa Portuguesa e o Governo respondeu a esse pedido em 24 de Fevereiro de 1916.Isso justificou Guilherme II a declarar oficialmente Guerra a Portugal, a 9 de Março de 1916.
O  corpo liderado pelo General Fernando Tamagnini chegou à Bretanha em Fevereiro de 1917, estava estacionado em Aire-sur-la-Lys no Pas de Calais e anexado ao 11º Corpo do 1º Exército Britânico sob o comando do Comandante-em-Chefe General Henry Horne. Em Outubro de 1917, o Corpo Português consistia em cerca de 56.500 soldados.
Em Novembro de 1917, o General Horne colocou os Portugueses a defender a linha de frente de 11 km de largura, de Laventie a Festubert, na parte Francesa da Flandres. A Sede Portuguesa foi montada em Saint-Venant. A área a ser defendida,era  uma planície entre Leie e La Bassée, era muito humida e enlameada e os Soldados acharam muito difícil se acostumar com o clima rigoroso no Inverno de 1917/18.
O envio de novas tropas de Portugal para a Flandres tornou-se cada vez mais difícil, com a entrada dos Estados Unidos nos Estados Unidos em Abril de 1917, quando a Grã-Bretanha usou toda a sua Frota para transportar Soldados Americanos,não tendo nenhum para os Soldados Nacionais.
Quando a Batalha em Leie começou em 9 de Abril de 1918 , as duas divisões ocupadas e mal administradas dos Portugueses tiveram que enfrentar cerca de 10 divisões alemãs em três linhas.
Poucos dias depois, as restantes unidades Portuguesas da Batalha receberam ordens para apoiar as 14ª e 16ª divisões Britânicas entre Lillers e Steenbecque. Lá eles foram transformados numa única divisão e usados ​​durante a ofensiva Aliada de 1918. Quando o cessar-fogo foi ordenado em 11 de Novembro de 1918, os Portugueses avançaram para a Bélgica.
Em muitos documentários,especialmente da History Channel,os Soldados Alemães afirmaram,com admiração, que os Soldados Portugueses,apesar de estarem tão mal preparados,terem sido surpreendidos e serem em grande minoria,eram; "Duros de Roer".

segunda-feira, 9 de abril de 2018

O Centenário da Batalha de La Lys

Ontem assinalaram-se os 100 anos desde a Batalha de La Lys,de uma madrugada de 9 de Abril de 1918  violenta, onde as Tropas Portuguesas foram sacrificadas por uma força Alemã muito superior. A batalha de La Lys deu-se no vale da ribeira de La Lys, na região da Flandres Francesa e ficou marcada pela perda de milhares de homens mortos, feridos e prisioneiros.
Os alemães chamaram-lhe operação Georgete e o objectivo era romper as linhas Aliadas, separar as forças Britânicas das Francesas e forçar uma mudança estratégica na frente ocidental.
Na madrugada de 9 de Abril de 1918, oito divisões Alemãs, com cerca de 100 mil homens e mais de mil peças de artilharia, avançaram sobre os 11 km onde estavam as forças Portuguesas, constituídas por duas divisões e cerca de 20 mil homens.
As forças Portuguesas foram trucidadas, mas resistiram tempo suficiente para permitir aos Aliados reforçar a e suster a ofensiva.
As Tropas Portugueses foram carne para canhão,atirados para a frente da Batalha e abandonados pelo Exército Britânico(coisa muito normal para eles que sempre enviaram outras tropas,de outros Países,em  circunstâncias muito dificeis,por exemplo,como aconteceu na 2ª Guerra Mundial,com os Australianos em Gallipoli...não é preciso dizer mais!!)E por isso,as versões Britânica e Portuguesa sobre a Batalha de La Lys,não coincidem, com os Comandantes de ambos os lados “a trocarem culpas".
Os Britânicos acusam os Soldados Portugueses de Desertores e que fogiram e que contaram tudo aos Alemães para receberem um jantar ou serem bem tratados. Regra geral, os Britânicos “culpam os portugueses pelas dificuldades encontradas durante a batalha".Hum???Tão Típico dos Oficiais Britânicos pôrem as culpas nos outros pela sua Arrogância e muitas das vezes,das suas péssimas tácticas de Guerra...e ainda por cima desculpas esfarrapadas....Um jantar(ou serem bem tratados??)é bem conhecido que enquanto outros lutam e dão o sangue por eles e pela Batalha,eles estão bem atrás da frente a tomarem um cházinho,como foi no caso de Gallipoli,em que eles estavam a tomar um cházinho na praia debaixo das Tendas,para não apanharem sol...
Ridiculo,não têm moral para colocarem culpas em ninguém,já que os Portugueses em França foram aprendendo a fazer a guerra das trincheiras, equipados e treinados pelos Britânicos.Aliás tanto os Portugueses,como Franceses ou outros Países Aliados estiveram sempre debaixo da alçada Britânica(tanto na 1ª Guerra Mundial ,como na 2ª),os outros limitavam-se a receber ordens e a perderam as suas vidas.
A Batalha é descrita por Gomes da Costa (que comandou na linha da frente) como um acto de Resistência das suas tropas. No seu relatório sobre a batalha, citado pelo historiador Filipe Ribeiro de Meneses na obra “De Lisboa a La Lys”, Gomes da Costa lembra que a divisão que estava na linha da frente (a 2.ª divisão) havia recebido a ordem para abandonar as trincheiras de 9 para 10 de Abril.Tinham passado a noite de 8 para 9 de Abril a encaixotar armas, munições, papéis, mapas, tudo.
O General Português escreve que a divisão Nacional resistiu oito horas,o bombardeamento inicial começa por volta das 04.00/04.15 da manhã, com explosivos e gases venenosos. O assalto principal alemão dá-se por volta das 09.00.
Para além do gás venenoso havia nevoeiro e falta de ordens. As linhas telefónicas tinham sido cortadas, era impossível contactar fosse com quem fosse.
Tanto os Portugueses como os Britânicos e os Franceses são pura e simplesmente surpreendidos pela maneira muito mais flexível como o exército Alemão ataca. Os Alemães já não esperam para começar a infiltrar tropas nas trincheiras,escolhem precisamente os pontos da linha da frente em que as unidades convergem.
Os Alemães tinham controlado todos os pontos altos, e por isso tinham uma visão ampla sobre o que se passava em geral dentro das linhas Aliadas.
De qualquer modo, também acontece que as divisões que ladeiam o CEP têm destinos diferentes. A Sul, a 55ª divisão Britânica aguenta. Fica praticamente no sítio onde estava antes da Batalha. A Norte, a 40ª divisão sofre muito, em termos de mortos e prisioneiros,como o CEP, é obrigada a recuar,combatendo.
 Alguns Soldados Portugueses foram transferidos para outra unidade, que teve de ser criada para que as divisões Portuguesas ficassem semelhantes às Britânicas. Eram os "Pioneiros", que tinham a seu cargo a reparação e a defesa de trincheiras, e por aí adiante.O Quartel-General ficava em La Couture, que estava um bocadinho atrás das linhas da frente e torna-se de certa forma o lugar mítico da resistência Portuguesa,diz-se,embora não haja certezas,que lutaram corpo a corpo e com Baionetas,já que os Alemães depressa tinha invadido esse local.
É preciso lembrar que os Britânicos cortam a ligação Marítima entre Lisboa e o CEP no Outono de 1917, ainda antes de Sidónio Pais e, portanto, a partir desse momento deixa de ser possível enviar reforços e era preciso enviar reforço porque havia feridos, havia doentes. E é precisamente nessa altura que as duas divisões Portuguesas assumem o seu lugar na linha da frente,por isso, estando todos os Portugueses na linha da frente, o número de baixas  naturalmente aumentou. Os Britânicos deixam de ter navios seus à disposição do Exército Português...por isso, o enfraquecimento, a queda de moral,o desespero, a sensação de abandono que os Portugueses sentem.
A revolução de Dezembro de 1917, em Lisboa, que colocou na Presidência da República o Major Dr. Sidónio Pais, o qual alterou profundamente a política de beligerância prosseguida antes pelo Partido Democrático.
A chamada a Lisboa, por ordem de Sidónio Pais, de muitos Oficiais com experiência de Guerra ou por razões de perseguição política ou de favor político.
Claro que esses que regressaram não voltaram.
É  difícil falar da Batalha de La Lys sem nomear o Soldado Milhões, o herói Português que com grande valentia, aguentou o terrível bombardeamento alemão, protegendo o recuo de vários Soldados Portugueses, e Escoceses,para as posições defensivas da retaguarda, com uma metralhadora "Lewis".
De seu verdadeiro nome Aníbal Augusto Milhais, natural de Valongo, em Murça, viu-se sozinho na sua trincheira, apenas munido da sua menina, uma metralhadora Lewis, conhecida entre os combatentes Lusos como a Luísa. Munido da coragem que só no campo de batalha é possível, enfrentou sozinho as colunas Alemãs que se atravessaram no seu caminho.
Vagueando pelas trincheiras e campos, ora de ninguém ora ocupados pelos Alemães, o Soldado Milhões continuou ainda a fazer fogo esporádico, para o qual se valeu de Cunhetes de balas que foi encontrando pelo caminho. Quatro dias depois do início da Batalha, encontrou um Major Escocês, salvando-o de morrer afogado num pântano. Foi este médico, para sempre agradecido, que deu conta ao exército aliado dos feitos do Soldado Transmontano.
Em Agosto de 1918 foi condecorado com a Ordem da Torre e Espada e o seu Apelido passou, de Milhais, a Milhões.
Os Portugueses perderam praticamente metade das suas forças, e ficaram reduzidas a pouco mais de uma divisão tendo registado cerca de 1300 mortos, 4600 feridos, 2000 desaparecidos e mais de sete mil prisioneiros.

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Os Homens Lagarto de Ubaid e os Shumeri

Segundo a Arqueologia convencional a civilização começou no Iraque, na Antiga Mesopotâmia, com a grande Civilização Suméria. No entanto,no sítio Arqueológico de Al Ubaid,encontraram-se muitos  artefactos pré-Sumérios com 7.000 anos de idade(segundo dizem...), representando figuras Humanóides com características de Lagartos...
A cultura pré-histórica Ubaid existiu na Mesopotâmia entre 4000 e 5500 aC.e tal  como os Sumérios, a sua origem é desconhecida. Eles viviam em grandes assentamentos,com casas de adobe, onde eles desenvolveram Arquitectura, Agricultura e Pecuária.
A Arquitetura residencial composta de grandes casas em forma de T, pátios abertos e ruas pavimentadas, é uma espécie de antevisão das Cidades Sumérias. Alguns destes assentamentos,começaram a desenvolver-se como Cidades, os Templos começaram a surgir, bem como grandes edifícios monumentais como Eridu, Ur e Uruk, os locais mais importantes da Civilização Suméria.
De acordo com os textos antigos dos Sumérios, Ur era considerada a primeira Cidade que existiu no nosso Planeta.
O principal local onde os incomuns Artefatos foram Descobertos é chamado  de Tell Al'Ubaid,mas alguns deles também foram encontrados em Ur e Eridu. O primeiro Arqueologo a escavar o local de Al'Ubaid foi Harry Reginald Hal,em 1919.Um pequeno monte com aproximadamente meio km de diâmetro, com uma altura de cerca de dois metros do solo.
A escavação trouxe à luz várias figuras de homens e mulheres em diferentes posições e na maioria dos casos pareciam usar um tipo de capacete e ter algum tipo de acolchoamento nos ombros. Outras figuras tinham uma espécie de ceptro, possivelmente como um Símbolo de Justiça e Poder.
O facto mais marcante é que as características das faces das figuras se assemelham às dos répteis de cabeça comprida(estilo Crocodilos), olhos oblíquos e nariz muito parecido com o dos Reptéis. Entre as estátuas estão algumas figuras femininas segurando nos braços bebés com a aparência de Reptéis.

Então, o que estas figuras de lagartos representam? Segundo alguns Arqueólogos, as posturas, como as encontradas nas mulheres durante a lactação, não sugerem que sejam objectos rituais. Então, por que esse Povo Antigo decidiu representar os indivíduos como Répteis e não como seres Humanos?

Seja qual for o motivo, parece ter sido de especial importância para a cultura Ubaid,tendo em mente que a Serpente é um Símbolo muito importante para os Povos Antigos talvez representassem os seus Deuses "Vindo dos Céus" na forma de Seres Reptilianos. Agora,poderiam estas estatuetas representar fielmente os seres Reptilianos (e não como imaginação Humana...)que nos tempos Antigos coabitavam com a Humanidade?
Ora vejamos;No Panteão dos Deuses , Enki era o Deus do Artesanato, do Bem, da Agua, do Mar, dos Lagos, da Sabedoria e da Criação...e em algumas representações, é apresentado como meio homem e meio Serpente. O significado do seu Nome deveria ser "O Senhor da Terra". Ele era o dono da misteriosa "Me", termo intraduzível que tem sido interpretado como "Poderes" ou "Leis Divinas" (e que os Deuses os podiam usar como enfeites ou jóias)que ajudaram a criar a Civilização e teriam beneficiado de alguma forma a Humanidade.
Sua imagem é uma Serpente com uma dupla hélice ou Caduceu, muito semelhante ao bastão de Esculápio  ou Asclépio. Na opinião de alguns autores, não é de surpreender que o Símbolo de Enki tenha sido usado mais tarde como um Símbolo da Medicina, devido à sua semelhança desconcertante com a dupla hélice do ADN.

Teriam os Humanos Sido Criados Por Esses Antigos Deuses?

Eles foram a primeira População urbana do Mundo. Eles eram os Descendentes de um grupo Étnico Nativo do Sul da Mesopotâmia (na actual Sul-Este do Iraque), ou que se estabeleceram na região desde o momento em que migraram (cerca de 5000 aC) até ao surgimento de Babilonia (c. 1500 aC ).
O termo Sumério é, na verdade, o Nome dado aos Antigos habitantes da Mesopotâmia por seus sucessores, os Semitas Acadianos. Os Sumérios (ou Shumeri de Sumer), na verdade,eles se chamavam Sag-Giga, que literalmente significa "O Povo de Cabeça Preta" e a sua terra Ki-en-gi, "O Lugar dos Senhores Civilizados".

O Panteão Religioso tinha centenas de Deuses e de acordo com Antigos textos Religiosos Sumérios, Deuses e Humanos viviam juntos na Terra. Cada Cidade Suméria era protegida por o seu próprio Deus, e os Humanos eram usados ​​como servos dos Deuses.
No entanto, quando se lê o Mito Sumério da Criação, que é encontrado numa placa em Nippur, uma antiga Cidade Mesopotâmica fundada em 5000 aC, verificamos algo interessante. Segundo ela a criação da Terra (Enuma Elish)foi realizada da seguinte maneira;

"Quando, nas alturas, o Céu não tinha recebido nome,
e abaixo, o chão firme (a Terra) não havia sido chamado;
nada, excepto o primeiro APSU seu Criador,
MUMMU e TIAMAT - a que deu origem a todos;
suas águas se misturavam.
Nenhuma cana se havia formado ainda, nem terra pantanosa havia aparecido.
Nenhum dos Deuses havia sido trazido à existência ainda,
ninguém levava um  nome, seus destinos eram incertos;
Foi então quando se formaram os Deuses no meio deles."

Está claro que nenhum Panteão Sumério de Divindades foi responsável pela Criação, mesmo os próprios Deuses são parte da Criação. A Mitologia Suméria diz que, no começo, os Humanos são governados por algo ou alguém "Divina" não Humano.Esses seres eram capazes de viajar pelo céu em veículos redondos ou cilíndricos,Hoje em Dia conhecidos como;Ovnis.
Deuses ou Antigos Astronautas?

De acordo com os Mitos, eles poderiam ter vindo para a Terra para torná-la habitável, a fim de explorar os seus recursos minerais. E se eles são os deuses da prata e do ouro? Os textos relatam que em algum momento alguns se rebelaram contra os seus líderes;

"Quando os Deuses,igualmente  como os homens,
eles tinham que trabalhar e sofrer,
o trabalho dos Deuses era grande,
o trabalho era pesado
a aflição era muita."

Anu, o Deus dos Deuses, concordou que o trabalho de seus subordinados era realmente grande demais.O  seu filho Enki (também conhecido como Ea) propõe a criação de uma Criatura que realize o trabalho de outros. Assim, com a ajuda de sua irmã Ninki, eles criaram o homem para se tornar um trabalhador "Á Sua Própria Imagem".

Os textos dizem que um Deus foi condenado à morte e o seu sangue foi misturado com argila. A partir desse matéria, o primeiro Homem foi criado à semelhança dos Deuses. O primeiro casal Humano foi criado e colocado no Éden, uma palavra Suméria que significa "Terra Plana". Na Epopéia de Gilgamesh, o Éden é mencionado como o Jardim dos Deuses e se encontrava em algum lugar na Mesopotâmia, entre os rios Tigre e Eufrates.

quinta-feira, 29 de março de 2018

O Misterioso Ovo Cósmico Português

Boa Tarde Amigos e Visitantes!!!
Não é somente outros Países que têm Descobertas Misteriosas que dão que pensar,também nós por cá neste cantinho da Europa temos,apesar de pouco ou nada se falar..
É o caso da pedra intrigante que foi encontrada em Silves,no Algarve, por um Investigador Britânico e autor de "Atlantis and the Silver City",Peter Daughtrey . A pedra tem cerca de 2 metros de comprimento, aproximadamente 7.000 anos de idade(segundo dizem...), e se assemelha ao ovo da Criação cósmica,tendo mesmo algo que se liga aos Mitos conhecidos.
Esta pedra possui um desenho esculpido que se assemelha com o design da hélice do ADN, e muitos destes chamados ovos da Criação exibem uma cobra enrolada em volta.
O ovo da Criação Cósmica é um Mito encontrado nas histórias da Criação de todo o Mundo. Na Mitologia Grega, isso é chamado de ovo órfico.
Ovos semelhantes foram encontrados na China, no Egipto e em muitos Países do Mundo Antigo. Era usado para explicar os princípios da vida na Terra e muitos dos Antigos acreditavam que os próprios Deuses enviavam o ovo Cósmico para a Terra e que a humanidade nascia dele.
O Ovo da Criação Cósmica

Esta pedra foi localizada perto de uma área onde Daughtrey acredita que existiu a Lendária Atlântida;a pequena Cidade de Silves.
Hoje esta pedra encontra-se no Museu de Lagos, também no Algarve.
O Museu classificou esta pedra como "Standing Menir". Os Menires podem ser encontrados espalhados pela costa Oeste de Portugal e por todo o resto do Mundo. Muitos desses Menires têm esculturas ou Símbolos estranhos, ainda por decifrar,mas este não é um Menire, é na verdade uma Escultura e o Símbolo esculpido está em relevo.
Quem quer que tenha feito isso teve as ferramentas para fazê-lo,pois as ferramentas de Bronze não seriam suficientes,para trabalhar esta pedra dura... O Escultor devia ter tido Ferramentas avançadas para a época,para o esculpir...
A parte central do desenho assemelha-se a uma haste.
A vara era um Símbolo do poder da Criação em muitos Mitos,por exemplo Moisés tinha uma vara e na Mesopotâmia a vara era considerada um símbolo do Poder dos Deuses.
Este Desenho não só se assemelha ao Caduceu, o Símbolo de Hermes na Mitologia Grega, mas também tem uma dupla hélice, os componentes básicos do ADN.
Se tivesse apenas metade da hélice,poderia ser o Símbolo de Esculápio (Asclépio),Deus da Medicina e da cura,já que possuía um bordão(vara)com uma cobra enrolada nele...mas esta Escultura tem  uma dupla hélice,como o Símbolo do Deus Sumério Enki.
Mas o modelo da dupla hélice não foi Descoberto até 1953,então, como poderia tal Símbolo existir nesta Escultura de pedra já que os Estudiosos dizem ter sido esculpida há 7.000 anos atrás?
Isto indica que mais uma vez os Estudiosos não sabem o que dizem,lançando assim milhares de anos para o pesado objecto ou apenas tentam esconder,sendo mais um indício de tudo o que se conta da Historia Mundial não está correcta,tentando dar explicações para nos fechar os olhos sobre  a Antiguidade do Mundo,sobre o avançado grau de Tecnologia da Humanidade(e dos seus Deuses),numa enorme Conspiração Global,para impedir que saibamos demais  e que acreditemos neles cegamente...

quinta-feira, 15 de março de 2018

O Misterioso Mecanismo de Antikythera

Image and video hosting by TinyPic
Este artefato, que foi chamado de Mecanismo de Antikythera, é uma peça feita de bronze e madeira que em 1900 foi resgatada perto de um navio naufragado em Antikythera,Creta. Até pouco tempo o mecanismo intrigava os cientistas,já que análises revelaram que o mecanismo tinha cerca de 1.500 anos de idade, mas análises feitas posteriormente reforçaram a ideia de que o instrumento é ainda mais antigo.

Há inscrições na parte da frente e atrás do aparelho e, nos anos 70, os cientistas as dataram como sendo feitas em 87 aC. Mas, mais recentemente, os cientistas examinaram letras gregas nas inscrições e dataram o mecanismo como sendo feito entre 150-100 aC. Não satisfeitos, os pesquisadores analisaram os eclipses que o dispositivo registrou, e descobriram que o calendário do mecanismo de Antikythera era entre 50 a 100 anos mais antigo do que se acreditava. Hoje, com base em todos esses dados, estima-se que o instrumento foi construído por volta de 205 aC, pouco tempo depois que Arquimedes morreu...
Muita especulação foi feita sobre qual seria o real propósito da peça, mas agora um grupo internacional de cientistas descobriu que ela era na verdade um computador analógico, capaz de fazer o cálculo relativo das posições do sol, da lua e de outros planetas, podendo assim prever inclusive eclipses solares. Segundo os cientistas, o dispositivo é composto por três discos, sendo que o da frente mostra o posicionamento do sol e da lua no zodíaco e o calendário correspondente de 365 dias. Os outros discos mostram os ciclos mais longos da lua, como de fases da lua (metónico), que dura 19 anos, e o de posicionamento no céu, relativo ao zodíaco (Calípco), que dura 76 anos.

O complexo conjunto de engrenagens de bronze era assim(segundo afirmam)usado, entre outras coisas, para prever precisamente eclipses lunares e solares, a posição do Sol, Lua e planetas como Mercúrio, Venus, Marte, Júpiter e Saturno. Pesquisadores recentemente também descobriram que o mecanismo de Antikythera acompanhava as datas dos Jogos Olímpicos e anos bissextos.
Esta peça continua a interessar os cientistas,já que era demasiado avançada para a sua época...e quem a teria feito??Ainda nãoo sabem e talvez nunca o saibam...

terça-feira, 13 de março de 2018

Conimbriga For Abandonada Mais Tarde do Que Se Pensava

Conímbriga não foi abandonada antes da Idade Média,o que contribuiu certamente,para o bom estado de conservação dos seus vestígios Arqueológicos. Depois da invasão da Cidade pelos Suevos, em 465 e 468, e do generalizado declínio da presença Romana na Península Ibérica, Conímbriga “sobreviveu além do que se esperava”... ao contrario do que sempre se pensara que o seu abandono tivesse sido muito rápido,depois das Invasões e dos saques dos Suevos, no século V.
Com as novas Investigações Arqueológicas  e a Descoberta de objectos de várias épocas posteriores à ocupação Romana da Península,levam a entender isso mesmo.
Com as Invasões, Conímbriga perde alguns aspectos da sua qualidade urbana, mas continua a ser habitada. A mostrá-lo estão vestígios da presença Muçulmana, e também da Ordem de Cristo.
As Necrópoles mostram a diversidade das posteriores ocupações; algumas Sepulturas, com o corpo depositado de costas e as mãos sobre o ventre,segundo os Rituais Cristãos; noutras, constata-se que há deposição em decúbito lateral, conforme a Fé Islâmica.
A cidade foi ocupada até ao século IX e apartir de então, deixa-se de se ouvir falar de Conímbriga e começa a ouvir-se falar em Condeixa-a-VelhaTambem outra cidade  vai crescendo em influência, a antiga "Aeminium", hoje conhecida por Coimbra.
Os objectos agora expostos nas vitrines do seu Museu correspondem a vários períodos. Para além de pedaços de cerâmica, há uma ânfora usada como caixão para os enterramentos infantis e, ao lado, um conjunto de fivelas, fíbulas e um elemento de arreio de cavalo, encontrados em escavações realizadas já no século XXI.
Dois marcos de propriedade com a inscrição “Almedina” fazem referência ao período da Ordem de Cristo, quando aquele lugar era conhecido como Almedina de Condeixa. Com excepção dos elementos metálicos, todos os vestígios expostos em Conímbriga, o fim da cidade romana vêm a público pela primeira vez.
Com o tempo, Conímbriga, apesar de manter sempre a muralha visível, acabou por se tornar num olival. Uma das imagens da exposição mostra “uma das fotografias aéreas mais antigas da Arqueologia Portuguesa”, captando os trabalhos que ali decorreram algures entre 1930 e 1939.

quinta-feira, 8 de março de 2018

A Pirata Jane de Belleville


Jeanne De Belleville (também conhecido como Jeanne De Clisson) apresenta um maravilhoso exemplo de como uma história impressionante pode ser transformada numa lenda épica. 

A Guerra dos Cem Anos

Quando o Duque de Brittany morreu sem um herdeiro do sexo masculino em 1341, tanto o Rei Edward III de Inglaterra como Phillip VI da França viram uma oportunidade. Os dois Reis já estavam em desacordo sobre a aclamação de Edward pelos territórios franceses e, na verdade,pela própria Coroa. O Ducado estava entre os seus dois Reinos e daria um bom ponto para a  invasão. O apoio dos reclamantes concorrentes, Jeanne de Penthièvre e Jean de Monfort, inflamou o conflito que ficou conhecido como a Guerra dos Cem Anos.
 
Uma das primeiras vítimas foi o rico e influente Lorde Olivier de Clisson. Um apoiante de Monfort, que  era favorecido por Edward,foi capturado por Phillip enquanto participava de um torneio em 1343, e executado como traidor. Isto indignou muitos dos seus apoiantes, que acreditavam o Rei agiu tanto ilegalmente como desonrosamente. Acima de tudo, ultrajou a esposa, a igualmente rica e influente Jeanne de Clisson. Como ela possuia por direito próprio as terras de Belleville, ela foi também frequentemente conhecida como Jeanne de Belleville.

A Gloriosa Lenda 

Diz a Lenda que Jeanne navegou com os seus dois filhos de Clisson para a cidade de Nantes, para mostrar-lhes a cabeça do seu pai exibido às portas da cidade. Em seguida,vendendo essas terras que permaneceram com ela, ela formou uma pequena força de homens leais  e atacaram as forças pró-Franceses, na Bretanha,massacrando a guarnição de Chateau Thébaut. Quando a sua situação tornou-se muito perigoso na terra, ela embarcou para o mar, mas o seu navio naufragou numa tempestade, deixando ela e os seus filhos à deriva num pequeno barco. Antes de chegarem a terra, o filho mais novo morreu. Ela e o seu filho restante procuraram abrigo na Inglaterra.

Com a ajuda de Edward, ela equipou mais três navios. Pintou-os de  preto e tingiu de vermelho as velas, ela caçados navios Franceses ao longo do do Canal Inglês. Sempre que ela capturava um Nobre Francês, ela o decapitava com as próprias mãos, mas sempre deixava um ou dois da tripulação viva para relatar  as suas ações para Phillip. Ela ficou conhecida como a "Leoa da Bretanha"; insultada como um monstro por alguns, elogiada como uma Heroína por outros. No entanto, depois de treze anos, ela casou-se com um Nobre Inglês, terminando  com o mar e a sua busca por vingança.
 
Há diversas variações sobre esta história, embora os elementos importantes permanecem constantes.

Os Factos Confusos

Este conto tem elementos em comum com o romance"Jeanne de Belleville", publicado na França em 1868 por um Émile Pehant. Um correspondente de Victor Hugo, Pehant escreveu-o no auge do movimento romântico francês.

No entanto  um manuscrito conhecido como o "Chronographia Regnum Francorum" confirma alguns dos detalhes,além disso, a decisão do Julgamento Francês no final de 1343 condena Jeanne como uma traidora  e ordena o confisco das suas terras. Em 1345, registros do tribunal Inglês indicam que Edward concedeu-lhe uma renda de terras agora controlados pela Bretanha e ela é mencionada numa trégua elaborada entre França e a Inglaterra em 1347 como uma valiosa aliada dos Ingleses. Estas fontes sugerem que o período da sua actividade real foi restrito a cinco meses entre a execução de Lorde Clisson e a sua fuga para a Inglaterra.

Jeanne chegou à Inglaterra, não só com um filho sobrevivente, Olivier, mas uma filha, Jeanne. Seu filho foi criado na Corte Inglesa e por 1349, ela tinha realmente casado com o ​​comandante de Edward Walter Bently, e ela não tinha abandonado os seus interesses. O presente  de Casamento do Rei  foram as terras de Belleville ainda nas mãos dos Franceses. Ela e o seu marido regressaram rapidamente a França e por 1352, Bently tinha a responsabilidade por todos os interesses Ingleses na França.
 
A data e as circunstâncias da morte de Jeanne são incertos, mas em 1359,o filho Olivier fez homenagem a Edward pelas terras e  renda que tinha sido concedido a sua mãe - e recebeu-as.

O Final

O jovem Olivier de Clisson, recuperou o título e as terras de seu pai, mas só depois da maré da guerra ter findado. Ele alcançou sucesso na Corte Francesa, tornando-se Condestável da França sob Carlos VI. A jovem Jeanne caso-se com um dos homens de Edward e o seu filho foi reconhecido como o senhor de Belleville.