sexta-feira, 26 de novembro de 2010

O Poço do Dinheiro de Oak Island

Europa

O “Poço de Dinheiro” de Oak Island é o sítio da mais longa caça ao tesouro perdido do mundo. Por centenas de anos, caçadores de tesouros aventuraram-se à Nova Escócia e tentaram recuperar o tesouro que é protegido por uma série de armadilhas engenhosas. Artefactos estranhos feito pelo homem foram recuperados do poço ao longo dos anos, mas até hoje, o tesouro permanece enterrado. Piratas, Cavaleiros Templários ou Francis Bacon?Ninguém sabe ao certo quem criou este misterioso poço de dinheiro ou porquê.Existem especulações abrangentes sobre quem originalmente cavou o poço e o que ele pode conter.Plataformas de cascalho foram descobertas a cada 3 metros,há marcas de picaretas nas paredes do poço de dinheiro e a terra é notavelmente solta e não compacta,o túnel de inundação aos 27 metros foi identificado e sabe-se que está revestido de pedras achatadas.

Europa

Alguns têm especulado que o poço de Oak Island foi cavado para guardar um tesouro muito mais exótico do que ouro ou prata.No seu livro de 1953,“The Oak Island Enigma: A History and Inquiry Into the Origin of the Money Pit“,Penn Leary alegou que o filósofo inglês Francis Bacon usou o poço para esconder documentos que provavam ser ele o autor das peças de Shakespeare.Realmente,não penso que seja essa a conclusão do enigma...construir um enorme poço,com armadilhas,só para esconder uns documentos...????
Eis a história mais em pormenor;

A Descoberta;

Oak Island é uma ilha de 570,000 m² no Condado de Lunenburg ao sul da Nova Escócia, Canadá.
No verão de 1795,Daniel McGinnis,ainda adolescente,perambulava na ilha de Oak Island,quando cruzou com uma curiosa depressão circular no solo.Em riste sobre a depressão estava uma árvore na qual um dos seus galhos tinha dependurado uma polia de navio.Tendo ouvido falar dos contos de piratas naquela região,decidiu voltar para casa e retornar para investigar o buraco.
Nos muitos dias que se seguiram,McGinnis,com seus amigos John Smith e Anthony Vaughan,trabalharam no buraco.E o que descobriram os deixaram atónitos.Dois pés abaixo da superfície,havia uma camada de cascalhos cobrindo o poço a 3 metros, encontraram uma camada de tábuas de carvalho(madeira típica da Europa).Depois de 6 ou 9 pés mais a fundo,encontraram mais tábuas.Não podendo continuar sozinhos, voltam para casa,mas com planos de retornar suas escavações...
Passaram 8 anos até que os três descobridores retornassem,mas eles retornaram com a "The Oslow Company",fundada com o propósito da busca.Começaram novamente a escavar,e rapidamente voltaram aos 9 metros no qual alcançaram oito anos atrás.
Continuaram descendo para 27 metros encontrando uma camada de cascalho a cada intervalo de 3 metros.Mesmo com as camadas,aos 12 metros uma camada de carvão foi encontrada.Aos 15 metros uma camada de piche,e a 18 metros uma camada de fibras de coco.
A 27 metros escavados,a mais intrigante prova de que alguma coisa estava enterrada ali fora encontrada:uma pedra com inscrições num alfabeto misterioso.
Uma das possíveis traduções seria:"Quarenta pés abaixo,dois milhões estão enterrados."
Depois de tirar mais uma camada de tábuas de madeira a 27 metros de profundidade, continuaram a escavar.Então a água começou a inundar o poço.No dia seguinte o poço estava cheio até o nível de 10 metros.
Bombear não funcionava,então no ano seguinte,um novo poço foi cavado 30 metros mais abaixo.Desta forma o túnel passava por cima do já baptizado"Poço do Dinheiro". Porém,mais uma vez a água inundou,desta vez,o recente poço escavado,e a busca foi abandonada por 45 anos.

Europa

Novas Tentativas;

Em 1849 a próxima companhia a tentar extrair o tesouro:"The Truro Company",foi fundada,e a busca retorna.Rapidamente cavaram 26 metros somente para ser inundado. Decidiram tentar descobrir o que havia no fundo do poço antes de tentar extraí-lo,a Truro usou brocas e os resultados foram encorajadores.
Aos 29 metros a broca atravessou uma plataforma de abetos.Então encontraram 14cm de cascalho e 77cm de algo caracterizado como "pedaços de metal".Depois,2 metros de carvalho,mais 77cm de cascalho,14cm de carvalho e outra camada de abetos.A conclusão foi logo tirada:teriam perfurado 2 urnas cheias de moedas.Quando puxaram a broca, encontraram pedaços de carvalho e cascas do que parecia ser de coco.
Numa das perfurações,três elos de ouro foram trazidos pela broca.
Foi descoberto que os idealizadores do poço criaram um sistema de drenagem espalhado por 44 metros de distância da praia,cada uma assemelha-se a um dedo da mão.Cada dedo era um canal cavado no barro abaixo da praia alinhando as rochas.O canal no qual preencheram com muitos centímetros de plantas marinha,e depois muitos centímetros de fibras de coco.O efeito disso é um sistema de filtragem que mantinham os canais limpos de areia enquanto a água podia passar por elas.Os dedos encontravam-se no "Poço do Dinheiro" a 152 metros de distância.Mais tarde,investigações mostraram que os canais subterrâneos encontravam o "Poço do Dinheiro" entre a profundidade de 33 metros.
Para a "Truro Company", a resposta agora era simples:é só bloquear a água que vem da praia e cavar o "tesouro".Sua primeira tentativa foi construir uma represa fora da praia no "Smith's Cova",drenar a água,e depois desmantelar os canais de drenagem. Infelizmente uma tempestade assoprou e destruiu a represa antes de estar pronta.
A próxima tentativa de assegurar o tesouro do poço foi feita em 1861 pela "Oak Island Association".Primeiro eles limparam o "Poço do Dinheiro" até aos 26 metros. Depois fizeram um novo buraco a leste do poço com o intuito de interceder o canal do mar.Um novo buraco foi cavado 36 metros sem tocar em nenhum dos canais do mar e depois abandonado.
Um segundo buraco foi feito,a oeste e a 36 metros de profundidade.Eles então queriam fazer um túnel sobre o "Poço do Dinheiro".Mais uma vez a água começou a entrar no poço,bem como no "Poço do Dinheiro".Logo após um verdadeiro desastre:o fundo do poço caiu!
Esse desastre comprovava que havia alguma saliência no fundo da ilha,e encorajou os caçadores futuros.
Em 1893 um homem chamado Fred Blair,com um grupo chamado "The Oak Island Treasure Company" começaram suas buscas ao "tesouro".Sua primeira tarefa foi investigar os "poços internos".
Descobertos em 1978,a aproximadamente 106 metros a leste do Poço do Dinheiro, os "poços internos" aparentam ser buracos escavados pelos idealizadores do Poço do Dinheiro.Talvez buracos de ventilação para a escavação do túnel de inundação, aparentemente interceptando ou passando perto ao túnel de inundação.Em 1897 limparam o Poço do Dinheiro até 33 metros por onde viram a entrada do túnel de inundação, temporariamente fechado com rochas.Porém,a água encontrou seu caminho e inundou o poço de novo.
A Treasure Company decidiu que só conseguiriam vencer,selando a água da "Smith's Cove" dinamitando o túnel de inundação.Cinco cargas forma justadas em buracos perfurados perto do túnel de inundação.Não funcionou:a água jorrou mais forte do que nunca!!!Ao mesmo tempo,uma nova amostra foi perfurada com uma sonda no próprio poço. Os resultados foram surpreendentes.
A 38 metros, bateram em madeira de depois ferro.Esse material é provavelmente parte do material que caiu do poço quando ele se rompeu.Noutras perfurações foi encontrada madeira,porém o ferro já não era mais encontrado,indicando que o material,talvez por mera coincidência repousa devido à queda.
Entre 39 e 46 metros e também 48 e 52 metros uma argila azul foi encontrada,que consistia de barro,areia e argila.Esta argila poderia ser usada pra formar uma vedação como o piche que foi encontrado no nível de 15 metros.
A maioria dos achados foi no hiato entre a camada de piche e a superfície.Um domo de concreto foi descoberto.O domo era de 2 metros de altura e 24cm de espessura.Dentro do domo a sonda encontrou madeira,e após muitos centímetros,uma substância desconhecida.Depois uma camada mole de metal foi encontrada.
Quando a sonda foi trazida outra peça foi unida ao quebra-cabeça:Fora encontrado um pedaço de pele de carneiro curtido com as letras "VI";"UI" ou "WI".Do que o pedaço de pele faz parte,deram as teorias absurdas sobre os manuscritos originais de Shakespeare.
The Treasure Company começou a perfurar mais buracos com intenção de resgatar o domo de cimento.Mas todos falharam com a inundação.

O Segundo Túnel de Inundação;

Em maio de 1899,ainda uma nova e radiante descoberta foi feita:havia um segundo túnel de inundação!!!!
Este era localizado na "South Sore Cove"(cova da Margem Sul).Os idealizadores foram ainda mais engenhosos e fizeram mais trabalho que previamente se achara.Este caso fortaleceu a idéia de que algo foi enterrado ali embaixo e quem enterrou não queria que ninguém chegasse perto do tesouro.
Blair e "The Oak Island Treasure Company"continuaram cavando novos buracos, perfurando e achando mais amostras,mas nenhum progresso foi feito e nenhuma informação obtida.
Entre 1900 e 1936 muitas tentativas foram feitas para obter o tesouro,todas sem sucesso.

Descobertas Recentes;

Daniel Blankenship começou suas buscas em 1965.Em 1966 ele cavou mais do buraco achado por Dunfield em 1965.Ele ultrapassou os 13 metros originais.Blankenship encontrou uma porção de pregos e um lavatório.Aos 18 metros ele encontrou uma camada de rochas e água estagnada.Ele presumiu que era parte do túnel d'água,mas não pôde explorar,pois não parava de jorrar água.
Uma tesoura foi encontrada em 1967.Foi determinado que a tesoura era hispano-americana,provavelmente do México e que possuía cerca de 300 anos de idade.Também foi encontrada uma pedra em forma de coração,muito parecida com uma outra encontrada num tesouro pirata no Taiti.
A Smith's Cove revelou mais segredos em 1970 para a "Triton Alliance",um grupo formado por Blankenship para continuar as buscas.
O lado ocidental da ilha revelou muitas coisas:duas estruturas de madeira com pregos rústicos e cintas de metal.Três metros abaixo encontraram um par de sapatos de couro.
A maior descoberta foi em 1976,quando a Triton cavou algo que hoje é conhecido como Borehole 10-X(escavação 10-X).Um tubo de metal de 72 metros afundado 55 metros a nordeste do Poço do dinheiro.Durante a escavação,muitas cavidades artificiais foram encontradas a 72 metros.
Foi posta uma câmera nessa cavidade e ela retornou com cenas intrigantes:primeiro, uma mão decepada flutuando na água;depois,3 arcas do tipo de tesouros e várias ferramentas;finalmente um corpo humano foi detectado.Depois de ver as imagens, a decisão foi mandar mergulhadores para averiguar.
Muitas tentativas foram feitas,mas as fortes correntes e pouca visibilidade deixaram impossíveis quaisquer actividades.
Após estas descobertas,houve um colapso nas paredes do buraco e ele nunca mais foi reaberto.
Em 2 de Janeiro de 2006,após 40 anos de sonhos frustrados,Dan Blankenship e David Tobias decidem fechar os seus negócios e vender a ilha.

Descobertos Restos de Uma Princesa de 1000 Anos??

Arqueologia

Ela era uma linda princesa inglesa que se casou com um dos homens mais poderosos da Europa,o Imperador alemão Otto e encantou os súbditos com seu charme pessoal e a sua caridade.
Uma equipe internacional de cientistas diz ter descoberto o corpo da princesa Eadgyth (Edith), uma nobre do século 10 que foi comparada á princesa Diana,de beleza e bondade;

“Ela era uma pessoa muito, muito popular”, disse o arqueólogo Mark Horton, da Universidade de Bristol. “Ela era uma espécie de Diana da época, pode-se dizer… bonita e cheia de boas obras”.

Horton faz parte da equipe de especialistas que trabalha para confirmar a identidade dos ossos encontrados, envoltos em seda, na Catedral de Magdeburg, na Alemanha.
Se o esqueleto for identificado como o de Eadgyth, ele passará a ser o mais antigo corpo de um membro de família real britânica já descoberto. Ossos de reis antigos,do período anglo-saxão, mantidos na Catedral de Winchester estão tão misturados que não há esperança alguma,de identificar um indivíduo entre eles.

“Se o esqueleto estiver intacto, então, sim, seriam os restos mais antigos já identificados da Inglaterra anglo-saxã”, disse Simon Keyes, historiador da Universidade de Cambridge.

O caixão onde foram encontrados os ossos fez parte de um projeto de pesquisa mais amplo na Catedral de Marburg. Acreditava-se que o monumento do século 16 estivesse vazio.
Quando os arqueólogos abriram a tampa ,em 2008, descobriram o caixão de chumbo com o nome da princesa e um esqueleto quase completo, embalado em seda.
Horton disse que o esqueleto pertence a uma mulher que morreu entre 30 e 40 anos de idade. Mas há dúvida sobre se seria mesmo da princesa;historiadores creem que o corpo de Eadgyth foi deslocado várias vezes,uma prática comum na Idade Média, quando se tratava de santos ou da realeza.
É possível que os ossos tenham sido trocados durante uma dessas mudanças, afirma ele.
Testes serão realizados para determinar a idade dos ossos e da onde eles vêm, incluindo análises dos isótopos de estrôncio – uma técnica que determina os tipos desse elemento presentes na composição do esmalte dos dentes, e pode permitir determinar onde uma pessoa cresceu.
Eadgyth cresceu no início do século 10, um período no qual seu meio-irmão, o rei Athelstan, assumiu o poder na Inglaterra e usou as irmãs para fazer alianças com potências estrangeiras.

“Ele é bem conhecido por ter tido um monte de meias-irmãs, e por tê-las feito casar com as casas reais do resto do mundo conhecido na época”, disse Keyes. Eadgyth foi enviada ao duque Otto da Saxónia, que viria a ser o primeiro governante do Sacro Império Romano.
Keynes ao reler as crónicas da época encontrou referências à princesa medieval como “resplandecente com charme maravilhoso e postura real”, e “a opinião pública é unânime em considerá-la a melhor de todas as mulheres do nosso tempo”.

“Ela certamente desempenhava um papel para eles que a Princesa de Gales desempenhou para muitos britânicos”-disse ele.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

O Mistério do Lago Anjikuni

Americas

Talvez um dos mais fantásticos casos contemporâneos seja o desaparecimento de uma vila esquimó(inuíte) inteira,nas margens do lago Anjikuni, em 1930.
Até hoje as autoridades canadenses não foram capazes de resolver este enigma ou entrar em contacto com membros ou descendentes daquela tribo.É como se ela nunca tivesse existido.
O mistério surgiu em novembro de 1930,quando um caçador de peles valiosas de nome Joe Labelle entrou,caminhando pela neve,na familiar vila de barracas, completamente deserta.Apenas duas semanas antes,a última vez em que Labelle estivera lá, a vila era um assentamento agitado e cheio de vida,com crianças correndo e fazendo algazarra,velhas carregando roupas, homens carregando madeira e conversando nos alpendres.
Agora ao invés das amigáveis saudações de acolhimento,Labelle foi recebido por um silêncio pesado.Sem encontrar viva alma,o caçador procurou desesperadamente por pistas que o levassem a explicar a situação.Absolutamente em vão!!!Os caiaques dos esquimós continuavam ancorados como de costume,as suas casas guardavam os artigos essenciais dos habitantes da vila: seus tapetes e armas.Nas fogueiras apagadas do acampamento,encontravam-se os familiares potes de cozido de carne de caribus (cervo congelados,que consistiam no prato rotineiro da tribo.
Tudo estava no lugar certo, com excepção das pessoas.Era como se a comunidade inteira de duas mil pessoas tivesse deixado subitamente as suas casas no meio de um dia normal.Mas havia outro detalhe diretamente relacionado à sua ausência:Labelle verificou, profundamente estarrecido, que não havia rastros no chão indicando que as pessoas saíram do acampamento.

Americas

Tomado por um estranho e mórbido sentimento de terror o caçador dirigiu-se ao escritório telegráfico do distrito mais próximo e alertou a Real Polícia Montada do Canadá.Os "mounties"nunca tinham ouvido história parecida.Uma expedição foi imediatamente organizada a fim de investigar a vila, sendo também empreendida uma busca ao longo das margens do lago Anjikuni.Não foi possível localizar a tribo perdida e a expedição só serviu para agravar o mistério. Ao chegar no acampamento deserto,os mounties canadenses encontraram duas gélidas provas que insinuavam definitivamente a possibilidade de que houvesse ocorrido um evento sobrenatural;

Em primeiro lugar,descobriram que os esquimós não levaram os seus trenós puxados por cachorros,como Joe Labelle afirmou de início.Além disso, as carcaças dos huskies foram encontradas cobertas de neve acumulada pelo vento nas cercanias do acampamento.Eles morreram de inanição.Em segundo lugar,e em alguns aspectos o mais inacreditável, foi a descoberta de que as sepulturas dos ancestrais da tribo haviam sido profanadas e os restos mortais,removidos,ou seja,apenas os humanos,incluindo os mortos foram retirados da tribo. “Por quem e por quê, ninguém sabe”.

Esses dois factos deixaram as autoridades perplexas.Os esquimós não poderiam de maneira alguma ter viajado sem um dos seus meios de transporte típicos,os trenós ou os caiaques.E jamais deixariam seus fiéis servos caninos morrerem de uma forma tão lenta e dolorosa.

O segundo enigma;as sepulturas abertas,era o bastante para os etnólogos familiarizados com o comportamento da tribo,uma vez que a profanação de tumbas era desconhecida entre os esquimós.Além disso,o solo estava tão congelado que parecia petrificado e seria impossível escavá-lo à mão.Como afirmou um oficial mounty na ocasião: “Esse acontecimento é,de um modo geral, “fisicamente improvável”.
Mais de meio século depois,esse veredicto ainda é verdadeiro…

As Pedras Navegantes de Racetrack Playa

Américas

As pedras navegantes são um fenómeno geológico encontrado em Racetrack Playa(um lago periodicamente seco que está localizado na parte norte das Montanhas Panamint,no Death Valley National Park,California,E.U.A.).As pedras movem-se vagarosamente pela superfície da playa,deixando um rastro conforme andam,sem intervenção humana ou animal.Elas nunca foram vistas ou filmadas em movimento,e não são exclusivas de Racetrack.Padrões de viagens de pedras similares já foram registradas em várias outras playas na região,mas o número e a extensão das trilhas de viagem de Racetrack são notáveis.As pedras de Racetrack somente se movem a cada dois ou três anos e a maioria das trilhas duram somente três ou quatro anos.Pedras com base áspera deixam trilhas retas estriadas enquanto aquelas com base lisa vagueiam.As pedras algumas vezes se viram,expondo outra extremidade para o chão e deixando uma trilha de tamanho diferente no rastro da pedra.
Várias explicações foram propostas ao longo dos anos que abarcam desde o sobrenatural ao muito complexo.A maioria das hipóteses favorecidas por geologistas interessados afirmam que ventos fortes quando a lama está molhada são pelo menos em parte responsáveis.Algumas pesam tanto quanto um ser humano,o que alguns pesquisadores como o geologista George M. Stanley,que publicou um artigo científico em 1955,acham que são muito pesadas para um vento na área movê-las...

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

O Manuscrito Voynich

Misterios

O manuscrito Voynich é um misterioso livro ilustrado com um conteúdo incompreensível.Imagina-se que tenha sido escrito há aproximadamente 400 anos por um autor desconhecido que se utilizou de um sistema de escrita não-identificado e uma linguagem ininteligível.
Ao longo da sua existência registrada,o manuscrito Voynich tem sido objecto de intenso estudo por parte de muitos criptógrafos amadores e profissionais,incluindo alguns dos maiores decifradores norte-americanos e britânicos no tempo da Segunda Guerra Mundial(todos os quais falharam em decifrar uma única palavra).Esta sucessão de falhas transformou o manuscrito Voynich num tema famoso da história da criptografia,mas também contribuiu para lhe atribuir a teoria de ser simplesmente um embuste muito bem tramado numa sequência arbitrária de símbolos.
A teoria ,hoje,mais aceita é de que o manuscrito tenha sido criado como arte no século XVI como uma fraude.O fraudador teria sido o mago,astrólogo e falsário inglês Edward Kelley com ajuda do filósofo John Dee para enganar Rodolfo II da Germânia(do Sacro Império Romano).
O livro ganhou o nome do livreiro polaco-estadunidense Wilfrid M. Voynich,que o comprou em 1912.A partir de 2005,o manuscrito Voynich passou a ser o item MS 408 na Beinecke Rare Book and Manuscript Library da Universidade de Yale.A primeira edição fac-símile foi publicada em 2005(Le Code Voynich),com uma curta apresentação em francês do editor,Jean-Claude Gawsewitch,ISBN 2350130223.

Suas Características;

O volume,escrito em pergaminho de vitelo,é relativamente pequeno:16 cm de largura, 22 de altura,4 de espessura.São 122 folhas,num total de 204 páginas.Estudos consideram que o original teria 272 páginas em 17 conjuntos de 16 páginas cada,outros falam em 116 folhas originais,tendo 1 se perdido.
Percebe-se,pelos espaços ao final direito das linhas,que o texto é escrito da esquerda para a direita,sem pontuação.Análise grafológica mostra uma boa fluência. No total são cerca de 170 mil caracteres,20 a 30 letras se repetem,umas 12 aparecem só 1 ou 2 vezes;Os espaços indicam haver 35 mil palavras;Os caracteres têm boa distribuição quantitativa e de posição,alguns podem se repetir(2 e 3 vezes,outros não,alguns só aparecem no início de palavras,outras só no fim;análises estatísticas (análise de frequência de letras)dão ideia de uma língua natural,europeia,algo como inglês ou línguas românicas.

Misterios

Conforme o linguista Jacques Guy,a aparente estrutura do texto indica semelhanças com línguas da Ásia do Sul e Central,sendo talvez uma Língua tonal,algo como línguas Sino-tibetanas,Austro-asiáticas ou Tai.
Conforme datação por Carbono 14 feita pela Universidade do Arizona,o pergaminho data dos séculos X ou XI,sendo datas mais aproximadas,algo entre 900 e 1000;Conforme análise do “Mc.Crone Research Institut”a tinta é da mesma época,embora as cores dos desenhos sejam posteriores.
Acompanha o texto uma quantidade significativa de ilustrações em cores que representam uma ampla variedade de assuntos;os desenhos permitem que se perceba a natureza do manuscrito e foram usados como pontos de referência para os criptógrafos dividiram o livro em seções,conforme a natureza das ilustrações.

Misterios

Secção I(Fls. 1-66);denominada botânica, contém 113 desenhos de plantas desconhecidas.
Secção II (Fls. 67-73);denominada astronómica ou astrológica,apresenta 25 diagramas que parecem se referir as estrelas.Aí podem ser identificados alguns signos zodiacais.Neste caso ainda fica difícil haver certezas acerca do que se trata realmente a Secção.
Secção III(Fls. 75-86;denominada biológica,denominação que se deve exclusivamente à presença de muitas figuras femininas,frequentemente imersas até os joelhos em estranhos vasos comunicantes contendo um fluido escuro.
Logo após essa Secção vem uma mesma folha repetida seis vezes,apresentando nove medalhões com imagens de estrelas ou figuras que podem parecer células,imagens radiais de pétalas e feixes de tubos.
Secção IV(Fls. 87-102);denominada farmacológica ,medicinal,por meio de imagens de ampolas e frascos de formas semelhantes às dos recipientes das farmácias antigas. Nessa secção há ainda desenhos de pequenas plantas e raízes,possivelmente ervas medicinais.
A última secção do manuscritto Voynich tem início na folha 103 e prossegue até o fim,sem que haja nessa Secção final mais nenhuma imagem,excepto estrelinhas(ou pequenas flores)ao final de alguns parágrafos.Essas marcações fazem crer que se trata de algum tipo de índice.

Sua Descoberta;

Wilfrid VoynichO manuscrito Voynich deve sua denominação a Wilfrid Michael Voynich, um americano de ascendência polonesa,mercador de livros,que adquiriu o livro no colégio Jesuíta de Villa Mondragone,em Frascati,em 1912,através de padre jesuíta Giuseppe(Joseph)Strickland(1864-1915).Os Jesuítas precisavam de fundos para restaurara a vila e venderam a Voynich 30 volumes da sua biblioteca,que era formada por volumes do Colégio Romano que tinham sido transportados ao colégio de Mondragone junto com a biblioteca geral dos Jesuítas,para evitar sua expropriação pelo novo Reino da Itália.Entre esses livros estava o misterioso manuscrito.
Com o livro, Voynich encontrou uma carta de Johannes Marcus Marci(1595-1667),reitor da Universidade de Praga e médico real de Rodolfo II da Germânia,com a qual enviava o livro a Roma,ao amigo poligrafo Athanasius Kircher para que o decifrasse.
Na carta,que ostenta no cabeçalho Praga,19 de Agosto de 1665(ou 1666),Marci declarava ter herdado o manuscrito medieval de um amigo seu(conforme revelaram pesquisas,era um muito conhecido alquimista de nome Georg Baresch),e que se dono anterior,o Imperador Rodolfo II do Sacro Império Romano,o adquirira por 600 Ducados, cifra muito elevada,acreditando que se tratava de algo escrito por Roger Bacon.
Voynich afirmou que o livro continha pequenas anotações em Grego antigo e datou o mesmo do século XIII.
A definição da data do pergaminho ainda é controversa,mas é possível situar a elaboração do texto no final do século XVII;uma análise por Radiação infravermelha a presença de uma assinatura sucessivamente apagada;Jacobi a Tepenece,na época Jacobus Horcicki,morto em 1622 e principal Alquimista a serviço de Rodolfo II do Sacro Império.Como “Jacobi” recebeu o título de Tepenece em 1608,isso prova não ser confiável informação da aquisição do manuscrito antes disso.
Além disso,uma das plantas representadas em desenho na SeCção"Botânica" è quase idêntica ao girassol,que somente passou a existir na Europa depois do Descobrimento da América,o que leva o manuscrito a ser posterior a 1492.

Criptografia;

Muitos,ao longo do tempo,e principalmente em tempos mais recentes,tentaram decifrar a escrita e a língua desconhecidas do manuscrito Voynich.O primeiro a ter afirmado que decifrara a escrita foi William Newbold,professor de filosofia medieval na Universidade da Pensilvânia.Em 1921 publicou um artigo no qual apresentava um proceder complexo e arbitrário pelo qual decifrara o texto.O texto como visível, segundo ele,não tinha significado,o verdadeiro conteúdo seria um subtexto micro-grafado,com marcas mínúsculas ocultas nos caracteres maiores.O texto real era escrito em Latim,camuflado nas marcas quase invisíveis,sendo obra de Roger Bacon.A conclusão que Newbold tirou de sua tradução dizia que já no final da Idade Média seriam conhecidas noções de Astrofísica de Biologia molecular.
Nos anos 40,os criptógrafos Joseph Martin Feely e Leonell C. Strong aplicaram ao documento um outro sistema de decifração,tentando encontrar caracteres latinos nos espaços claros,brancos.A tentativa apresentou resultados cujo significado era, porém,sem nenhum significado...O manuscrito foi o único a resistir às análises dos“experts”de criptografia da marinha americana que ao fim da guerra estudaram e analisaram alguns antigos códigos cifrados para testar os novos sistemas de codificação.
J.M. Feely publicou uma dedução no livro“Roger Bacon's Cipher;The Right Key Found" no qual,mais uma vez,volta-se a atribuir a Bacon a paternidade do livro misterioso.
Em 1945 o professor William F. Friedman,constituiu em Washington um grupo de estudiosos,o “First Voynich Manuscript Study Group (FSG)”.A opção foi por uma abordagem mais metódica e objectiva,a qual levou à percepção a grande repetição de“palavras”e alguns trechos contida do texto do manuscrito.No entanto, independente da opinião formada ao longo dos anos quanto ao caráter artificial da tal linguagem, na prática,a busca terminou em impasse;de facto não serviu para transpor os caracteres em sinais convencionais,o que serviria de ponto de partida para qualquer análise posterior.
O professor Robert Brumbaugh,docente de filosofia medieval de Yale,e o cientista Gordon Rugg,na sequência de pesquisas linguísticas, assumiram a teoria que veria o Voynich como um simples expediente fraudulento,visando desfrutar,na época do sucesso que,ao tempo,tinham as obras de natureza esotéricas junto às cortes europeias.
Em 1978 o filólogo diletante John Stojko acreditou ter reconhecido a língua, declarando que se tratava do ucraniano com a vogais removidas.A tal tradução,no entanto,apesar de apresentar alguns passos num sentido aparentemente lógico(Ex.: O Vazio é aquilo pelo qual combate o “Olho do Pequeno Deus”)não correspondia aos desenhos.
Em 1978,o filólogo diletante John Stojko acreditou ter reconhecido a língua, declarando que se tratava do Ucraniano com as vogais removidas.Essa tradução,no entanto,apesar de apresentar alguns passos num sentido aparentemente lógico(O Vazio é aquilo pelo qual combate o “Olho do Pequeno Deus”)não correspondia aos desenhos.
Em 1987 o físico Leo Levitov atribuiu o texto aos hereges Cátaros,pensando ter interpretado o texto como uma mistura de diversas línguas medievais da Europa Central.O texto,porém,não correspondia à cultura Cátara e a tradução não fazia muito sentido.
O estudo mais significativo nessa matéria é hoje aquele feito em 1976 por William Ralph Bennett,que aplicou estudos de casuística e estatística de letras e palavras do texto,colocando em foco não somente a repetição,mas também a simplicidade léxica e a baixíssima Entropia da informação.A linguagem contida no Voynich,não somente teria um vocabulário muito limitado,mas também uma basicidade linguística encontrada somente na Língua havaiana.O facto de que as mesmas“sílabas”e ainda palavras inteiras vêm repetidas,mostra algo que parece uma zombaria relacionada a uma visão mais complacente,inconscientemente,mas não deliberadamente enigmático.
O alfabeto utilizado,além de não ter sido ainda decifrado,é único.Foram,no entanto, reconhecidas 19 a 28 possíveis letras,que não tem nenhuma ligação ou correspondência perceptível com os alfabetos hoje conhecidos.Em alguns pontos encontram-se quatro palavras ou mais repetidas de forma consecutiva.Suspeita-se também que foram usados dois alfabetos complementares,mas não iguais,e que o manuscrito teria sido redigido por mais de uma pessoa.
É imprescindível e significativo lembrar que a total falta de erros ortográficos perceptíveis, de pontos riscados ou apagados,hesitações,é estranha,pois tais falhas sempre ocorreram em todos os manuscritos que já foram localizados e analisados.

Hipótese Filosófica;

As palavras contidas no manuscrito apresentam frequentes repetições de sílabas, o que levou alguns estudiosos(William Friedman e John Tiltman)a levantar a hipótese de se tratar de uma língua Filosófica,ou seja,Artificial na qual cada palavra é composta de um conjunto de letras que lembram uma divisão dos substantivos em categorias.
O exemplo mais claro de língua artificial é a“Língua analítica de John Wilkins”, também analisado no conto homónimo de Jorge Luís Borges.Nessa língua,todos os seres são catalogados em 40 categorias,subdivididas em sub-categorias e a cada uma é associada uma sílaba ou uma letra;Desse modo,por exemplo,a classe geral“cor”é indicada como “robo’”;assim,o vermelho será “robôs”e o amarelo “robof”e assim por diante.
Essa hipótese baseava-se na repetição de sílabas,mas até hoje ninguém conseguiu dar um senso razoável aos prefixos silábicos repetidos.Além disso,as primeiras línguas artificiais começaram a aparecer em épocas posteriores da provável compilação do manuscrito...Quanto a esse pontos,não é uma restrição tão importante,pois é fácil acreditar que idéia de línguas filosóficas é simples e poderia ser mais antiga do que se pensa.
Uma hipótese contrária,muito mais arriscada e audaciosa,é de que era um objectivo do manuscrito sugerir que se tratava de uma língua artificial.O certo é que Johannes Marcus Marci tinha contactos com Juan Caramuel y Lobkowitz,em cujo livro'Grammatica Audax'constituiu numa inspiração para a Língua analítica de Wilkins.

Possível solução;

Recentemente foi levantada a hipótese que buscava entender o motivo da dificuldade para o texto ser decifrado.Gordon Rugg,em Julho de 2004,individualizou um método que poderia ter sido seguido pelos autores hipotéticos para produzir“ruídos casuais”em forma de sílabas e de palavras.Esse método realizável mesmo com os recursos de 1600, explicaria essa repetição de sílabas e de palavras,a essência básica típica da escrita casual,tornaria verossímil a hipótese do texto ser um falso trabalho renascentista criado como arte para enganar qualquer estudioso ou soberano.
Antes disso,o estudioso Jorge Stolfi da Universidade de Campinas(Brasil)havia proposto a hipótese de que o texto fosse composto misturando sílabas casuais tiradas de uma tabela de caracteres.Isso explicaria a regularidade das repetições,mas não a ausência de outras estruturas de repetição,por exemplo,das outras letras ligadas aos conjuntos repetitivos.
Rugg parte da ideia de que o texto tenha sido composto com métodos combinatórios disponíveis por volta dos anos 1400 a 1600;chamou sua atenção a chamada“Grade (tabela)de Cardano”,criada por Girolamo Cardano em 1550.O método consiste em sobrepor com uma tabela de caracteres ou com um texto uma segunda grade,com apenas algumas pequenas casas(janelas)cortadas de modo a permitir ler a tabela que fica atrás.A superposição oculta a parte supérflua do texto de baixo,deixando visível a mensagem.Rugg reconduziu o método o método de criação com um grade de 36 x 40 casas, a qual sobrepôs um máscara com três furos,compondo assim os três elementos da palavra;prefixo,raiz central sufixo.
O método,muito simples na sua utilização,teria permitido ao anónimo autor do manuscrito as realização muito rápida do texto partindo de um única grade(com casa cortada)colocada em diversas posições.Isso acabou com a teoria de que o manuscrito fosse algo falso,dado que um texto de tais proporções com características sintáticas similares será muito difícil de ser feito sem um método dessa natureza.
Rugg determinou algumas“regras básicas”do“Voynich”que poderiam reconduzir às características da tabela usada pelo autor.Como exemplo,a tabela original tinha a provavelmente as sílabas do lado direito mais longas,algo que se reflete nas maiores dimensões dos prefixos em relação às sílabas seguintes.Ele ainda tentou entender se o texto poderia se tratar de um segredo codificado no texto,mas a análise o levou a excluir tal hipótese,pois,em função da complexidade de construção das frases,é quase certo que a grade foi usada não para codificar o texto,mas para escreve-lo.
Pesquisas históricas posteriores a esse estudo levaram a atribuir a John Dee e a Edward Kelley o texto.Dee era um estudioso do Período Elisabetano e teria introduzido o notório falsário Kelley na Corte de Rodolfo II(Sacro Império Romano) por volta de 1580.Kelley era mago,além de falsificador,e assim conhecia truques matemáticos de Cardano,tendo criado o texto a fim de obter uma vultosa cifra que lhe foi dada pelo Imperador...

St Germain-o Conde Imortal

Personagens

O Conde de St. Germain,nascido na Transilvânia,em 28 de Maio de 1696 a 27 de Fevereiro de 1784,Eckernförde?)foi uma das figuras mais misteriosas do século XVIII. Conhecido como místico,alquimista,ourives,lapidador de diamantes,cortesão, aventureiro,cientista,músico e compositor.Após a data de sua morte(de precisão incerta),várias organizações místicas o adoptaram como figura modelo.Segundo lendas, era imortal e possuía o elixir da juventude e a pedra filosofal.

A Sua Vida;

O facto de nunca ter revelado sua verdadeira identidade levou a muitas especulações a respeito da sua origem.Uma das mais plausíveis aponta que o conde seria filho de Francis II Rákóczi,o príncipe da Transilvânia que,na época,estava exilado,ou que seria filho ilegítimo de Marie-Ann de Neubourg,viúva de Carlos II da Espanha,com um certo conde Adanero,que ela conhecera em Bayonne,no sudoeste de França.
O Conde estudou na Itália,possivelmente como protegido do Grão-Duque Gian Gastone (o último descendente dos Médici,famosa familia patrona das artes e ciências.As primeiras aparições do Conde de St. Germain deram-se em 1743,em Londres,e em 1745, em Edimburgo,onde ele foi aparentemente preso,acusado de espionagem.Solto,logo adquiriu a fama de ser um virtuoso no violino.Tinha hábitos ascéticos e celibatários.Durante esse tempo,conheceu Jean-Jacques Rousseau,que declarou que o Conde era"a mais fascinante e enigmática personalidade que já conhecera". Desapareceu subitamente em 1746.Horace Walpole,que conheceu St. Germain em Londres, em 1745,descreveu-o;"Ele canta,toca o violino maravilhosamente,compõe,mas é louco e falta-lhe sensibilidade".
Reapareceu em Versalhes,no ano de 1758.Dizia-se ourives e lapidador,bem como trabalhava com tingimentos de tecidos que nunca desbotavam,por terem uma fórmula secreta.Hospedou-se em Chambord,sob a protecção do rei Luís XV,de quem havia angariado a confiança,e também da sua amante,Madame de Pompadour.Nessa época, distribuiu diamantes como presentes,entre a corte,e ganhou a reputação de ter séculos de idade.Nos salões da corte,um mímico,denominado Gower,começou a imitar os maneirismos do Conde,dizendo ter conhecido Jesus Cristo.Em 1760,ele deixou a França, indo para a Inglaterra,cujo Ministro de Estado,duque de Choiseul,tentou prendê-lo.
Depois desses factos,esteve nos Países Baixos e em São Petersburgo,na Rússia, quando o exército russo colocou Catarina,a Grande no trono.Mais tarde,a destituição do Imperador com a substituição por Catarina seria atribuída a uma conspiração do Conde.
No ano seguinte,foi para a Bélgica,onde comprou terras com o nome de Conde de Surmount.Tentou oferecer sua técnica de tratamento de madeira e couro ao Estado. Durante as negociações,que resultaram em nada,na presença do primeiro-ministro Karl Cobenzl,ele transformou ferro em algo com a aparência do ouro.Depois desapareceu por onze anos,para reaparecer em 1774,na Baviera,sob o nome de Conde Tsarogy.
Em 1776 o conde ainda se encontrava na Alemanha com o título de Conde Welldone, ainda oferecendo receitas de cosméticos,vinhos,licores e vários elixires. Impressionou os emissários do rei Frederico com sua capacidade de transmutação de simples metais em ouro.Para Frederico,ele se apresentou como Maçon.
Posteriormente,o Conde de St. Germain estabeleceu-se na residência do príncipe Karl de Hesse-Kassel,governador de Schleswig-Holstein,e lá pesquisou a fitoterapia, elaborando remédios para dar aos pobres.Para o príncipe,ele se apresentou como Francis Rákóczi II,príncipe da Transilvânia.
Pensa-se que ele faleceu em 1784,deixando muito pouca coisa para trás.Contudo, existem rumores de que St. Germain teria sido visto em 1835,em Paris,e em 1867, em Milão e no Egito,durante a campanha de Napoleão.Napoleão II mantinha um dossier sobre ele.
Annie Besant,uma teosofista,disse ter conhecido o conde em 1896.Outro teosofista, C. W. Leadbeater,disse tê-lo encontrado em Roma,em 1926.Um piloto americano,após falha mecânica na sua aeronave em 1932,fez um pouso forçado numa das montanhas isoladas do Tibet;e entre os monges que o trataram,relatou que havia um homem estranho que teria dito "-Eu sou o Conde de Saint Germain,e em breve voltarei para a França."

A Lenda;

Dizem que certa vez,o Conde de St. Germain assombrou a corte do rei Luís XV,quando o rei reclamou para si possuir um diamante de tamanho médio que,por ter um pequeno defeito,valia apenas seis mil libras e que,se tal falha não existisse,valeria pelo menos o dobro.St. Germain solicitou a pedra e,após um mês,devolveu-a ao joalheiro real,com o mesmo peso,sem que apresentasse a mínima anomalia.
Vários relatos afirmam ter o Conde uma imagem imutável,pois sempre aparentava ter por volta de 45 anos.Madame d'Adhemar,biógrafa e dama da corte de Maria Antonieta, conheceu St. Germain, em Paris,perto de 1760 e relata,nas suas memórias,datadas de 12 de Maio de 1821,que havia reencontrado o Conde de St. Germain na vigília da morte do Duque de Berri,em 1815,ou seja,55 anos após,e que incrivelmente,ele aparentava os 45 anos de sempre,não havia envelhecido.Segundo as memórias de Giacomo Casanova o músico Rameau e Madame de Gergy juraram ter conhecido o Conde de St. Germain em Veneza,em 1710,usando o nome de Marquês de Montferrat,e tê-lo reencontrado com a imutável aparência,em 1775.
Homem de personalidade hipnótica e grande magnetismo,frequentava a corte ocasionalmente e tornava-se logo no centro das atenções em qualquer reunião mas, estranhamente,nunca ninguém o viu comer ou beber o que quer que seja publicamente.A origem da sua fortuna também é um enigma,detentor de várias pedras preciosas, incluindo diamantes,que gostava de presentear,uma opala,de tamanho monstruoso,e uma safira branca,tão grande quanto um ovo,e de fartura em ouro,sem que se soubesse de onde procediam.Tinha a fama de possuir o elixir da juventude e da pedra filosofal. Conta-se que ele era capaz de produzir diamantes a partir de pedras pequenas comuns. Os diamantes que decoravam seus sapatos valiam a soma considerável de duzentos mil francos.Madame du Hausset relata que,certa vez,estava na presença do Conde e da rainha Maria Antonieta enquanto ele mostrava algumas jóias a ambas;Madame du Hausset comentou brevemente sobre a beleza de uma cruz,decorada com pedras brancas e verdes; no mesmo momento,o Conde quis presenteá-la com a jóia,o que foi recusado.Por insistência da rainha,que achava ser o artefacto falso,ela aceitou.Depois de algum tempo Madame du Hausset solicitou ao joalheiro real que avaliasse a cruz, constatando ser ela verdadeira e de valor inestimável.
"O homem que sabe tudo e que nunca morre" disse Voltaire a respeito do Conde de St. Germain.Assim era visto o Conde na época,já que frustrara várias tentativas,por parte de inúmeras pessoas,em desvendar os verdadeiros factos sobre a sua origem. Rumores afirmam que o Conde Cagliostro era seu discípulo.O Conde também tinha o hábito de aparecer subitamente numa roda social e depois sumir por vários anos,sem deixar traços.A última menção ao Conde,feita por antigos cortesãos da corte de Luís XVI,foi em 1822,ocasião em que ele seguiu viagem para a Índia.
Algumas sociedades místicas afirmam ter Saint Germain reencarnado várias vezes, anteriormente,sob a pele de figuras históricas como o Profeta Samuel,Santo Albano, o filósofo grego Proclo,José,pai de Jesus,o mago Merlin,o frade alquimista Roger Bacon,o fundador do Rosacrucianismo Christian Rosenkreuz,o navegador Cristóvão Colombo o político inglês Francis Bacon,tendo sido nesta encarnação o verdadeiro autor das obras atribuídas ao dramaturgo e poeta inglês William Shakespeare.
Hoje em dia,segundo estes místicos,seria um dos Chohans dos Sete Raios.Os Chohans, Senhores,Diretores ou Mestres dos Sete Raios relacionados com a evolução no plano físico cósmico,trabalham em plena harmonia entre si para executarem o Plano Divino.
Quem de facto seria este personagem e o porquê de tanto mistério?Estas e tantas outras perguntas ficam no ar...

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Houve No Vaticano Um Papa Mulher?

Itália

A Papisa Joana teria sido a única mulher a governar a Igreja durante dois ou três anos,segundo uma lenda(que parece ter factos encontrados,um dos quais um quadro escondido...)que circulou na Europa por vários séculos.É considerada por alguns dos historiadores modernos e estudiosos religiosos como fictícia,possivelmente originada numa sátira anti-papal.Mas será mesmo,ou é um dos segredos do Vaticano mais bem escondidos???

A Papisa Joana;

A História teve origem no final do século IX,mas outros situam o papado de Joana até dois séculos e meio antes,depois da morte do Papa Leão IV,coincidindo com uma época de crise e confusão na diocese de Roma.Segundo um cronista do século XIII,Joana ocupou o cargo durante dois ou três anos,entre o Papa Leão IV e o Papa Bento III (anos de 850 e 1100).
Numa vida tão extraordinária como a de Joana devemos mencionar todos os acontecimentos que nos foram transmitidos pelos historiadores e entrar em detalhes nas ações dessa mulher notável.
Eis a versão de Mariano Scotus sobre o nascimento da papisa:"Em princípios do nono século,Karl,o Grande,depois de ter subjugado os Saxónios,empreendeu a conversão desses povos ao cristianismo e pediu à Inglaterra padres eruditos que o pudessem auxiliar nos seus projetos.No número de professores que passaram à Alemanha contava-se um padre inglês acompanhado de uma jovem que,estando grávida,roubara à sua família para ocultar esse estado.Os dois amantes foram obrigados a interromper a sua viagem e a parar em Mayence,onde em breve a jovem inglesa deu à luz uma filha cujas aventuras deviam ocupar um dia os séculos futuros;essa criança era Joana."

Itália

Não se conhece com exatidão o nome que ela usou na sua infância;a filha do padre inglês é igualmente chamada Agnés por alguns autores.Gerberta ou Gilberta por outros e,finalmente Joana pela maioria.O jesuíta Sevarius pretende que lhe chamem também Isabel,Margarida,Dorotéia e Justa.Não sabemos acerca do sobrenome que ela adoptou. Asseguram uns que ela acrescentava ao seu nome a designação de Inglês;querem outros juntá-lo ao nome de Gerberta,e um autor do décimo quarto século chama-lhe de Magnânima na sua crónica,para exprimir certamente a ousadia e a temeridade de Joana, à imitação de Ovídio,que se serve da expressão "Magnanimus Phaethon".
Esses mesmos autores apresentam menos contradições relativamente ao lugar do seu nascimento:pretendem alguns que ela nascera na Grã Bretanha,outros designam Mayence, outros finalmente Engelkein,cidade do Palatinado,célebre pelo nascimento de Carlos Magno.Mas o maior número reconhece que Joana era de origem inglesa,que foi educada em Mayence e que nasceu em Eugelkein,aldeia situada na vizinhança daquela cidade.
Joana tornara-se uma formosa rapariga e o seu espírito,cultivado pelos cuidados de um pai muito instruído,tomara um desenvolvimento tal que todos os doutores que se aproximavam dela ficavam admirados pelas suas respostas.A admiração que ela inspirava aumentou ainda pela ciência,e aos doze anos a sua instrução igualava-se à dos homens mais distintos do Palatinado.Todavia,quando chegou a idade em que as mulheres começam a amar,a ciência foi insuficiente para satisfazer os desejos daquela imaginação ardente e o amor mudou os destinos de Joana.
Um jovem estudante de família inglesa e frade da abadia de Fulde foi seduzido pela sua beleza e apaixonou-se loucamente por ela."Se ele a amou com extremo,diz a crónica,Joana,pelo seu lado,não foi nem insensível nem cruel". encida pelos protestos e arrastada pelas inspirações do seu coração,Joana consentiu em fugir da casa paterna com o seu amante.Deixou o seu nome verdadeiro,vestiu-se de homem e seguiu o jovem abade para a abadia de Fulde,onde o superior,enganado com aquele disfarce,recebeu Joana no seu mosteiro e colocou a sob a direção do sábio Raban Maur.
Algum tempo depois,o constrangimento em que se achavam os dois amantes fez lhes tomar a determinação de saírem do convento e irem para a Inglaterra continuar os seus estudos.Em breve tornaram-se os maiores eruditos da Grã Bretanha e resolveram visitar novos países a fim de observarem os costumes dos diferentes povos e estudar-lhes as linguas.
Em primeiro lugar visitaram a França,onde Joana,debaixo sempre do hábito monacal, disputou com os doutores franceses e excitou a admiração de personagens célebres da época,como a famosa duquesa de Septimania,Santo Auscario,o frade Bertram e o abade Lopo de Ferrière.Depois dessa primeira viagem os dois amantes empreenderam visitar a Grécia;atravessaram as Gálias e embarcaram em Marselha num navio que os conduziu á capital dos helenos,a antiga Atenas,que era o foco mais ardente das luzes,o centro das ciências e das belas letras,possuindo ainda escolas e academias citadas em todo o universo pela eloquência dos seus professores e pelo profundo saber dos seus astrónomos e dos seus fisicos.
Quando Joana chegou a esse magnífico país tinha vinte anos e achava-se em todo o esplendor da sua beleza.Porém,o hábito monástico ocultava o seu verdadeiro sexo de todos os olhares,e o seu rosto,empalidecido pelas vigílias e pelo trabalho,dava-lhe ares de um formoso adolescente ao invés de uma mulher.
Durante dez anos os dois ingleses viveram sob o formoso eco da Grécia, cercados de todas as ilustrações científicas e prosseguindo os seus estudos em filosofia, teologia,letras divinas e humanas,artes e história sagrada e profana.Joana aprofundara,compreendera e explicara tudo,juntando seus conhecimentos universais a uma eloquência prodigiosa que enchia de admiração aqueles que eram admitidos a ouvi-la.
No meio dos seus triunfos,Joana foi ferida por um golpe terrível:o companheiro dos seus trabalhos,o seu amante querido,aquele que durante muitos anos estivera junto dela,foi atacado por uma enfermidade súbita e morreu em poucas horas,deixando-a só e abandonada na Terra.
Joana tirou do seu próprio desespero uma nova coragem,venceu a sua aflição e resolveu sair da Grécia.Além disso,era-lhe impossível ocultar por mais tempo o seu sexo num país onde os homens usavam barbas crescidas,escolhendo Roma como o lugar de seu retiro,porque lá o uso ordenava aos homens não usarem barba.Talvez não fosse este únicamente o motivo que determinou a sua preferência pela cidade santa,mas o estado de agitação em que se achava então a capital do mundo cristão podia oferecer à sua ambição um teatro mais vasto do que a Grécia.
Logo que chegou á cidade santa.Joana fez-se admitir na academia a que chamavam escola dos gregos para ensinar as sete artes liberais e,particularmente,a retórica. Santo Agostinho tornara já muito ilustre aquela escola e Joana aumentou-lhe a reputação.Não somente continuou os seus cursos como também introduziu outros de ciências abstratas que duravam três anos,onde um imenso auditório admirava o seu prodigioso saber.As suas lições,os seus discursos e mesmo os seus improvisos eram feitos com uma eloquência tão arrebatadora que o jovem professor era citado como o mais belo génio do século,e que,na sua admiração,os romanos conferiam-lhe o título de "Príncipe dos Sábios".
Os senhores,os padres,os monges e sobretudo os doutores honravam-se de serem seus discípulos.“O seu procedimento era tão recomendável como os seus talentos;a modéstia dos seus discursos e das suas maneiras,a regularidade dos seus costumes e sua piedade,como diz Mariano brilhavam como uma luz aos olhos dos homens.Por isso,no tempo em que a saúde vacilante de Leão IV permitia aos padres forjarem intrigas e cabalas,um partido poderoso declarou-se por ela e publicou altamente pelas ruas da cidade que só ela era digna de ocupar o trono de S. Pedro.

Itália

E com efeito,depois da morte do papa,os cardeais,os diáconos,o clero e o povo elegeram-na por unanimidade para governar a Igreja de Roma!!!Joana foi ordenada na presença dos comissários do Imperador,na basílica de São Pedro,por três bispos.Em seguida,tendo revestido as vestes pontificais,dirigiu-se acompanhada de um imenso cortejo ao palácio patriarcal e assentou-se na cadeira apostólica.
Por muito tempo os padres discutiram a seguinte e importante questão:Joana foi elevada ao santo ministério por uma arte diabólica ou por uma direção particular da Providência?Uns pretendem que a Igreja deve sentir uma grande humilhação por ter sido governada por uma mulher.Outros sustentam,pelo contrário,que a elevação de Joana à Santa Sede,longe de ser um escândalo devia ser glorificada como um milagre de Deus,que permitiu que os romanos procedessem à sua eleição para revelar que haviam sido arrastados pela influência maravilhosa do Espírito Santo.
Joana foi elevada à suprema dignidade da Igreja e exerceu a autoridade infalível de vigário de Jesus Cristo com tão grande sabedoria que se tornou a admiração de toda a cristandade.Conferiu ordens sagradas aos prelados,aos padres e aos diáconos; consagrou altares e basílicas;administrou os sacramentos aos fiéis;permitiu aos arcebispos,abades e príncipes que beijassem seus pés;e,finalmente,desempenhou com honra todos os deveres dos pontífices.Compôs prefácios de missas e grande número de canones,os quais foram interditos pelos seus sucessores.Além disso,dirigiu com grande habilidade os negócios políticos da corte de Roma e foi por conselhos seus que o Imperador Lotário,já muito velho,decidiu-se a abraçar a vida monástica e retirou-se para a abadia de Prum a fim de fazer penitência dos crimes com que manchou a sua longa carreira.Em favor do novo monge,a papisa concedeu à sua abadia o privilégio de uma prescrição de cem anos,cujo ato é mencionado na coleção de Graciano.O Império passou em seguida para Luis II,que recebeu a coroa imperial das mãos de Joana.
Contudo,essa mulher,que inspirava um tão grande respeito aos soberanos da Terra,que subjugava os povos às suas leis,que atraía a veneração do universo inteiro pela superioridade de suas luzes e pela pureza da sua vida,iria em breve quebrar o pedestal da sua grandeza e espantar Roma com o espetáculo de uma queda terrível!

A Queda de Joana;

No princípio de seu pontificado praticou virtudes que lhe mereceram o respeito e afeição de todos os romanos.Posteriormente,ou por propensão irresistível ou porque a coroa tenha o privilégio de perverter os mais belos caráteres,Joana entregou-se aos gozos do poder soberano e quis partilhá-los com um homem digno do seu amor.Escolheu um amante,assegurou-se da sua discrição,encheu-o de honras e de riquezas, guardando tão bem o segredo de suas relações que só por conjecturas se podia descobrir o favorito da papisa.
Alguns autores pretendem que ele era camareiro;outros asseveram que era conselheiro ou capelão;o maior número afirma que era cardeal de uma igreja de Roma.Todavia,o mistério dos seus amores permaneceria coberto por um véu impenetrável sem a catástrofe terrível que pos termo às suas noites de voluptuosidade.A natureza zombava de todas as previsões dos dois amantes:Joana estava grávida!
Na época das Rogações,que correspondia à festa anual que os romanos chamavam Ambarralia,onde havia uma procissão solene,a papisa,segundo o uso estabelecido, montou acavalo e dirigiu se à igreja de São Pedro.A papisa,revestida com os ornamentos pontificais,saiu da catedral e dirigiu se à basílica de São João de Latrão com um pomposo séquito que a precedia pela cruz e pelas bandeiras sagradas,e seguida pelos metropolitanos,bispos,cardeais,padres,diáconos,senhores,magistrados e por uma grande multidão do povo.
Tendo chegado à praça pública entre a basílica de São Clemente e o anfiteatro de Domiciano,chamado Coliseu,assaltaram-na as dores do parto com tal violência que caiu do cavalo.A infeliz retorcita-se pelo chão com gemidos horríveis,até que, conseguindo rasgar os ornamentos sagrados que a cobriam,no meio de convulsões tremendas e na presença de uma grande multidão,a papisa Joana deu a luz uma criança!
A confusão e a desordem que esta aventura escandalosa causou entre o povo exasperou a tal ponto os padres que estes impediram que a socorressem e,sem consideração pelos sofrimentos atrozes que a torturavam,cercaram-na para ocultá-la de todos os olhares e ameaçaram-na com a sua vingança.
Joana não pôde suportar o excesso de sua humilhação e a vergonha de ter sido vista por todo o povo numa situação tão terrível.Fez,assim,um esforço supremo para dizer o último adeus ao cardeal que a amparava nos braços.
Desta forma,morreu a papisa Joana,no dia das Rogações,em 855.,depois de ter governado a igreja de Roma durante mais de dois anos.
A criança foi sufocada pelos padres que cercavam a mãe,mas os romanos,em memória do respeito e da dedicação que durante tanto tempo haviam consagrado a Joana, consentiram em prestar-lhe os últimos deveres e,sem pompa,colocaram o cadáver da criança no seu túmulo.Joana foi enterrada no mesmo lugar onde sucedera aquele trágico acontecimento.
Ali se edificou uma capela,ornada com uma estátua de mármore representando a papisa vestida com hábitos sacerdotais,com a tiara na cabeça,tendo nos braços uma criança. O pontífice Bento III mandou quebrar essa estátua nos fins do seu reinado,mas as ruínas da capela viam-se ainda em Roma no décimo quinto século.

Exclusão da Lista dos Papas;

Os ultramontanos,confundidos pelos documentos autênticos da história e não podendo negar a existência da papisa Joana,consideraram toda a duração do seu pontificado como uma vagatura da Santa Sede e fazem suceder a Leão IV o papa Bento III,sob o pretexto de que uma mulher não pode desempenhar as funções sacerdotais,administrar os sacramentos e também conferir ordens sagradas.Mais de trinta autores eclesiásticos alegam este motivo para não incluirem Joana no número dos papas;mas um fato essencialmente notável vem dar um desmentido formal à sua opinião;

Em meados do décimo quinto século,tendo sido restaurada a catedral de Sienna por ordem do príncipe,mandou-se esculturar em mármore os bustos de todos os papas até o Pio II,que reinava então,e colocou-se no lugar da papisa o seu próprio retrato, entre Leão IX e Bento III,com o nome de "João VIII, papa mulher”.Este fato importante autorizaria a contar Joana como o centésimo oitavo pontífice que teria ornado a Igreja.
Existem muitas controvérsias sobre esta história.Alguns historiadores tornaram-se partidários de sua veracidade,outros contestaram-na como pura invenção.
Alguns céticos afirmam que o mito pode ter surgido em Constantinopla, devido ao ódio da Igreja Ortodoxa contra a Igreja Católica. O objetivo seria desmoralizar a igreja rival.
Um dos sinais mais interessantes da existência de Joana é um decreto publicado pela corte de Roma,proibindo que se colocasse Joana no catálogo dos papas:«Assim, acrescenta o sensato Launay,não é justo sustentar que o silêncio que se lançou sobre essa história,nos tempos imediatamente posteriores ao acontecimento,seja prejudicial à narrativa feita mais tarde.É verdade que os eclesiásticos contemporâneos de Leão IV e de Bento III,por um zelo exagerado pela religião,não falaram nessa mulher notável;mas os seus sucessores,menos escrupulosos,descobriram afinal o mistério…»

terça-feira, 9 de novembro de 2010

D.João II,O Principe Perfeito

Portugal

D.JoãoII;

Filho de D. Afonso V,subiu ao trono em 1481,sendo certo que exercia já há alguns anos o poder de facto,pois,as frequentes ausências do reino,por parte de D. Afonso V,põem-lhe nas mãos o governo do país.
Quando,em 1481,D. João II sobe ao trono,os Descobrimentos e a expansão iniciara-se cerca de sessenta anos antes por iniciativa de seu tio-avô,o infante D. Henrique.
Apesar de ter sido muitas vezes dito que a tentativa da descoberta de um caminho marítimo para a Índia fazia parte dos projectos do infante D. Henrique,tudo indica que o “Plano da Índia”é concebido por D. João II quando,ainda príncipe,passa a ter a responsabilidade pela orientação práctica das navegações.É dele que parte a iniciativa de reconhecer as condições físicas do Atlântico Sul,de que encarrega Duarte Pacheco Pereira,e a decisão de prosseguir cada vez mais para Sul as viagens ao longo da costa africana.São também decisão sua as duas viagens de Diogo Cão,
que na segunda atinge como ponto mais meridional a serra da Parda;a viagem de Bartolomeu Dias,que leva,em 1488,navios Portugueses pela primeira vez ao Índico;e, também, a missão desempenhada por Pêro da Covilhã que,no Indostão,no Golfo Pérsico e na costa oriental de África,permite recolher preciosas informações de carácter económico.

Portugal

Mas pode parecer estranho que,sabendo,já no início de 1489,da intercomunicabilidade entre os oceanos Atlântico e Índico,por informações colhidas em geógrafos árabes,não tenha decidido mandar nos anos que ainda viveu,uma armada para o comprovar.Há quem acredite ter havido entre a viagem de Bartolomeu Dias e a de Vasco da Gama armadas “secretas”.Porém,carecendo essas teorias de prova histórica,é mais aceitável supor que,para concretização do seu plano da Índia, faltava uma peça essencial:a garantia de que o oceano Atlântico era mar “Português”. E só o Tratado de Tordesilhas,em 1494,o garante.D. Manuel virá a colher os frutos e a glória do descobrimento do caminho marítimo para a Índia que o Príncipe Perfeito tão laboriosa e inteligentemente preparou.


Portugal

D. João II,Consolidação do Poder Real;

Constrói assim os alicerces de um estado moderno e na ordem externa lança as bases de uma empresa colonial cujos frutos virão a ser colhidos nos reinados seguintes. Porém,o sonho da união dos reinos peninsulares sob uma mesma coroa,acalentado por seu pai,não o abandona completamente.Sabe que,com propósitos semelhantes de hegemonia Peninsular,aos reis de Castela e de Aragão agrada a ideia de casar a sua herdeira,a infanta Isabel,com o infante D. Afonso de Portugal.D. João II desenvolve uma estratégia conducente à realização desse casamento,que virá a verificar-se,por entre festejos faustosos,em Novembro de 1490.
Mas pouco tempo irá,no entanto,durar o sonho...Em Julho de 1491 o príncipe D. Afonso morre de uma queda de cavalo,à beira-rio,perto do paço de Almeirim.Todo o projecto se desfaz.Dominado por uma profunda dor,D. João II ainda tenta legitimar em Roma D. Jorge,um filho bastardo,como seu sucessor.Mas a oposição da rainha e as influências dos seus inimigos prevalecem.D. Manuel,Duque de Beja,irmão do duque de Viseu que o rei assassinara por suas mãos,sobrinho-neto de D. Afonso V,está agora na primeira linha da sucessão.

Portugal

Descobrimento ou conhecimento secreto do Brasil? Política de sigilo?

O certo é que D. João II impõe um alargamento da área exclusiva do Atlântico:em vez das 100 léguas a oeste de Cabo Verde,que tinham sido propostas como fronteira marítima entre Portugal e Castela,ele exige 370 léguas,abrangendo assim parte da América do Sul.Duarte Pacheco Pereira e Garcia de Resende aludem,de facto a esta táctica de protecção aos avanços náuticos e aos planos de expansão.Por outro lado, o facto de D. João II se ter recusado a apoiar a empresa de Colombo,destinada a descobrir terras que iriam cair na posse da Coroa de Castela,parece também apoiar a tese do conhecimento sigiloso.Na realidade,os resultados obtidos demonstram a inequívoca existência de um plano que privilegia o domínio das navegações na costa de África e o descobrimento de uma rota para o Oriente.

Portugal

O Tratado de Tordesilhas,de 1494,realizado já depois da viagem de Colombo,em 1492-93,assegura uma vasta parcela do Atlântico como zona exclusiva da Coroa e confirma também a posição de Portugal na sua rota para a Índia.Estabelecida a figura jurídica que se conhece por “mare clausum”,fica consagrado o direito de as duas grandes potências da época condicionar o direito à navegação por parte de terceiros, nomeadamente dos ingleses,o que não lhes agrada nada.O mundo não terá sido dividido em duas partes,uma para Portugal,outra para Castela,como afirma a imagem popular, mas o Tratado de Tordesilhas,prodígio da política externa de D. João II,atribui a Portugal um poder que nunca fora atingido antes por qualquer potência.Tordesilhas é um monumento à astúcia e à visão de futuro do Príncipe Perfeito.
Todavia,internamente,os ódios da nobreza espoliada são uma fogueira inextinguível.O cognome atribuído ao rei por estes é o de o Tirano.Logo a seguir às bodas do príncipe,no paço de Évora,começa a manifestar-se uma estranha enfermidade no rei. Começam por ser apenas “acidentes e desmaios”,mas,por meados de 1495,a doença começa a agravar-se e o seu esbelto aspecto físico vai-se convertendo num corpo balofo e disforme.São quatro anos de luta entre a doença e a vontade férrea do rei.Suspeita-se,de envenenamento.Diz Rui de Pina: “Depois do falecimento do príncipe,el-rei,ou pela sobeja tristeza e mortal dor que nele padeceu(como é mais de crer),ou por peçonha que lhe deram,como alguns sem certidão suspeitaram,nunca foi em disposição de perfeita saúde.”
Ao pôr do sol de 25 de Outubro de 1495,com quarenta anos de idade,morre no Alvor D. João II,o Príncipe Perfeito,como ficou para a história.O Tirano,como o considerava a nobreza,cujos poderes despóticos esmagou também com despotismo.Ou,mais simplesmente,” El hombre”,como o designou Isabel,a Católica. Quando lhe trouxeram a notícia da morte do seu primo,terá dito,num misto de tristeza e admiração:
“- Morreu o Homem!”
D. Manuel,Duque de Beja,que D. João II após ter-lhe morto o irmão,sempre protegera, sobe ao trono.Logo em 1496,a Casa de Bragança é restaurada.Os nobres refugiados no estrangeiro começam returnar a Portugal.Porém,sob este aparente apagamento das medidas tomadas pelo Príncipe Perfeito,emerge triunfante o valor da sua obra - pouco depois as armadas portuguesas atingem a Índia,espalham-se pelo Oriente, acham o Brasil... Portugal irá viver as décadas de ouro da sua Gloriosa história.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

A Lenda da Origem dos Povos Latinos

Lendas

Não sei se acontece com você também,mas eu sempre associo o termo "aborígenes" com os habitantes originais da Austrália...apesar de "aborígene" significar originários do local onde vive/habitante primitivo do lugar(seja da Austrália,Argentina,China, Espanha,ou outro país qualquer...).Etimologicamente vem do latim "aborígenes" (aqueles que são de origem).
Segundo a lenda romana,os aborígenes foram os primeiros habitantes da região central da Península Itálica penicilina.Eram nómadas,sem leis ou cidades e comiam frutas silvestres.Seu rei era Latino.

A Fuga de Troia

Eneias foge de Tróia;

Conta a lenda que Enéias,herói próximo de Hector(principe troiano),desembarca nas terras controladas por Latino e começa a construir uma cidade.O Rei não consente tal afronta e reune o exército para enfrentar Enéias e os seus Troianos.Cercam os invasores e quando estão prontos para a batalha ... Uma divindade indígena aconselha Latino a unir-se aos estrangeiros,e assim,faz o rei dos aborígenes.Cede uma parte do seu território para eles estabelecerem-se e os troianos comprometem-se em ajudá-los a lutar contra Turno,rei dos Rútulos.
Em agradecimento,Latino entrega Latina,sua filha,em casamento a Enéias e este dá o nome de Lavinio á nova cidade.Como estave escrito,os Rútulos e os Aborígenes, auxiliado pelos Troianos,efrentam-se numa grande batalha.Os aborígenes saem vitoriosos,mas o seu rei Latino,morre,e Enéias,assume o trono.Os dois povos,os Aborígenes e Troianos imigrantes,fundem-se num só povo e nomeam-se de Latinos como um tributo ao rei que morreu em Batalha.

O Planeta Gliese 581 c

Enigmas

Coordenadas: 15h 19m 28s, −07° 43′ 19″
Gliese 581 c (apelidado pelos astrónomos de "Super Terra") é um planeta extrassolar que orbita na estrela anã vermelha Gliese 581 da constelação de Libra, localizado a 20,5 anos-luz da Terra, aproximadamente 180 trilhões de Quilómetros. A estrela em que gira ao redor possui 1/3 da massa do Sol e emite 50 vezes menos energia. Este planeta aparenta orbitar na zona habitável, tal como a Terra no sistema solar, o que significa que poderá conter água no estado líquido. É o primeiro planeta extrassolar possivelmente habitável encontrado na história.
A descoberta do planeta foi anunciada por astrónomos da França, Portugal e Suíça (em 24 de Abril de 2007), e liderada por Stéphane Udry do Observatório de Genebra usando o instrumento HARPS do ESO (Observatório Europeu do Sul), localizado no Chile. A equipe usou a técnica de velocidade radial.

Suas Características;

Baseando-se numa projecção da temperatura à superfície, Gliese 581 c poderá ser o primeiro planeta extra-solar semelhante à Terra. Possui um diâmetro cinquenta por cento maior que o da Terra (estimativa baseada na sua massa), e quase cinco vezes mais maciço, fazendo com que a gravidade à superfície seja 2,15 vezes mais forte que a terrestre. Porém, se sua superfície contiver grande quantidade de gelo ou água, sua gravidade será 1,3 vez maior que a da Terra. Um terráqueo de 50 quilos pesaria 80 em Gliese 581c. O planeta pode estar sempre com a mesma face virada para a sua estrela-mãe. Este efeito pode fazer com que o Gliese 581c apresente diferenças de temperatura bastante consideráveis entre a face sempre iluminada e a face em noite eterna. Por outro lado, as partes entre as duas faces podem possuir um clima moderado, mais propício para o surgimento da vida.Em alternativa, a circulação atmosférica pode redistribuir o calor da estrela de forma mais equilibrada, permitindo uma habitabilidade maior.
Segundo o co-autor do estudo que identificou o planeta, o astrofísico francês Xavier Bonfils do Observatório Astronómico de Lisboa, Portugal,a temperatura pode variar entre zero e 40 graus Celsius, ou seja, pode ter água em estado líquido à superfície.

Enigmas

Curiosidades;

Cientistas da NASA disseram que o novo planeta, caso fosse possível, poderia ser alvo de pesquisas tripuladas, já que existe a tendência de que os seres humanos possam sobreviver às condições do novo planeta.
Na verdade vários planetas gigantes-gasosos como Júpiter já foram descobertos em órbitas muito mais promissoras do que Gliese 581 c em torno das suas estrelas, dentro da zona habitável onde poderia existir água líquida na superfície dos seus satélites naturais.O entusiasmo com o planeta de Gliese 581 é pelo facto de que ele é o primeiro mundo semelhante à Terra encontrado na zona habitável de uma estrela enquanto que nunca foi avistado um satélite natural de outros mundos gasosos fora do Sistema Solar.