terça-feira, 28 de setembro de 2010

RMS Lusitania

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O RMS Lusitania foi um navio da "Cunard Line", lançado em 1906.
Foi construído, juntamente com o RMS Mauretania, para competir com outros navios transatlânticos alemães.O Lusitania e o Mauretania foram, por alguns anos após o término de sua construção, os maiores navios do mundo. Superados apenas depois em 1910 pelo RMS Olympic navio da White Star Line, o Olympic fazia parte dos navios da Classe Olympic ou seja, era igual a seus irmãos RMS Titanic e HMHS Britannic. Sua viagem inicial, Liverpool - Nova Iorque, iniciou-se em 7 de Setembro de 1907.
O Lusitania foi torpedeado por um submarino alemão, em 7 de Maio de 1915, na Primeira Guerra Mundial, afundou e deixando quase 1900 mortos. Este facto provocou grande consternação na opinião pública dos Estados Unidos, que eram à data uma nação neutral no conflito, e de onde era originária a maior parte dos passageiros, o que desencadeou um processo que veio a culminar dois anos mais tarde na entrada dos EUA na guerra, após a descodificação do Telegrama Zimmermann.

O naufrágio;

O Lusitania saiu de Nova York no dia 1/05/1915 com destino a Liverpool. No dia 6, quinta feira o comandante foi informado de que havia submarinos alemães no local. No dia 7 sexta-feira dia do naufrágio por volta das 2h10 da tarde o Lusitania foi atingido por um torpedo no seu lado de estibordo(lado direito do navio). O navio possuía botes para todos os passageiros, mas como os marinheiros esqueceram de parar o navio, pois a sala das caldeiras estava sendo inundada, por causa disso muitas pessoas morreram por muitos botes não terem sido lançados. O Lusitania afundou-se em apenas 18 minutos, ou seja por volta de 2h28. Facto:o Lusitania não poderia ser afundado com apenas um torpedo, ele afundou porque seu comando não fechou as comportas estanques e também porque o Lusitania carregava armas e outras munições.Agora duas pergunta se formulam...Para quê o Lusitania carregava armas e munições,se era um navio de passageiros e não de outra espécie???? E será que esse não era o motivo do ataque alemão e não porque apenas estava na hora e no sítio errado...???

Em Busca do El Dorado

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O termo Eldorado significa "O Dourado" em espanhol;é uma lenda que iniciou-se nos anos 1530 com a história de um cacique ou sacerdote dos muíscas,indígenas da Colômbia,que se cobria com pó de ouro e mergulhava em um lago dos Andes.
Inicialmente um homem dourado,índio dourado,ou rei dourado,foi depois fantasiado como um lugar,o reino ou cidade desse chefe legendário,riquíssimo em ouro.
Embora os artistas muíscas trabalhassem peças de ouro,algumas das quais hoje formam o rico acervo do Museu do Ouro de Bogotá,nunca foram encontradas entre eles grandes minas,muito menos as cidades douradas sonhadas pelos conquistadores que pretendiam repetir a façanha de Francisco Pizarro no Peru. Tudo indica que os muíscas ou chibchas obtinham o ouro por meio de trocas com indígenas de outras regiões.
Sedentos por mais ouro,os conquistadores espanhóis fizeram o mito migrar para leste,para os Llanos da Venezuela e depois para além,no actual estado de Roraima ou nas Guianas.Na forma tomada pelo mito a partir do final do século XVI,a cidade dourada,agora conhecida como Manoa,se localizaria no imenso e imaginário lago Parima e teria sido fundada ou ocupada por incas refugiados da conquista de Pizarro.
Alguns dos locais que se diz ser o Eldorado...

O Eldorado de Paititi;

O mito é semelhante ao de Paititi ou Candire,que também seria uma cidade cheia de riquezas que teria servido de refúgio a incas que escaparam da conquista espanhola, mas costuma ser localizada muito mais ao sul,entre as selvas da Bolívia e Peru ou no Brasil, o Acre,Rondónia ou Mato Grosso.Os dois mitos têm origem comum no sonho de conquistadores de enriquecer repetindo a façanha de Francisco Pizarro,o conquistador dos incas e influenciaram-se mutuamente,mas o de Paitíti associou-se,em tempos mais recentes,com a nostalgia de povos andinos pelo antigo Império Inca,ganhando conotações nativistas.

O Eldorado de Colômbia;

Houve pelo menos duas tentativas de drenar o lago Guatavita em busca do suposto tesouro.A primeira foi em 1578, quando o mercador espanhol Antonio de Sepúlveda conseguiu uma licença do governo espanhol. Escavou um canal e conseguiu baixar o nível do lago em alguns metros,mas encontrou apenas dez onças de ouro.
Em 1801,Alexander von Hulboldt estudou o lago e mencionou-o em seus relatos, comentando que se a lenda fosse verdadeira, poderia conter centenas de milhões de libras em ouro.Sua especulação voltou a incendiar a imaginação de caçadores de tesouros e em 1825, o capitão Charles Stuart Cochrane,filho do Almirante Cochrane que comandou a frota chilena na guerra da independência,publicou um livro no qual dizia que ali devia existir ouro e pedras preciosas no valor de £ 1.120.000.000.Em 1898,foi formada a 'Company for the Exploitation of the Lagoon of Guatavitá',que dois anos depois transferiu seus direitos à firma franco-britânica 'Contractors Ltd.',com sede em Londres e cotada na Bolsa de Londres.
A empresa passou oito anos construíndo um túnel para esvaziá-lo a partir do centro, mas quando o leito do lago foi exposto,o fundo tinha metros de lama e limo,que tornavam impossível caminhar sobre ele.No dia seguinte,o sol cozeu a lama e lhe deu uma consistência de cimento, tão dura que não pdia ser penetrada.A lama endurecida bloqueou as eclusas,o túnel foi selado e o lago voltou a se encher até o nível anterior. oram encontrados objectos no valor de £ 500 que foram leiloados na Sotheby's,mas a empresa faliu sem recuperar o investimento de £40.000 e a 'Company for the Exploitation of the Lagoon of Guatavitá' foi dissolvida em 1929. Outras sondagens foram tentadas com dragas e brocas até que,em 1965,o governo colombiano pôs o lago Guatavitá sob protecção legal, proibindo novas tentativas.
O lago Guatavita parece ter sido um centro cerimonal importante para a iniciação dos jovens que seriam coroados zipas ou reis de Bacatá (actual Bogotá),mas a origem da lenda pode ser a lagoa de "Siecha"(Casa do Homem,em muísca) perto da pirâmide do Sol,a 35 quilómetros de Guatavita.Ali foi de facto encontrada,em 1856,uma peça de ouro de 262 gramas,com a forma de uma balsa redonda com 9,5 cm de diâmetro,que parecia representá-lo.Revelada ao mundo em 1883 por Liborio Zerda,no livro El Dorado,foi comprada por um museu alemão,mas perdeu-se quando o navio que a transportava incendiou-se no porto de Bremen.

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Uma segunda peça muito semelhante foi,encontrada em 1969,por três camponeses, dentro de um vaso de cerâmica,numa pequena gruta da campina de Pasca,Cundinamarca.Encontra-se hoje no Museu do Ouro de Bogotá e é sua peça mais famosa.Conhecida como "Balsa de El Dorado",pesa 287,5 gramas,tem 19 cm de comprimento por 10 de largura e altura e contém uma figura maior cercada de doze menores.

O Eldorado na Guiana;

Em 1584 o espanhol Antonio de Berrio partiu de Tunja(Colômbia)com a intenção de explorar o interior das Guianas e em 1590,na região do Orinoco,indígenas disseram-lhe que a sete dias dali havia "uma infinita quantidade de ouro",cujas minas eram reservada aos caciques e ás suas mulheres,embora qualquer um pudesse extrair ouro dos riachos.Não alcançou,porém,as regiões em que os indígenas diziam estar localizado o lago Manoa,no outro lado das montanhas Pacaraima(Manoa, na língua Achaua significava "lago").
O relato da exploração foi redigido pelo lugar-tenente Domingo Vera,que teria feito acréscimos para suscitar a cobiça dos superiores,juntando à sua narrativa supostas revelações de um certo Juan Martínez,sobrevivente da expedição de Diego de Ordaz que teria vivido na capital de Eldorado.Martínez,tendo cometido uma falta grave,teria sido condenado à morte,condenação comutada,pela comiseração dos companheiros,no abandono do culpado numa canoa.Segundo a versão contada mais tarde por Walter Raleigh:

Essa canoa foi levada pela corrente e encontrada flutuando por selvagens da Guiana, que nunca antes haviam visto um cristão.Eles levaram Martínez de de um lado para o outro, para que fosse visto como uma maravilha e levaram-o em seguida a Manoa,que é a capital do Império dos Incas.O Rei,que o viu,reconheceu-o primeiramente como cristão e espanhol; porque não fazia muito tempo que os irmãos Guascar(Huáscar) e Atabaliba(Atahuallpa)estavam mortos e que Pizarro tinha destruído seu império.Ele recebeu Martínez bastante bem,embora não houvesse esquecido a crueldade dos espanhóis.
Durante as festas dos guianeses,contava a narrativa de Martínez,"os servos untam os corpos dos notáveis com um bálsamo branco chamado curcay e os recobrem de pó de ouro,que sopram por meio de caniços,até que estejam brilhando da cabeça aos pés".Há ouro por toda a parte:na cidade,nos templos,sob forma de ídolos,de placas,de armaduras e de escudos.Sua capital era a cidade de Manoa,construída nas margens do lago Parima(ao qual inicialmente se tinha dado o nome de "Manoa"),ou "Parime",como o chamariam os ingleses.
Uma expedição militar inglesa apossou-se dos documentos de Berrio e comunicou-os à corte britânica,chegando então aos ouvidos do explorador e aventureiro inglês Walter Raleigh.Em 1594,conduziu a sua própria exploração pelo Orinoco até o interior da atual Guiana venezuelana.Encontrou apenas uns poucos objectos de ouro e indícios de minério,mas que lhe bastaram para escrever um livro,com um Relato da Grande e Dourada Cidade de Manoa,que os Espanhóis chamam El Dorado,com o qual se ampliou e popularizou a lenda.
Raleigh encontrou no porto de Morequito,às margens do Orinoco,um certo Topiawari, idoso cacique dos aromaias,cujo sobrinho,o anterior cacique,havia sido assassinado pelos espanhóis.O inglês disse-lhe que vinha protegê-lo dos espanhóis em nome da rainha Elizabeth I e perguntou-lhe sobre como chegar à Guiana que tem ouro e aos incas.O velho lhe respondeu que não podia chegar à cidade de Manoa com os meios que dispunha naquele momento e se quisesse,ele e seu povo o ajudariam,mas precisaria da ajuda de todos os povos que eram inimigos do império para obter guias e suprimentos. Recordou-lhe que 300 espanhóis haviam sido vencidos nas planícies de Macureguarai e não haviam conquistado a amizade de nenhum povo da região. Havia 4 dias de viagem até
Macureguarai onde habitavam os súbditos mais próximos do Inca e os Epuremeis,que é a primeira cidade onde vive gente rica que usa roupas fabricadas e de onde provinham essas placas de ouro que se viam aqui e ali entre os povoados fronteiriços e que eram exportadas para toda parte.Mas aquelas produzidas no interior das terras eram muito mais belas e representavam homens,animais,pássaros e peixes.
O cacique explicou que havia guerra entre o povo fronteiriço ao seu território e os epuremeis,haviam-lhe roubado as mulheres.Queixou-se de que antes tinham dez ou doze mulheres e agora tinham de se contentar com três ou quatro,enquanto os senhores de Epuremei tinham 50 ou 100.Um homem do séquito de Topiawari disse a Raleigh que se o acompanhassem,deveriam repartir o saque:"para nós as mulheres,para vocês,o ouro".
Topiawari disse-lhe que o ouro não provinha de veios,mas do lago de Manoa e de muitos rios.Que misturam o ouro com cobre para que o possam trabalhar,fundem-no em vasilhas de barro com furos,metem-no em moldes de pedra ou argila e assim fabricam placas e imagens.Mencionou várias nações inimigas dos incas,entre elas os ewaipanomas.Disse que os epuremeis tinham a mesma religião dos incas.Apesar da distância do Peru,Topiawari sabia que os espanhóis encontraram os maiores tesouros entre os incas.Raleigh ficou convencido de que Manoa existia,mas não tinha meios suficientes para encontrá-la e esceveu seu livro para tentar convencer a corte inglesa.
Preso em 1603 por suposto envolvimento em uma conspiração contra o rei Jaime I,Raleigh foi libertado em 1616 para conduzir uma nova expedição ao Eldorado, que não teve sucesso,mas saqueou um posto avançado espanhol.Ao retornar,foi executado com base nas acusações anteriores e para apaziguar os espanhóis.
Raleigh acreditava que o Eldorado situava-se no vasto Lago Parima,que mapas da época situavam-no no interior da Guiana,aproximadamente,onde hoje,se situa o Estado de Roraima.Este lago,que nunca existiu,está presente na maioria dos mapas dos séculos XVII e XVIII e até em alguns mapas do início do século XIX,quando desaparece e é substituído pelo "Rio Parima",na região dos Tepuís do Monte Roraima.
Os responsáveis por seu definitivo desaparecimento foram o geólogo prussiano Friedrich Alexander von Humboldt e o botânico francês Aimé Bonpland,que viajaram entre o Orinoco e o Amazonas em 1800,em busca das nascentes do Caroni,que encontraram junto a uma pequena aldeia chamada Esmeralda,demonstrando a inexistência do famoso lago Parima.


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Ressurgimento da Lenda;

No livro "Uma Luz nos Mistérios Amazónicos"(Manaus, 1994),o pintor chileno Roland W. Vermehren Stevenson, morador de Manaus,ressuscitou a lenda do lago Parima.Afirmou ter descoberto vestígios de um caminho pré-colombiano extinto da bacia de Uaupés a Roraima,com restos de construções de pedra,pelo qual os incas teriam trazido ouro no lombo de lhamas e também ter identificado o que já foi o lago do El Dorado,Manoa ou Parima,que seria a chamada região de campos ou lavrado de Boa Vista,desprovida de selvas,onde apenas há árvores (buritis) mas margens de lagoas,rios e igarapés.
Ali teria existido o lendário lago,localizado entre Roraima e a antiga Guiana inglesa,com um diâmetro de 400 quilómetros e área de 80 mil quilómetros quadrados e a sua extinção teria começado há cerca de 700 anos.Segundo Stevenson,a cidade de Manoa localizava-se na região ocidental do lago,conforme o indicavam as primeiras cartografias das expedições,a exemplo de Hariot,que desenhou-a vizinha a uma ilha de terra firme.O local exacto seria a ocidente do que hoje chamamos ilha Maracá,onde na época do lago cheio estaria a foz do rio Uraricuera.
Lendas á parte,o facto é que nunca se descobriu a Lendária "El Dorado" e talvez nunca se vislumbre tão desejada cidade...

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Boudicca,a Lendária Rainha dos Icenos

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Falar de Boudicca é falar da conquista da Britânia(região que hoje corresponde a Inglaterra e a Escócia),pelos romanos e para entender seu o papel na História,faz-se necessário explicar a situação dessa Província na sua época...

A Britânia dos Romanos;

A Britânia como reduto celta era formada por diversas tribos e é facto que não eram coesas,havendo desde antes da chegada dos romanos,disputas territoriais,entre si.
Após Júlio César obter aliança com algumas tribos,o Imperador Cláudio na sua conquista obteve ,segundo inscrições no seu Arco do Triunfo,a rendição voluntária de onze tribos que tornaram-se reinos clientes.Todavia,a conquista romana não foi homogénea havendo tribos que nunca se renderam à Roma e conseguinte mantinham pequenas rebeliões.
Quando Cláudio expandiu a conquista do território subjugando as tribos celtas rebeldes,os Iceni gozavam de certas regalias devido á sua posição pró-Roma,o que incluía a continuar a cunhar suas próprias moedas,ficando acordado que pagariam tributos e forneceriam suprimentos para os soldados romanos.
Em paralelo aos acontecimentos,o governador da Província,Suetônio Paulino estava em batalha por ordens de Nero,contra o que era considerado até então o último reduto Druida,na ilha de Mona(actual Anglesey).
Em Camulodunum(actual Colchester),a maior cidade da Britânia e capital da tribo dos Trinovantes,pequenas rebeliões ocorriam devido ao facto de estarem descontentes com os maus tratos,taxas muito altas e as confiscações das terras.Em resumo,a Britânia seguindo o exemplo da Gália no tempo de Júlio César (a resistência gaulesa liderada por Vercingétorix)estava em ebulição e continuava com a tradição romana,de pegar bodes expiatórios para dar o exemplo do que acontecia aos que ousavam desafiar o poder do Império.
Em 59 ou 60 d.C. o rei Iceni Prasutargo morre e como não tinha filhos homens, deixa o reino sobre a autoridade da sua esposa Boudicca,a sua herança e as suas duas filhas,tendo o cuidado de separar o valor correspondente aos tributos romanos do restante dos bens deixados,provavelmente pensando nos dotes para os futuros esposos destas.
Mas como Roma não reconhecia a linha de sucessão dinástica através das mulheres,a morte de Prasutargo é entendida como o fim do tratado e o Imperador Nero ordena que o território seja anexado á Província.
As terras conquistadas foram divididas e como a lei romana considerava ilegal dar bens pessoais para outros sem o consentimento do Imperador,esposa e filhas perdem todos os seus recursos.

"Nasce" a Rainha Guerreira;

Boudicca,conhecida pelos romanos por Boadicea,nasceu por volta do ano 30 a.C.Não se sabe muito da sua origem e pensa-se que ela tenha se chamado Boudiga,como a Deusa Celta da Vitória.Boudicca tornou-se rainha dos Icenos,onde é,hoje,Norfolk e Sulfolk.
Depois da morte do marido,sucederam-se ataques surpresa dos romanos aos Icenos,por não terem recursos para pagar os tributos…e ela,própria,junto com as filhas foram bárbaramente torturadas,por não se submeterem ao jugo da poderosa Roma.
Boudicca foi desnudada e espancada em público,enquanto as suas filhas eram violentadas pelos soldados romanos,defronte dos seus olhos.O Imperador Nero,ordenou que confiscassem as terras,bens e levassem pessoas como escravos,para Roma.
Da sua raiva e ódio,nasce a corajosa e lendária guerreira,que uniu as várias tribos(que constantemente lutavam entre si)numa luta comum,contra os romanos.
Liderou uma rebelião de 100 mil,ou mais homens,aterrorizando os romanos, que não compreendiam a maneira deles lutarem.Ficavam surpreendidos ao verem as mulheres Celtas lutando ao lado dos homens e possuírem indistintas forças e honra.Soltavam horrendos gritos e usavam machados e espadas,lançando-se contra seus oponentes corajosamente.E por ser uma mulher a Líder,Roma e sentiu-se duplamente humilhada.
O primeiro ataque foi em Camulodunum(Colchester),durando a batalha alguns dias,de modo que alguns romanos fugiram para Londinium(Londres).Gaius Suetonius Paulinus,o governador da Britania ,ao saber da chegada da rainha,fugiu com a sua Legião e aqueles que lhe serviam,deixando os outros para trás.Em Londinium os veteranos romanos,agora agricultores e pastores,estavam,completamente,despreparados,para conter o ataque de Boudicca.A cidade foi arrasada,incendiada e seus habitantes foram mortos violentamente.Boudicca marcha para Verulamium(St.Albans),uma cidade simpatizante das leis romanas.A povoação ao saber do ataque,foge e os que,teimosamente,restam são mortos pelos Icenos e a cidade destruída.Suetonius regrupa suas hordes,em West Midlands e enfrenta a rainha na derradeira Batalha em Watling Street.
Pequenas rebeliões continuaram ainda.A Lenda afirma que ela sobreviveu á grande batalha e envenenou-se em casa,junto com as suas filhas,não desejando serem apanhadas vivas,para de novo,serem humilhadas ,castigadas e levadas para Roma,como escravas.Cassius Dio narra que os Celtas fizeram um enorme enterro,digno de uma heroína.
Sua memória foi resgatada no século XVI pela rainha Elizabeth I que interessada em promover o conceito da rainha guerreira nobre, transformou Boudicca em ícone histórico.

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Hoje ela é o símbolo romântico de revolta e vitória à vista da adversidade. Há uma estatua dela,em bronze,com longos cabelos e um perfil desafiador,em frente a Casa do Parlamento.

O Enigma do Mapa de Piri Reis

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Em 9 de Novembro de 1929,enrolado numa prateleira empoeirada do famoso Museu Topkapi,em Istambul,foram encontrados dois fragmentos de mapas.Tratava-se das cartas de um almirante turco,Hadji Muhammad Piri Reis, célebre heroi(para os turcos) e pirata(para os europeus),que nos deixou um extraordinário livro de memórias intitulado Bahrye,onde relata como preparou estes mapas.
A sua obra já era conhecida há muito tempo, mas somente adquiriu importância após a descoberta destas cartas e terem(o livro e as cartas) sido confrontados e averiguados na sua veracidade.
Piri Reis era descendente de uma tradicional família de marinheiros,suas façanhas contribuiram para o prestígio da marinha turca,no Mediterrâneo.Na sua obra são descritas com detalhes as principais cidades daquele mar e apresenta ainda 215 mapas regionais muito interessantes. Afirma ainda na sua obra que: "a elaboração de uma carta demanda conhecimentos profundos e indiscutível qualificação".

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No prefácio do seu livro,Piri Reis descreve como se baseou e preparou este tão polêmico mapa, na cidade de Galibolu,entre 9 de Março e 7 de Abril de 1513. Declara aí que para fazê-las estudou todas as cartas existentes de que tinha conhecimento,"algumas delas muito antigas e secretas". Eram mais de 20,"inclusive velhos mapas orientais de que era, sem dúvida, o único conhecedor na Europa".
Piri Reis era um erudito,e o conhecimento que tinha das línguas espanhola,italiana,grega e portuguesa,muito o auxiliou na confecção das cartas.Possuia inclusive um mapa desenhado pelo próprio Cristóvão Colombo,carta que conseguira através de um membro de sua equipa,que fora capturado por Kemal Reis,tio de Piri Reis.
Os mapas de Piri Reis são uma preciosidade ilustrados com imagens dos soberanos de Portugal, da Guiné e de Marrocos.Na África,um elefante e um avestruz; lhamas na América do Sul e também pumas.No oceano, ao longo dos litorais,desenhos de barcos.As legendas estão escritas em turco.As montanhas, indicadas pela silhueta e o litoral e rios,por linhas espessas.As cores são as convencionalmente utilizadas: partes rochosas marcadas em preto, águas barrentas ou pouco profundas por vermelho.
No princípio não lhes foram atribuidas o devido valor.Em 1953, porém, um oficial da marinha turca enviou uma cópia ao engenheiro-chefe do Departamento de Hidrografia da Marinha Americana,que alertou por sua vez Arlington H. Mallery,um especialista em mapas antigos. Foi então quando o "caso" das cartas de Piri Reis tornou-se famoso.
Mallery fez estudar as cartas por algumas das maiores autoridades mundiais do assunto,como o cartógrafo I. Walters e o especialista polar R. P. Linehan. Com a ajuda do explorador sueco Nordenskjold e de Charles Hapgood e seus auxiliares,chegaram a uma conclusão sobre o sistema de projecção empregado nos mapas que fora então confirmada por matemáticos:embora antigo, o sistema de Piri Reis era exacto.Além disso,o mapa traz desenhadas,na parte da América Latina,algumas lhamas,animais desconhecidos na Europa,naquela época.Também as posições estão marcadas correctamente,quanto à sua longitude e latitude.O mais impressionante é que até o séc. 18,os navegadores corriam risco de que os seus barcos batessem nos litorais rochosos, pois lhes faltava algo muito importante...A capacidade de calcular a longitude!!!Para isso necessitavam de um relógio extremamente preciso.Somente em 1790 o primeiro relógio marinho preciso foi inventado e os navegadores puderam saber a sua,exacta,posição nos mares.

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A análise das cartas de Piri Reis esbarrou noutra polémica: se tudo ali aparece representado com notável exactidão,então como explicar as formas das regiões árcticas e antárcticas,diferentes das da nossa era? O resultado das pesquisas é incrível!!!!As indicações cartográficas de Piri Reis mostram a conformação das regiões polares exactamente como estavam à mostra antes da última glaciação e de uma maneira,extremamente,perfeita.Confrontando as indicações dos mapas com os levantamentos sísmicos realizados na região em 1954,tudo batia em perfeita harmonia,excepto por um local,o qual Piri Reis indicava por duas baías e o mapa recente;terra firme.Realizados novos estudos,verificou-se,o entanto,que Piri Reis é que estava certo.O estudioso soviético L. D. Dolgutchin julga que as duas cartas foram elaboradas após a derradeira glaciação terrestre,com o auxílio de instrumentação avançada;o que nada nos esclarece,pelo contrário...
Levando-se em conta a história como nos é contada e aos conhecimentos que temos em mãos, ficam as perguntas: de onde vieram estes instrumentos e como existiriam tais instrumentos antes de Colombo?
A resposta deve estar nos "mapas antigos secretos" que ele usou como orientação para suas cartas.Estudos mostram que a glaciação dos pólos ocorreu depois de uma época situada aproximadamente entre 10.000 anos atrás.Naquela época,o que havia de mais civilizado, segundo os historiadores clássicos,eram os Cro-Magnon da Europa.Será então a civilização humana,mais antiga do que os cientistas afirmam???Ou teriam sido,como muitos afirmam,civilizações de outros Planetas,mais sábias,que o nosso Cro-Magnon e que posteriormente doaram parte da sua sabedoria aos humanos???

Mallery chama atenção de que para elaborar um mapa como aquele,Piri Reis precisaria de toda uma equipe perfeitamente coordenada e de levantamento cartográfico aéreo.Mas quem teria,naquela época, aviões e serviços geográficos?
O mistério continua:Quem fez estes mapas e de onde vieram estes mapas?Quem cartografou o globo com uma perícia,que mal podemos conseguir hoje?
A verdade talvez nunca a saibamos,mas o que hoje é certo é que muito antes de Cristóvão Colombo,já se conheciam muito bem certos Continentes,como a América!!!!

O Mistério de Agatha Christie

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Os meus leitores devem estar um pouco admirados com esta biografia,pois apesar de ser famosa,Agatha não era um personagem importante da História Universal como Napoleão,Cleopatra,Boudicca e muitos outros...Mas decidi colocá-la aqui,pois a sua morte tem algumas"coisinhas"curiosas...Mas vejamos a sua história,desde o ínicio e já lá chegaremos...!!!

Agatha May Clarissa Mallowan(Torquay,15 de Setembro de 1890 — Wallingford,12 de Janeiro de 1976),mundialmente conhecida como Agatha Christie,foi uma romancista policial britânica e autora de mais de oitenta livros,da qual eu sou fã...Seus livros são dos mais traduzidos de todo o planeta,superados apenas pela Bíblia e pelas obras de Shakespeare.É conhecida como Duquesa da Morte,Rainha do Crime,dentre outros títulos.
Quem não conhece os famosos personagens Hercule Poirot, Miss Marple, Tommy e Tuppence Beresford e Parker Pyne???

Biografia;

Agatha foi pioneira ao fazer com que os desfechos de seus livros fossem extremamente impressionantes e inesperados, sendo praticamente impossível ao leitor descobrir quem é o assassino.

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Casou-se pela primeira vez em 1914,com o Coronel Archibald Christie,piloto do Corpo Real de Aviadores.O casal teve uma filha,Rosalind, e divorciou-se em 1928.
Durante a Primeira Guerra Mundial,Agatha trabalhou num hospital e numa farmácia,funções que influenciaram seu trabalho:muitos dos assassinatos nos seus livros foram cometidos com o uso de veneno.

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Em 1930,casou-se com o arqueólogo Sir Max Mallowan.Mallowan era 14 anos mais jovem que a escritora e as suas viagens juntos contribuíram com muito material para vários dos seus romances situados no Oriente Médio.O casamento duraria até a morte da escritora.
Em 1971 ela recebeu o título de Dama da Ordem do Império Britânico.
Agatha Christie morreu em 12 de Janeiro de 1976,aos 85 anos de idade,de causas naturais,na sua residência-Winterbrook,em Wallingford,Oxfordshire.Ela está enterrada no Cemitério da Paróquia de St. Mary, em Cholsey,Oxon.

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A única filha da autora,Rosalind Hicks,morreu em 28 de Outubro de 2004,também com 85 anos,de causas naturais.Os direitos sobre a sua obra pertencem agora ao seu neto, Mathew Prichard.

A autora e sua obra;

Agatha Christie passou a infância e a adolescência num ambiente quase recluso, pois sua mãe se encarregou de dar-lhe formação cultural, proibindo-a de frequentar escolas públicas. Tinha trinta anos quando conseguiu publicar seu livro de estréia, "O misterioso caso de Styles"(1921).
Agatha Christie criou dois tipos inesquecíveis:o detective belga Hercule Poirot,com suas prodigiosas celulazinhas cinzentas no cérebro e Miss Marple,uma solteirona simpática,observadora sagaz e tão cerebral quanto o detective belga.Antes de morrer, em 12 de Janeiro de 1976,cuidou também de preparar a despedida de Miss Marple; e voltou á mansão Styles,cenário do seu primeiro livro,para encerrar a carreira de Poirot em "Cai o pano".

Influência da mãe;

Agatha começou a escrever sob influência da sua mãe,que a incentivou a criar um conto,para passar o tempo,enquanto Agatha,entediada,recuperava-se de uma forte constipação que a deixara de cama.Ela chegou a duvidar da sua capacidade,mas conseguiu.Continuou a escrever,encorajada por Eden Phillpotts,um teatrólogo amigo da família.Quando já era famosa,disse que,durante muitos anos,se divertiu escrevendo histórias melancólicas,em que a maioria dos personagens morria.
O primeiro romance de Agatha Christie,"O Misterioso Caso de Styles",foi escrito no final da Primeira Guerra Mundial,durante a qual ela trabalhou como enfermeira.Nele criou Hercule Poirot,o pequeno detective belga que mais tarde se tornaria o personagem de crimes de ficção mais popular depois de Sherlock Holmes.Foi publicado em 1920,desde aí foi um continuar de livros,que se tornaram famosos,para leitores ávidos desta leitura.

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O Famoso Desaparecimento de Agatha;

Na sua autobiografia,Agatha descreve o crescente distanciamento entre ela e o marido após a compra de uma casa no campo,quando ele se tornou afeito ao golfe,dedicando a maior parte dos seus fins-de-semana ao desporto.Mas a crise sobreveio quando,após a morte da sua mãe,Agatha precisou assumir a organização da propriedade da família, Ashfield,em Torquay.Ela e o marido combinaram que iriam fechar a sua casa e ela passaria o Verão em Ashfield com a filha Rosalind,enquanto Archibald Christie,que trabalhava em Londres,passaria a pernoitar no seu Clube, na cidade. Com a missão concluída,a família reencontrar-se-ia para uma viagem à Itália.
Agatha passou cerca de três meses separando, sozinha, os documentos e objectos antigos da família,decidindo o que seria doado,jogado fora,distribuído entre os parentes–tarefa que,combinada com o seu sofrimento pela morte da mãe,a mergulhou numa profunda depressão.Na data combinada,Archibald Christie chegou e disse que não desejava mais viajar;por fim,acabou por confessar que, durante a sua temporada sozinho em Londres,envolvera-se com outra mulher(Nancy Neele)e queria o divórcio para se poderem casar.
Esses eventos culminou com o famoso desaparecimento da escritora.
Em Dezembro de 1926,o carro de Agatha foi encontrado abandonado,com as portas abertas,à beira de um lago,sem nenhum bilhete ou indício de seu paradeiro.Foram feitas buscas intensas,sem sucesso;falou-se de rapto,suicídio e assassinato;o marido infiel virou suspeito.No entanto,depois de 12 dias,o empregado de um hotel na cidade de Harrogate contactou a polícia,informando que uma hóspede do hotel parecia-se muito com as fotos divulgadas da escritora desaparecida.Chegando ao local,os investigadores e o marido constactaram que tratava-se de facto de Agatha Christie,que se havia registado no hotel sob o nome de Theresa Neele(o mesmo apelido da amante do seu marido).
A despeito das diversas teorias aventadas sobre o episódio–inclusive a acusação de que se tratara de um golpe publicitário–a autora jamais entrou em detalhes sobre o acontecido;a declaração oficial foi de que ela tinha sofrido um colapso nervoso,que provocara uma crise de amnésia temporária.
Embora nos seus livros autobiográficos não haja quase nenhuma informação sobre o epísódio do seu desaparecimento,acredita-se que,no "O Retrato",publicado sob o nome de Mary Westmacott,Agatha conte muito da sua história através da personagem Celia, que pensa em suicídio após ser abandonada pelo marido.
Agatha Christie morreu de causas naturais em 12 de Janeiro de 1976, deixando inconsoláveis milhões de leitores fiéis, e uma fortuna calculada em 20 milhões de dólares.

Sobre o estranho caso de Agatha;

No ano passado,o médico Inglês Andrew Norman publicou a biografia "The Finished Portrait"(“Retrato acabado”,inédito em português)em que defende que a escritora sofreu um tipo de amnésia conhecido como “estado de fuga”ou,em termos técnicos,um transe psicogénico. Como não se lembram de muitas coisas,as pessoas nesse estado inventam histórias e criam um novo personagem.Segundo ele,com a depressão após a morte da mãe e o desespero decorrente da crise no casamento,estava criado um quadro propício para o desenvolvimento desse transe.Assim, Agatha teria saído de casa na noite de 3 de Dezembro de 1926 para cometer o suicídio.Beijou a filha e minutos depois atirou o carro contra uma árvore.No choque,teria sofrido uma amnésia.Para corroborar sua tese,Norman diz que a escritora,ao ser encontrada,apresentava sintomas típicos do tal transe,sem noção do que estava acontecendo e se comportando com naturalidade.Para o médico inglês,os psiquiatras da época ainda não tinham os conhecimentos necessários para estabelecer o diagnóstico.
Mas a nova luz jogada por Andrew Norman não parece suficiente para encerrar o mistério.Pelos menos para os mais fanáticos pela vida e obra da escritora.Embora calcado nas informações da época,na obra escrita por ela sob pseudónimo e nos estudos científicos mais recentes,para muitos fãs e pesquisadores o médico não tem como afirmar se Agatha Christie realmente sofreu um quadro de amnésia ou se estava consciente o tempo todo.Afinal,para eles,soa improvável que uma pessoa que quer se matar(e que,afinal de contas,sabia muito bem como ser eficiente nisso)acabe se hospedando num hotel de luxo com o mesmo sobrenome da amante do marido.

Senão vejamos...;

Após pedir o divórcio,Archie parte para Londres,para se encontrar com a amante.
Na 6ª feira,3 de Dezembro,cerca das 9:45 PM Agatha anuncia que vai sair de carro.
Na manhã seguinte o carro foi encontrado abandonado a algumas milhas(outras versões,tal como Norman,afirmam que ela tinha batido com o carro numa árvore e ainda outras,que o tentara afundar no lago...) ,com algumas roupas e identificação dentro.Rápidamente nasceram boatos que se tinha suícidado,que fora morta(talvez pelo marido...),que tinha sido raptada ou apenas por publicidade.
O estranho,é que Agatha tinha escrito algumas cartas para o marido e para outros antes de ter desaparecido.Na carta para o irmão dizia-lhe que ía de férias para Yorshire,outra para um chefe local dizia que temia pela sua vida.Porquê????Para despistar o que iria fazer ou para inculpar alguém???
A meia milha,donde ela deixou o carro,havia um lago chamado "Silent Pool",que usou num dos seus livros;um dos seus personagens afogou-se nesse lago.A Policia procurou-a nesse lago,sem resultado.Devido á infelidade do marido a policia escutou as chamadas telefónicas e seguiu-o para todo o lado.15,000 Voluntários procuraram-na pelos arredores...após alguns dias,encontraram-na num centro de saúde de luxo, em Harrogate,onde assinara na manhã de Sábado,4 de Dezembro,sobre o nome de Teresa Neele.Curioso,não???Porquê usou este nome precisamente e não usou outro???
Alguns dos hóspedes tinham-na reconhecido através das fotos das notícias dos jornais,mas ela riu-se perante as sugestões de ela ser a desaparecida.Mas finalmente alguém notificou a policia que junto com o marido foram-na identificar,a 14 de Dezembro.O comentário de Agatha foi;"Fancy, my brother has just arrived."(Fancy,o meu irmão acabou de chegar.)
Após esta exclamação,rápidamente pensaram que ela teria tido amnésia devido ao choque da morte da mãe e da infedelidade do marido.Mas muitos não acreditaram nisso,por ser tão obvio e Agatha recusou-se a comentar o assunto e nem mesmo o mencionou na sua autobiografia e assim o mistério chega até aos nossos dias...mas o mais plausível foi;que quiz fugir ,por alguns dias,dos seus problemas e que deu aquele nome,para não ser encontrada...Afinal ela era uma perita em dar pistas falsas...!!!!
De qualquer modo,seguiu em frente com a sua vida,após o divórcio e casou-se de novo com o arqueologista Max Mallowan(continuou com o nome de Christie,por ser já muito famosa no Mundo da Literatura...),em 1928,tendo finalmente a felicidade que merecia...

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Os Povos Ibéricos Pré Romanos

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Os geógrafos gregos deram o nome de Ibéria, provavelmente derivado do rio Ebro (Iberus), a todas as tribos instaladas na costa sueste. Rufo Avieno no seu poema Ode Marítima (século IV d.C.) relata as aventuras de um navegador grego nos finais do século VI a.C., que descreve a existência de várias etnias na costa meridional atlântica que já praticavam a cultura megalítica e seriam, provavelmente, os responsáveis pelo comércio com o atlântico norte — os Estrímnios e os Cinetes (ou Cónios).

Pensa-se que a Península Ibérica foi habitada primordialmente por povos autóctones que vieram a ser conhecidos como Iberos, entre eles estão os Tartessos. Posteriormente, cerca de 1000 a.C. ou antes, chegaram à região povos Indo-Europeus de origem Celta que coexistiram com os povos Iberos, habitando regiões distintas na Península Ibérica: os Celtas viviam principalmente na zona Norte e Ocidental da Península enquanto que os Iberos viviam na zona Sul e Leste da mesma. Na meseta Central, os povos Celtas mesclaram-se com os povos Iberos dando origem aos Celtiberos, que não se devem confundir com os Celtas Ibéricos (Celtas da Península Ibérica) que em Inglês se denominam de Celtiberians.

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Entre os vários povos que habitavam a Península Ibérica encontravam-se: os Lusitanos, os Calaicos ou Gallaeci e os Cónios, entre outras menos significativas, tais como os Brácaros, Célticos, Coelernos, Equesos, Gróvios, Interamicos, Leunos, Luancos, Límicos, Narbasos, Nemetatos, Gigurri, Pésures, Quaquernos, Seurbos, Tamagani, Taporos, Zoelas, Turodos.

Gregos e Fenícios-Cartagineses também habitaram a península, estabelecendo pequenas colónias-feitorias comerciais costeiras semi-permanentes de grande importância estratégica. Contudo estes últimos dois povos terão exercido influências mínimas para a ascendência dos povos da Península, contribuindo apenas culturalmente, por exemplo com o alfabeto greco-ibérico para as escritas paleohispânicas.

Quem Provocou o Incêndio de Roma?

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O grande incêndio a cidade de Roma, acontecido na noite de 18 de julho de 64 d.C, aparece como um dos mais famosos e intrigantes crimes de toda a Antiguidade. Afinal de contas, vivendo uma época de esplendor e prosperidade, quais seriam as motivações que motivaram a realização de tal acto? Mediante esta pergunta, a figura do controverso Imperador Nero aparece como chave para uma resposta ainda debatida entre especialistas e historiadores.

Conhecido como Imperador tirano e autoritário, Nero ascendeu ao poder de Roma com apenas 17 anos de idade e desde então conviveu com as várias artimanhas e conspirações que rondava seu alto posto. Ao mesmo tempo em que vivia com a ameaça de seus opositores, ficava conhecido pela realização de gastos exagerados,de grandes orgias e promovia outras acções exageradas que determinavam a figura de um imperador fortemente questionado.Sobre o terrível incêndio, muitos diziam que ele teria sido mais um dos frutos daquela mente perturbada e manipuladora. Para alguns,ele haveria ordenado secretamente o incêndio criminoso para somente embelezar algumas partes da cidade de Roma que não lhe agradavam. Por outro, a mesma acção desastrosa seria executada com o objectivo de incriminar os cristãos, que não se submetiam ao reconhecimento do Imperador como uma figural passível de devoção religiosa.Nesta perspectiva que incrimina o imperador, teríamos a confirmação de que o poder em Roma estava submetido a acções que hoje escandalizam a muitos,mas que era muito comum nesse tempo,em várias civilizações. Além disso, os relactos que diziam que Nero tocava e cantava, displicentemente sua harpa enquanto a cidade ardia em chamas, contribui para a falência moral da sua imagem. Contudo, uma nova interpretação historiográfica visa empreender outra leitura que se afasta do encontro de tão vil governante.


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Actualmente, pesquisas recentes afirmam que Nero não se encontrava nas imediações de Roma quando o grande incêndio aconteceu. Ele encontrava-se na sua residência de Ânico, à aproximadamente cinquenta quilómetros de distância da capital do Império. Assim que soube da terrível fatalidade, tomou as providências necessárias para que os danos fossem aplacados na medida do possível. Contudo, vários romanos juravam ter visto servos do imperador distribuindo os focos de incêndio pela cidade.

Estudos indicam que o clima seco da época em que o incêndio aconteceu explicaria o rápido alastramento do fogo e as várias destruições causadas. Paralelamente, a crença de muitos cristãos em um evento catastrófico que anunciaria o fim dos tempos e o repúdio à veneração ao Imperador teria alimentado tais acusações sem fundamento. Não era por acaso, Nero estabeleceria a perseguição e a morte de uma centena de cristãos que o acusavam injustamente e também desafiavam sua autoridade.

Por fim, devemos salientar que o próprio Nero era questionado por sectores na nobreza que não aprovavam a sua actuação política como imperador. Alguns meses após a o grande incêndio, que inclusive afectou algumas das moradias Imperiais – como recém-construído “Domus Transitória” e outras construções no Palatino – Nero foi alvo de um terrível complô que deu fim à sua vida. De tal modo, vemos que outros interesses e suspeitos também estariam próximos àquelas polémicas e destrutivas chamas.Mas a verdade do que realmente aconteceu...está nos Segredos dos Deuses!!!

Existe Realmente Um Tesouro no Álamo???

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"Remember The Alamo!"-Este grito de batalha ficou imortalizado na história. Mas para alguns, a história de Álamo ainda não está totalmente completa. Diz a lenda que na sombra da antiga missão do Álamo, um tesouro permanece enterrado, um segredo que remonta a 1836, ano da famosa batalha Americana. Nesse mês de Janeiro, um grupo de bandeirantes robustos fizeram o seu caminho através do sul do Texas. Segundo alguns relatos, eles carregaram com uma fortuna em ouro e prata. Era chamado de "San Saba Treasure", e dizem valer milhões de dólares.
Os homens, liderados pelo coronel Jim Bowie,íam para o Álamo. O tesouro era destinado a financiar a revolução no Texas para a Independência do México. Dois meses depois, Bowie e 188 homens, incluindo Davy Crockett,tiveram uma batalha corajosa em Álamo,contra 6000 bem-treinados soldados mexicanos.Nenhum dos defensores sobreviveu para contar a história, mas a lenda do tesouro sobreviveu.
Um professional caçador e histórico pesquisador Frank Buschbacher, juntamente com uma equipe de arqueólogos e pesquisadores, escavaram a rua em frente de Álamo. Frank ouviu pela primeira vez sobre o tesouro, durante uma viagem ao México. Lá, ele foi apresentado a Maria Gomez,uma respeitada curadora do Museu, que também tinha uma reputação como um vidente. Bushbacker diz que foi ela quem primeiro informou-o do tesouro:

"Eu nunca ouvi falar de nenhum tesouro em torno da Batalha do Álamo. Foi apenas uma batalha de guerra, que foi perdida. Então ela passou a descrever o tesouro como moedas de ouro, prata, artefactos religiosos foi o que ela descreveu".

Frank passou três anos e meio na aquisição das licenças.Foi-lhe dito que alguns dos tesouros tinham sido retirados por soldados mexicanos, mas que a maioria deles ainda permaneciam escondidos no Álamo. Maria viria a dar-lhe um mapa. O mapa alegava que o tesouro seria encontrado no fundo de um poço antigo.Apesar de Maria dizer que nunca tinha ído ao Alamo, ela indicou o local onde foi cavado um poço, pouco antes do cerco.
Na época, a capela estava localizada na parte traseira do forte. O poço situava-se na praça, que foi rodeado com paredes de pedra,por 12 pés de altura. Foi dentro destes muros que o Texanos aguentaram o cerco por treze dias. Os defensores valentemente derrubaram um avanço após o outro,mas o derradeiro final esperava-os implacavelmente.Frank acredita que num último acto desesperado,Jim Bowie ordenou que o tesouro fosse escondido no fundo do poço.
A área de 15 x 15 pés foi escavado no poço,Frank acreditava que o tesouro está localizado abaixo da estrada em frente da capela. Mas, para muitos Texanos nativos, sua teoria não se sustenta. Gail Loving Barnes das Filhas da República do Texas não acreditam no tesouro:

"Eu não acho que eles estavam guardando um tesouro,no Alamo.Quando a sua vida estava em jogo, como foi na batalha com Juno Santiana, eu não acho que estivessem pensando em prata ou ouro,mas apenas em salvar a sua vida. E nem sequer acho que iriam poluir a água,porque não sabiam quanto tempo o cerco iria durar. "
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Apesar da controvérsia, Frank estava determinado a provar seu ponto de vista. Ele obteve a permissão para o levantamento da área com radar de penetração no solo, produzindo alguns resultados intrigantes. Para os olhos treinados, a tela de radar mostraram várias irregularidades abaixo da superfície. O maior, o que Frank acreditava ser o local do poço, estava no local exacto onde Maria Gómez previu que o tesouro seria encontrado.

Mas Gail Barnes tem outra teoria:

"As anomalias podem ser causadas por muitas coisas,poderia ser os restos dos equipamentos deixados pelo Texanos ".

Frank demorou três anos e meio para adquirir as licenças necessárias e financiamento para escavar o local. O Departamento de Arqueologia da Universidade de St. Mary's concordou em supervisionar o projecto. Para o director de projecto Thomas Guderjan, tudo o que vira durante a escavação teria valor histórico:

"Se é o tesouro, como ouro e prata ou outro tipo de coisa, ou se se trata de materiais que foram jogados no poço durante a batalha...não faz nenhuma diferença para nós,pois estamos olhando numa perspectiva histórica. Seja o que for, é uma cápsula do tempo ".

Quatro metros abaixo da superfície a equipa começou a encontrar artefactos ... fragmentos de cerâmica dos nativos americanos, os ossos de animais massacrados, e utensílios de cozinha primitiva. Cada relíquia teve de ser cuidadosamente desenterrados e devidamente catalogadas. Mesmo sem o tesouro San Saba,a excitação de Guderjan era óbvia:

"Não fomos capazes de mover tão rapidamente como nós desejávamos, a razão,é porque encontrámos algo que ninguém esperava encontrar aqui,alguns materiais intactos do século 18."

Os itens são um valioso tesouro em si, artefactos raros que ajudam a reunir a história de Alamo a partir dos anos 1750 até a batalha final, quase um século mais tarde. Uma das descobertas que Guderjan mais animado era uma munição usada em cânones, metralha chamado:

"Nós pensamos que é do campo de batalha real. Temos também ao que se parece,um chapéu de soldado mexicano,que mostra a sua unidade. E nós achamos que pode muito bem ser parte de um sabre da batalha. "

Como os arqueólogos avançaram mais e mais perto das irregularidades captadas pelo radar, as descobertas que já tinham feito deu-lhes esperança. Mas o otpimismo logo se transformou em decepção: eles não encontraram nenhum sinal do tesouro. Ainda assim, alguns continuam convencidos de que o ouro e a prata existe em algum lugar nas profundezas de Alamo. E para eles, a busca não terminou...

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Labirintos,Símbolos da Alma

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Um dos Símbolos mais duradouros do Mundo,encontra-se sob muitas formas e em muitos países.O que é o labirinto de Creta?Qual a relação entre o labirinto e a morte?Serão os labirintos utilizados e rituais de fertilidade?
Todos os indivíduos,por mais diferentes que sejam os seus padrões de vida,têm reagido ao símbolo do labirinto,uma vez que engloba experiências comuns e possui uma significação a um nível inconsciente que transcende a raça e a cultura.Isto verifica-se na utilização do mesmo símbolo,em rituais de fertilidade,funerários,devoção religiosa,molde para jardins,em puzzles e jogos,e como elemento decorativo no mapa das artes gráficas.
Os primeiros exemplos de labirintos que se conhecem localizam-se em torno do Mediterrâneo.A palavra “labirinto”está relacionado com o mito do Labirinto de Creta construído por Dédalo para que o rei Minos nele encerrasse o monstro Minotauro.Nunca se descobriu a localização definitiva deste labirinto,embora alguns surgiram poder tratar-se das Grutas de Gortyna,em Creta.Mas o desenho do labirinto de Creta aparece por esse Mundo fora.

Image and video hosting by TinyPicAlinhar ao centro

A relação entre o labirinto e a morte;

O labirinto,tal como hoje o encaramos,é uma puzzle-uma escolha entre os caminhos de um grande labirinto,por exemplo,constitui uma excitante,por vezes angustiante,viagem que começa na entrada do labirinto e termina no centro.Os labirintos primitivos,no entanto,possuíam apenas um centro e em mais de metade dos casos tomavam a forma de desenhos gravados na pedra ou pintados em cerâmica.Labirintos de pequenas dimensões como os que eram utilizados pelos índios Hopi e como o de Creta,podem muito bem ter sido utilizados para simbolizar construções mais amplas,tanto reais como míticas.
Este símbolo aparece intimamente ligado á morte,como testemunha o Túmulo de Perabsen,rei do Egipto e o de Luzzenas,na Sardanha.Além disso,verifica-se uma semelhança entre os labirintos circulares e as espirais frequentemente esculpidas nos túmulos pré-históricos,como a tripla espiral visível dentro da galeria funerária de Newgrange,na Irlanda.Os labirintos poderiam ser ainda mapas do Mundo subterrâneo,mostrando o trajecto que a alma deveria percorrer quando da sua partida.Simbolizavam a morte,mas também podiam simbolizar o renascimento,pois que se a alma é capaz de voar até ao centro,também é capaz de fazer o sentido inverso.
Em certos países como na Escandinávia,Finlândia e Suécia,o labirinto era utilizado como um rito da fertilidade,na Primavera(Jungfraudanser ”Dança das Virgens”).Os jovens eram obrigados a percorrê-los a fim de salvar uma rapariga presa no seu centro.
O desenho do labirinto,em certas zonas, é utilizado como um talismã para atrair a sorte,ou como protecção contra espíritos diabólicos.
Os Romanos utilizaram o labirinto para ilustrarem o mito do Labirinto de Creta e os cristãos utilizaram este símbolo como o caminho da Salvação.

Experimento Filadélfia,Mito Ou Realidade?

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O Experimento Filadélfia, mito ou realidade? O "Philadelphia Experiment" é o nome dado a uma experiência secreta realizada pela Marinha dos Estados Unidos...

A história começa com Morris Ketchum Jessup, um homem de muitos interesses.Nos anos vinte foi professor de astronomia e matemática na Universidade Drake, em Iowa e da Universidade de Michigan. Enquanto preparava o seu doutoramento realizava investigações que levaram à descoberta de várias estrelas duplas, que foram posteriormente agendada para a Royal Astronomical Society. (Diz-se que ele tinha um doutorado em astrofísica, mas não está claro se ela é concedida ou não.)
Jessup passou muito tempo estudando as ruínas maias e incas e concluiu que os edifícios só podiam ter sido construídos com a ajuda de uma tecnologia alienígena superior. A falta de dinheiro obrigou a abandonar suas pesquisas e a retornar aos Estados Unidos, onde começou a trabalhar em "The Case for the UFO" (O caso de OVNIs), o primeiro de quatro livros sobre o assunto, em que misturava um pouco de objectividade científica, com muita pseudociência.
"The Case for the UFO" foi publicado em Nova York em 1955. Ao longo do livro, Jessup foi mostrando aos seus leitores e a pressionar os representantes políticos para exigir investigações sobre a teoria do campo unificado, problema que Einstein tinha enfrentado ao longo dos últimos vinte anos,talvez Jessup - podesse esclarecer o mistério do impulso dos UFOs.

Em 13 de Janeiro de 1955 Jessup recebeu a primeira de uma série de cartas, por alguém que se identificava como sendo Carl M. Allende ou Carlos Miguel Allende, ou Allende, uma suposta testemunha do experimento.Nas suas cartas incoerentes o anónimo servia-se de expressões estranhas, soando como dados científicos: "casa-navio, medidores de sinais, vórtices e redes magnéticas".Disse que num experimento tinha-se tornado invisível para um navio, com resultados terríveis para a sua tripulação. Jessup pediu ao seu correspondente mais detalhes,Allende foi incapaz de fornecer mais informações.
As revelações de Allende eram complexas e obscuras.Aterrorizaram Morris Jessup com o seu mistério que deixava escapar revelações ainda mais horríveis. Para que se compreenda o processo desenrolado e que culminou com o suicídio de Morris Jessup, é preciso saber que nesta época o cientista atravessava o seu "inferno zodiacal", como se diz. Havia sofrido um acidente automobilístico e vira a sua vida conjugal esvair-se pelo ralo o que o obrigara a um divórcio.
Aquela correspondência bizarra com Allende encontrou terreno fértil para ser semeada e tornar-se uma obsessão na mente do cientista. Jessup começou a sofrer de um distúrbio mental. Além do mais, todos os esforços que fez para se encontrar com Carlos Allende, secundado pela Marinha, foram em vão.

Entretanto, Jessup e o seu livro tinha sido um tema de conversa em Washington, D. C. Em Julho ou Agosto de 1955, uma cópia de "The Case for the UFO", veio para o Office of Naval Research (ONR).Verificou-se que continha comentários nas margens do texto escrito, como se o livro já tivesse passado pelas mãos de três pessoas. Os comentários que envolviam o conhecimento de UFOs, os seus sistemas de propulsão, a origem e a história da sua tripulação.

O livro foi tomado por dois oficiais da ONR, Comandante George W. Hoover, director dos Projectos Especiais, e Capitão Sidney Shelby. Jessup convidou-os a ir a Washington,mostrou-lhe o livro e perguntou se ele poderia fazer um comentário. Jessup disse que um dos autores das cartas foi Allende, e então entregou as cartas para Hoover e Sherby.

O interesse do ONR pelo livro nunca foi satisfatoriamente explicado... Hoover e Sherby estavam pessoalmente interessados em UFOs,desde as suas infâncias,de acordo com a sua introdução à edicção de que "nenhum detalhe, é desacreditado do ponto de vista da ciência clássica, deve ser esquecida "na busca de pistas sobre a natureza da gravidade",portanto, concluísse que o interesse era pessoal.

Não se sabe se a investigação poderia comprometer Jessup, se assim fosse, a sua relacção directa com o assunto encerrou na noite de 20 de Abril de 1959, quando ele foi encontrado morto NA sua van em Dade Country Park (Florida). Dentro do carro fechado tinha sido introduzida uma mangueira ligada à exaustão: ao que tudo indica, Jessup suicidou-se.

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"Ele cometeu suicídio?
A morte de Jessup tem sido objecto de muita especulação. Alguns dos seus amigos, disseram Jessup não era do tipo de pessoa que cometesse suicídio. Outros sugeriram que ele foi assassinado porque se recusou a permitir as investigações sobre o enigma dos UFOs. Também foi dito que algo tinha que haver com os "homens de preto". Mas outros amigos disseram Jessup estava deprimido por causa de problemas pessoais, e que havia anunciado o seu suicídio a um amigo íntimo,o Dr. Ivan Sanderson.
Este o o descreveu como "um entusiasta exuberante... quase sempre entusiástico e confiante nas suas teorias" e que perdeu o chão, quem parecia, de repente, duvidar de tudo, depois de corresponder-se com Allende.
Em 1958, num jantar com Sanderson em Nova York, Jessup confiou-lhe uma grande parte do seu material. Ele deveria conservá-lo a salvo no caso de que algo lhe sucedesse. Sanderson relacta que Jessup fez-lhe várias considerações revelando um estado profundo de depressão.

O USS Eldridge desapareceu?

Jacques Vallee acredita que o único motivo a chamar a atenção dos pesquisadores da marinha, em todo o caso Jessup-Allende, foi o do desaparecimento do navio US Eldridge levado a efeito, supostamente,numa experiência.O experimento consistia em fazer desaparecer o navio do ancoradouro da marinha, em Filadélfia, através de uma série de manipulações - até hoje este capítulo exerce uma fascinação nos que dele se dão conta. Em 1979, dois escritores publicaram um livro a respeito do incidente e comentaram; -"É intrigante conceber a possibilidade de que um experimento patrocinado pela marinha americana, talvez acidentalmente, manipulou a passagem, através de uma porta para um outro mundo".

Do correspondente de Jessup, Carlos Miguel Allende pouco se sabe. Muitos investigadores tentaram entrevistá-lo, mas foi tão evasivo como o Pimpinela Escarlate. Entre aqueles que o conheciam incluem Charles Berlitz e William Moore, eles identificaram o navio utilizado no experimento como o Eldridge.

Carlos Allende é um enigma. Nascido em Springdale (Pensilvânia) em Maio de 1925,era o mais novo de três filhos,o seu pai era irlandês,e sua mãe cigana. Ele alistou-se na Marinha dos Estados Unidos em 14 de Julho de 1942, e graduou-se em 21 de Maio de 1943. Em Julho de 1943, entrou na marinha mercante e saiu em Outubro de 1952. Allende admitiu ser o autor das cartas de Jessup.
Allende diz que em 1943, desenvolveu ao Dr. Franklin Reno uma aplicação da Teoria do Campo Unificado de Einstein que foi testado pela U. S. Marinha,num experimento em que o Eldridge e toda a tripulação se tornou invisível. O experimento foi conduzido no mar em Outubro de 1943, e foi observado por Allende, que estava a bordo do Andrew Furuseth.
O experimento tinha sido um sucesso, excepto para os efeitos colaterais estranhos e terríveis sofrido pelo grupo, alguns homens foram mortos, outros ficaram loucos, e alguns continuaram a cair na invisibilidade. Novamente,num bar no porto de Filadélfia,um grupo de tripulantes causou um tumulto quando, de repente desapareceram. Allende disse que o incidente decorrera em Filadélfia, no Outono ou no Inverno,entre 1944 e 1946.

Allende disse,também,que outro experimento fez com que o navio experimental fosse teletransportado de Filadélfia para outro lugar na área de Newport News, Virgínia. Allende não estava presente, mas Jessup disse que tinha lido um artigo sobre o incidente num jornal da Filadélfia, cuja data não se recordava. "Pode ter sido em 1956, Jessup disse numa carta,depois os experimentos foram interrompidos."

Mas a certa altura Allende deu o seu número de identificação na Marinha, Z416175, e os nomes de testemunhas ou pessoas que, de alguma forma, poderiam confirmar a sua história.

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Allende testemunha;

"Nós usámos os "resultados" do meu amigo Dr. Franklin Reno ... Os resultados foram e são hoje prova que a Teoria do Campo Unificado é correcta até certo ponto ... O resultado "foi completa invisibilidade de um navio, do tipo destroyer, e toda a tripulação dele.Eu estava navegando noutro(Outubro 1943).O campo foi eficaz numa forma oblato-esferoídais com uma extensão de cem metros (mais ou menos, devido à posição lunar e latictude),para além de cada lado do barco. Qualquer um dentro dessa esfera de forma vaga,estavam na mesma situação e eles ainda estavam andando em nada. Ninguém de fora dessa área podia ver algo,mas apenas,claramente,definida a forma do casco na água ...
Há muito poucos da tripulação experimental agora, Senhor. A maioría ficou louco, à vista de sua esposas e filhos e outros dois membros da tripulação não foram vistos novamente,dois foram queimados, enquanto carregando uma bússola comum... O experimento foi um sucesso completo,os homens foram fracassos completos."

Notas para além e pertencentes à letra;

"Eu quero mencionar que,o Experimental Filadélfia também desapareceu e poucos minutos depois apareceu noutro cais, em Norfolk,área de Portsmouth.Em seguida o barco, desapareceu novamente e voltou para a sua doca na Filadélfia, em poucos minutos ou menos. Isso também foi notado nos jornais. Mas eu esqueci qual o jornal que li ou quando isso aconteceu. Provavelmente, no final dos experimentos. Poderia ter sido em 1956, depois que terminaram as experiências, posso dizer com certeza.
Muito sinceramente,
Carl M. Allen"

De facto toda esta história é bem estranha,mas se tudo aconteceu,ou não,talvez nunca o saibamos como muitos outros casos estranhos da história dos homens...O que é você acha ?????