segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Lucrécia Borgia

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Lucrécia Bórgia(Subiaco,18 de Abril de 1480—Ferrara,24 de Junho de 1519)foi a filha ilegítima de Rodrigo Bórgia,personagem espanhol do Renascimento, que viria a se tornar o papa Alexandre VI.O irmão de Lucrécia foi o famoso déspota César Bórgia.
Muito se escreveu sobre esta família que acabou por representar na história a política maquiavélica e a corrupção sexual consideradas como características dos papados no período do renascimento.Mas teria sido Lucrécia a tão maquiavélica,que muitos consideram ou apenas uma vítima mais nas mãos da política e de seus familiares...??

A Infância de Lucrécia;

A bela e saudável criança coneceu o Mundo em 18 de Abril de 1480,na Comuna de Subiaco,perto de Roma.Vanozza Cattanei,uma das amantes de Rodrigo,também,foi mãe de César(1475)Giovanni(1477)e Geofredo(1481-1483).Os primeiros anos de vida da menina, foram passados na casa da sua mãe perto de Roma,na chamada Piazza Pizzo di Merlo,em absoluta paz familiar.Ela tinha um pai que a adorava,uma mãe dedicada,dois irmãos que brigavam por sua atenção,e outro para mimar.Já nesta época,começaram a surgir as primeiras desavenças entre Giovanni e César Bórgia.Tudo começou pela disputa que os dois travavam pela preferência da pequena irmã,e pelos incontroláveis ciúmes que César nutria devido à preferência que o seu pai tinha por Giovanni.
Quando completou nove anos,Lucrécia foi separada dos seus irmãos;Giovanni seguiu para a Espanha;César foi obrigado por Rodrigo a entrar para a vida religiosa,mesmo sem a menor vocação;e a própria Lucrécia foi enviada para a casa de Adriana de Mila, dama da nobreza e viúva,a fim de receber uma educação erudita ao lado da rigorosa senhora.Adriana era a mãe de Orsino Orsini,garoto com a mesma idade de Lucrécia e recém-casado com uma jovem beldade de 14 anos chamada,Giulia Farnese.Giulia, apesar de casada,logo tornou-se amante do cardeal Rodrigo Bórgia, pai de Lucrécia,e a família do marido da garota era totalmente conivente com isso,em troca de favores. Afinal,Rodrigo era um dos homens mais poderosos da Itália e um Papa em potencial. Giulia e Lucrécia logo se tornaram grandes amigas;compartilhavam de tudo,desde os mais preciosos segredos até ás dicas de sedução.Ela esteve sob a influência mundana de Giulia Farnese por muitos anos e em apenas quatro anos,Lucrécia evoluiu de uma frágil menina para uma mulher.

Casamento com Giovanni Sforza;

Lucrécia casa-se com Sforza em 12 de Junho de 1493,ela tinha apenas 13 anos e ele 26.Sforza recebeu como dote 15.000 ducados e todos os irmãos estiveram presentes na cerimónia.Desde que eles haviam saído da casa de Vanozza,em 1489,que os irmãos de Lucrécia não se reuniam.César,agora cardeal,e Giovanni,agora duque de Gandia, discutiam mais do que nunca.Agora não apenas por causa da atenção da irmã ou do pai, mas sim por quem tinha mais mulheres,mais riquezas e poder.Porém,a maior admiração de todos não foi César,Giovanni ou muito menos Geofredo;foi,sim,a noiva,que havia mudado tanto física quanto psicologicamente.Da menininha que era em 1489,nada restava,agora ela era uma mulher precoce que já tinha desejos carnais activos.O seu corpo não aparentava,os seus treze anos,mostrando formas capazes de chamar a atenção de qualquer homem.Lucrécia tinha cabelos cor de ouro e olhos de um azul cintilante. Ela conhecida como a mais bela mulher de toda Roma,na sua época.
Os encantos da adolescente seduziram todos os presentes,mas não o duro e rude noivo. Foi documentado que Giovanni Sforza permaneceu frio e impassível a Lucrécia durante todas as festividades,e nem sequer dançou com a noiva no banquete.Porém,isso não fez a mínima diferença para ela,se ela tinha um marido que não estava disposto a dançar, ela tinha irmãos que estavam-e muito.
Lucrécia permaneceu em todo o banquete acompanhada por César,e por Giovanni Bórgia. Quando marido e mulher foram-se recolher ao quarto nupcial,os dois leram para a irmã poemas de amor.Começaram aí as primeiras acusações de incesto da família Bórgia. Porém,ao menos desta vez,admite-se que isso não prova algum relacionamento além do fraternal entre Lucrécia e os irmãos,já que recitar poemas de amor para a noiva era um costume italiano muito activo no século XV.
O casamento não é consumado,pois a noiva era considerada jovem demais.E,por incrível que isso pareça,Lucrécia mantém-se virgem e intacta até á primeira noite com o marido por volta de 1495.Os dois anos que separaram o casamento da consumação, marido e mulher passaram totalmente afastados,Giovanni Sforza governando Pésaro e Lucrécia usufruindo da companhia de seu pai e dos seus irmãos no Vaticano.Neste meio tempo,Alexandre depõe Giulia Farnese como sua amante favorita e a expulsa do Vaticano,assim Lucrécia fica sem a amiga.Porém,ela arranjaria outra para a substituir;a nova esposa do seu irmão Geofredo,Sanchia de Aragão,filha bastarda do rei de Nápoles.Sanchia,para além de ser esposa de Geofredo,frequentava a cama de outro Bórgia,Giovanni,e talvez,também,de César.
Em 1495,Giovanni Sforza levou Lucrécia consigo para Pésaro.Sanchia de Aragão acompanhou o casal,a fim de afastar-se por algum tempo do Vaticano para abafar os seus escândalos,o mesmo também acontecia com sua cunhada Lucrécia,já que os boatos sobre o seu incesto aumentavam cada vez mais.O próprio Sforza acusou a mulher para o seu tio Ludovico,"O Mouro",de manter constantes relações sexuais com seus irmãos e,vez por outra,com o próprio pai.Estas acusações não devem ser levadas em conta,já que foram feitas na altura em que lhe convinha acusar a Lucrécia,de tudo e mais alguma coisa.
Quando Sforza retornou ao Vaticano com Lucrécia,um plano de César e Giovanni(e encoberto pelo Papa Alexandre),planejava matar o próprio Giovanni Sforza para que a irmã pudesse casar-se com um noivo muito mais vantajoso;o duque de Biscegli,irmão de Sanchia de Aragão.Lucrécia descobriu o plano escutando a conversa por trás da porta, e tomou uma atitude heróica,que deixou o pai e os irmãos furiosos e decepcionados; avisou Sforza do que o esperava,e aconselhou-o a fugir.Ela própria fez as malas do marido às pressas e o ajudou na fuga.
Ao perceber que sua irmã havia ajudado Giovanni Sforza a fugir,César trancou-se no seu quarto com Lucrécia.Conta-se que ela gritava dizendo que estava decepcionada e escandalizada com a crueldade do pai e dos irmãos,e que desejava afastar-se deles para sempre.Mais tarde,um pouco menos exaltada, ela pediu ao seu pai que a deixasse passar uma temporada no Convento de San Sisto.Assim,ela partiu isolando-se,enquanto os seus irmãos e Alexandre VI planejavam a anulação do casamento de Lucrécia com Sforza,baseando-se no hipótese de Giovanni ser impotente(apesar de sua primeira esposa ter morrido em consequência de parto),e que o casamento nunca foi consumado. Duas grandes mentiras!!!
Em 14 de Julho de 1497,César e Giovanni vão cear na casa da mãe,Vanozza Cattanei. Giovanni parte antes mesmo da ceia terminar,alegando um encontro amoroso com uma de suas amantes.Mas,ele reaparece alguns dias depois,morto no Rio Tibre,degolado e com grandes feridas por todo o corpo.As investigações dos emissários de Alexandre VI começaram,e todas as provas apontavam apenas um assassino;seu próprio irmão,César Bórgia.Além de alguns seus criados terem sido vistos perto do local no horário do acontecimento,ele era a pessoa que mais tinha motivos para assassinar Giovanni;a inveja por seu irmão ser duque de Gandia,já que,sendo o mais velho,teoricamente César teria esse direito;também a preferência que o pai sempre deu a Giovanni;o ciúme doentio que ele sentia por Lucrécia ser mais próxima a Giovanni-mas apenas seus aos olhos,já que ela sempre declarou que César era o seu irmão favorito.Ao perceber que seu próprio filho era o responsável,o papa ordenou que as investigações fossem terminadas,antes que o escândalo fosse ainda maior.
Logo após a morte de Giovanni Bórgia,outra polémica familiar ocorria;a gravidez de Lucrécia,apesar de esta estar enclausurada num convento...A paternidade da criança é amplamente discutida até os dias de hoje.Existem teses de que o próprio César Bórgia engravidou a irmã,e outros dizem que o responsável foi um belo jovem espanhol chamado Pedro Calderón.Calderón era criado do papa Alexandre e era o incumbido de transportar a correspondência entre pai e filha.A verdade é que,por algum tempo,ele foi amante de Lucrécia Bórgia,mas não há como provar se ele er o pai da criança.Foi documentado que ao descobrir o romance entre sua irmã e Pedro,César,desvairado de raiva e de ciúme,o esfaqueou,porém o rapaz conseguiu chegar aos aposentos do papa, sujando a sua batina de sangue.Pedro Calderón escapara dessa vez,mas a sorte não lhe sorriria novamente e pouco depois,ele seguiu o destino de Giovanni Bórgia e surgiu morto no Rio Tibre.E o assassino foi também o mesmo de Giovanni;César Bórgia.
Em princípios de 1498,grávida de seis meses,Lucrécia seguiu até o Vaticano para atestar sua "virgindade" e assim poder anular o seu casamento com Giovanni Sforza. Ela conseguiu convencer os jurados,usando várias náguas para esconder seu estado."Virgo intacta sum"-declarou ela.
Lucrécia deu à luz um menino em data desconhecida de Abril de 1498,que chamou de Giovanni.Porém,ele ficou conhecido apenas como"o Infante Romano"(Infans Romanus),e nada mais.A paternidade foi reconhecida por César Bórgia,já que na altura tinha deixado,finalmente,a batina.Lucrécia agora preparava-se para casar-se novamente, desta vez com Afonso de Aragão,duque de Biscegli.

Casamento Com Afonso de Biscegli;

Em 17 de Junho de 1498,Lucrécia Bórgia desposa Afonso de Biscegli numa cerimónia pomposa no Vaticano.Lucrécia tinha então,18 anos,e Afonso 17.Ele,não tinha a mínima vontade de se casar com uma Bórgia,pois tinha escutado boatos de que a esposa era uma assassina que guardava um veneno mortal dentro de um anel,uma mulher frívola que era"filha, mulher e nora"do seu pai.Porém,ao conhecer Lucrécia e verificar que ela era realmente bonita e aparentemente inofensiva, ele logo se apaixonou perdidamente.

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No ano seguinte,Alexandre VI deu à filha Lucrécia a fortaleza de Nepi e as regiões de Spoleto e Foligno para que ela as governasse.Lucrécia pela primeira vez mostrou que ela não era apenas bonita,mas também muito inteligente e perspicaz.Afinal,ela sabia falar várias línguas(além do seu italiano,francês,espanhol,latim e um pouco de grego).Governou os lugares com eficiência,justiça e piedade.Porém,a felicidade de Lucrécia jamais duraria muito;seu irmão César,enciumado ao ver a felicidade da irmã, recomeça a arquitectar e encontra mais um motivo para ter certeza que a aliança com Biscegli era maligna para ele;o fato é que ele esperava casar-se com uma das Princesas Francesas,justamente os inimigos de Afonso e da sua Casa de Nápoles.
Assim, César Bórgia põe em acção mais um de seus planos malignos e sangrentos;matar Afonso de Biscegli.Lucrécia estava grávida agora,e César conseguiu convencer a irmã e o cunhado a irem para Roma,para nascer a criança,que foi chamado de Roderigo.Em Julho de 1500,pouco depois da chegada do casal,Afonso foi surpreendido por um grupo de homens fortemente armados que o esperava na Praça de São Pedro.Ele foi apunhalado,mas conseguiu fugir até os aposentos de Lucrécia,onde caiu gravemente ferido no chão.Socorrido imediatamente pela sua aflita mulher(que sabia,exatamente, quem era o mandante do crime e que tentaria novamente,até conseguir o seu intento) Afonso se recuperava.Lucrécia e sua cunhada,Sanchia de Aragão,cuidavam de Biscegli e,com medo de envenenamento,elas próprias faziam a comida do duque.Porém numa noite de descuido de Lucrécia e Sanchia,César e um criado(Michelotto Corella-um primo dos Bórgia,homem de confiança do papa e de César)entraram sorrateiramente nos aposentos de Afonso e o enforcaram.Foi dito que quando saíram do quarto,César deparou-se com a irmã do lado de fora.Ela gritou de horror.
Lucrécia Bórgia passou à história como a culpada deste assassinato.Dizia-se que Biscegli foi vítima de um de seus venenos,apesar de a acusação não ter fundamento algum,apenas na história pitoresca de Victor Hugo.

Filofila,o Difamador:

Toda a visão de Victor Hugo foi patrocinada pelas invenções de um certo satirista. Filofila,protegido secretamente pelos Orsini,velhos inimigos dos Borgia,e que difamava Lucrécia e a sua família por Roma inteira.Todas noites,um novo cartaz sobre a família papal aparecia nas ruas.Filofila cantava sobre as orgias no Vaticano, dizia que o papa tinha"vinte filhos naturais"-o que não deixava de ser verdade.Que Alexandre,além de financiar a campanha do seu filho César com o dinheiro das simonias(isso é verdade!!!),tinha ordenado que sua filha Lucrécia se deitasse com os cardeais,para no dia seguinte poder envenená-los com um pózinho branco,escondido no seu anel.Com detalhes,Filofila descrevia a suposta relação incestuosa de César e Lucrécia.Mas certo dia os seus restos mutilados apareceram na porta do castelo dos seus senhores Orsini.Sobre o caso,César apenas comentou;"Roma havia se acostumado a escrever e falar o que quisesse,mas eu ensinarei,a todo o povo,a perder o mau costume".

Papisa;

Em 1501,o papa passou algumas semanas em Nápolesrecém conquistada pelos Franceses. O mais convencional, seria deixar um cardeal de confiança do papa,em sua ausência,para tomar as rédeas do Vaticano,mas Alexandre VI escandalizou a Europa com uma escolha inédita;durante sua viagem,a papisa seria a sua filha Lucrécia Bórgia.O acto totalmente inédito na história do papado,provocou uma fúria explicável no renomado Colégio dos Cardeais.

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Casamento Com Afonso D'Este;

Lucrécia,após sua controversa regência,recolheu-se à fortaleza de Nepi com os seus filhos Roderigo e Giovanni("Infante Romano"),enquanto o seu pai e irmão planejavam mais um casamento importante para ela.Desta vez o novo alvo da família Bórgia era o filho do poderoso duque de Ferrara,o jovem Afonso d´Este.O casamento foi confirmado, e realizado em 30 de Dezembro de 1501,sem a presença do noivo,numa cerimónia simples no Vaticano.Em 2 de Fevereiro do ano seguinte,Lucrécia entra triunfalmente em Ferrara.Como dote,foi pago aos d'Este 200.000 ducados,apesar da proposta inicial do noivo ter sido de 300.000.Comparando aos 15.000 ducados pagos a Giovanni Sforza,o primeiro marido de Lucrécia,alguns anos antes,a diferença é formidável.A explicação é que;Lucrécia Bórgia,na época uma menina de treze anos,não tinha nenhuma mácula no seu nome,mas agora,aos olhos de toda a Europa,ela era a envenenadora e a incestuosa. Lucrécia finalmente livrava-se da sombra dos seus parentes infames,nunca mais tornaria a ver Alexandre VI,mas não se livraria do irmão César tão cedo.Lucrécia tinha 22 anos e Afonso d´Este 25.Como o duque de Biscegli,Afonso também não estava lá muito desejoso de se casar com uma Bórgia,mas,também,acabou sucumbindo aos encantos da jovem.
Na realidade,como disse a própria Isabella d`Este,irmã de Afonso d´Este,Lucrécia Bórgia estava muito acima das expectativas.Eles a tinham imaginado como uma "mulher frívola e com maldade nos olhos",mas o que encontraram foi uma pessoa"sensível e agradável".Um cortesão de Ferrara descreveu a jovem como"de beleza delicada e grandiosa,que seus bons modos e compostura fazem parecer ainda maior".Lucrécia também teve de se acostumar com a frieza dos d´Este;diferentemente dos Bórgia, eles jamais se permitiam festas "alegres"e exageradas no decoro,tão adoradas por Lucrécia.Em poucos anos,Lucrécia acabou por tornar-se muito mais uma d´Este do que uma Bórgia.Tornou-se inexpressiva,e o sorriso,companhia tão assídua que tinha quando era uma "Bórgia",era agora muito raro,apesar de estar sempre contente.As festas agora não faziam mais parte de seu planejamento,e sim as suas visitas aos orfanatos,hospícios e conventos,as obras sociais tornaram-se prioridades na sua vida.
César mantém visitas constantes à irmã na corte de Ferrara,já que se instala em Cesena.

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Quando a irmã cai doente de malária(evento pelo qual abortaria uma criança), César Bórgia vai a Ferrara(interrompendo uma campanha militar)desconfiando de um envenenamento.Ele avisa o duque;"se a minha irmã morrer,o sangue dela não será o único derramado por aqui".Mas Lucrécia cura-se,e só depois seu desconfiado irmão segue seu o caminho,para nunca mais se verem.
Em 1503,o papa Alexandre morreu,e com a eleição do papa Júlio II,César viu seus planos totalmente arruinados,acaba por casar-se com a princesa Charlotte de França, ganha o título de duque de Valentinois,tornando-se conhecido como "O Duque Valentino".Foi imortalizado por Maquiavel na sua obra prima,"O Príncipe",que tomava César Bórgia como o exemplo de bom governante e habilidade política.César foi morto em 1507,lutando pela França,numa emboscada na Espanha.

Duquesa de Ferrara;

Voltando a Lucrécia,ela volta a engravidar em 1503.Mas acabou por contrair malária, e o seu médico teve de abortar a criança para não pôr a vida de Lucrécia em perigo. Com a morte do sogro em 1505,ela e marido foram nomeados duques de Ferrara.No mesmo ano,deu à luz o primeiro rebento do casal,Afonso.A criança morreu semanas depois, mas três anos depois o casal ducal foi presenteado com outro menino,Hércules.Depois deste,vieram outros filhos;Hipólitho(1509),Francesco(1516),Alexandre(1514),Eleanora (1515),e Isabel Maria (1519).Ela foi uma mãe extremosa para todos os seus filhos, inclusive para os que estavam longe dela,como Roderigo e o misterioso Giovanni,"O Infante Romano".Sabe-se que Roderigo morreu em 1512,aos treze anos de idade, fazendo Lucrécia Bórgia sofrer e recolher-se num convento por algum tempo;mas quanto ao "Infante Romano",apenas se sabe que ele morreu em 1548,tornou-se duque de Spoleto,mas morreu relativamente esquecido e com pouco status de neto de papa,ou filho de Lucrécia Bórgia.Sua linhagem é totalmente desconhecida.


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A primeira vez que Lucrécia ficou como regente em Ferrara foi um ano após a sua nomeação como duquesa.Ela aproveitou a oportunidade para mostrar outra simpatia comum de sua família;a vontade de ajudar o povo judeu,ao criar um édito proibindo terminantemente qualquer tipo de discriminação contra eles.Lucrécia de Ferrara formou a chamada"Corte das Letras";incluía escritores como Ludovico Ariosto(que dedicou-lhe "Orlando Furioso"),Pedro Bembo(que definiu o seu amor por Lucrécia Bórgia como "platónico")e Hércules Strozzi,da poderosa família Strozzi,assassinado por Afonso d´Este devido ao ciúme que ele sentia do literato,em relação a Lucrécia. Sua corte também reunia pintores como Ticiano e Venetto,entre outros.Em 1508, Lucrécia recebe o humanista Erasmo de Roterdã na sua corte.Em 1506 fica como regente de Ferrara durante a ausência do marido,embora estivesse sob a vigilância do seu cunhado,o cardeal Hipólitho.Apesar das constantes infidelidades do marido,-ele, após a morte de Lucrecia Bórgia,juntou-se a Laura Dianti,uma de suas amantes,que viveu como Duquesa de Ferrara apesar de nunca terem-se casado formalmente-Lucrécia foi feliz com Afonso d`Este,ela nunca o amou realmente,bem como ao seu 2º marido,mas tinha-lhe apreço e amizade.
Como uma Bórgia,Lucrécia guardava algum rancor do papa Júlio II,antigo Giuliano della Rovere.Afinal,ele havia sido inimigo ferrenho do seu pai e traído seu irmão. Então,ela jubilou quando Ferrara entrou em guerra contra o papa em 1511,e mais ainda quando a venceu.Comemorou mais ainda quando o papa Júlio morreu,e quem assumiu a Santa Tiara foi um Médici,Leão X.Afinal,a família Médici sempre foi aliada dos Bórgias.Inclusive o próprio papa,antigo Giovanni de Médici,havia sido muito amigo do seu irmão César nos tempos em que ambos cursavam a Universidade de Pisa.Curioso,não???Duas grandes familias e consideradas pela história como das mais assassinas e déspotas,amigas...

Morte;

Aos 39 anos de idade,Lucrécia está prestes a enfrentar outro parto,mas prevendo a sua morte,ela enviou uma carta ao papa Leão X pedindo a bênção especial.Cercada de amor familiar e paz,em 24 de Junho de 1519,morre Lucrécia Bórgia em Ferrara,após uma longa febre pós-parto.A bênção papal não veio a tempo,mas Leão X escreveu ao viúvo que lamentava muito a morte da"boa duquesa",e quem o "inesquecível amigo César falava com tanto carinho".Foi sepultada no convento de "Corpus Domini"(do qual ela foi protectora em vida),em Ferrara,com um hábito de freira.
Sua vida situou-se no centro da era Renascentista–grande explosão artística, literatura refinada,esplendor de festas e,ao mesmo tempo,de violência, traições e assassinatos.Um destino maldito parecia encarcerá-la e sofreu calúnias dos inimigos do pai–chegando até a ser acusada de duplo incesto,com o pai e com o irmão,o que durante muito tempo horrificou as imaginações de cada um.O irmão,por razões políticas e ciúmes,matou o seu primeiro marido e mandou estrangular o segundo. A vida de Lucrécia estimulou as lendas,pela sua beleza,pela inteligência,pelo refinado sentido político e pelo seu talento.Admirada por brilhantes espíritos artisticos,em Ferrara foi adorada e apelidada«A Mãe do Povo».
Geofredo(Jofrè)Bórgia,o menos turbulento dos filhos de Vanozza e do então Cardeal Roderigo,é encarado hoje como o melhor dos Bórgia.Sempre apagado diante dos seus irmãos;João ou Giovanni,que nem tinha escrúpulos,o ambicioso César e a brilhante Lucrécia.Geofredo nunca se importou,como atesta um contemporâneo e,como tinha real vocação religiosa,foi feito cardeal após a morte da sua mulher Sanchia,em 1504. Quando morreu o seu irmão César três anos depois,foi obrigado a deixar a Igreja como único varão na família.Casou-se então pela segunda vez com Maria de Milão,sendo pai de Francesco,Marina,e Lucrécia Bórgia,baptizada em homenagem à irmã.Morto em 1517, parece ter sido o único Bórgia a levar vida correta.
Francisco ou Francesco,filho de Lucrécia,foi Marquês de Massolambarda e pai de dois filhos,morreu em 1578.


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Filhos;

Seu primeiro filho com Afonso,Hércules d'Este,de aparência física idêntica à do pai, sucedeu-o como duque de Ferrara em 1534;foi pai de cinco filhos,e morreu em 1559. Hipólitho tornou-se um alto religioso,e morreu em 1572,como um verdadeiro cardeal Bórgia;com uma boa fortuna,e muitos filhos chorando a sua morte(Os dois,sem dúvidas, eram muito mais Bórgia do que d´Este).O gosto pelas coisas mundanas,excessos,e o costume de se livrar dos inimigos pelo modo mais fácil,eram características herdadas da família materna.Alexandre viveu apenas por dois anos.Eleonora herdou a beleza da mãe,assim como o fascínio que causava nos poetas.Apesar disso,tornou-se uma freira por ordens do seu pai,e morreu como uma abadessa virtuosa em 1575.Isabel Maria,a menina cujo parto causou a morte da mãe,seguiu a Lucrécia e morreu semanas depois.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

O Mistério do Quadro de Montalcino

Misterios

A pequena igreja localizada na próspera cidade italiana de vinho,Montalcino, a apenas cinco quilómetros de Siena, a igreja de San Pedro,possui um dos mais desconcertantes quadros...

A meados do século XX o Papa Pio XII impediu uma equipe internacional de pesquisadores, coordenado pelo padre beneditino Pellegrino Ernetti, de continuar com o projeto de uma máquina capaz de obter vozes e imagens do passado. Mais de quatro décadas mais tarde, foi localizado o chefe dessa equipa.
Suas declarações apoiam de alguma forma a evidência de vários vestígios existentes em todo o Mundo, como uma pintura do século XVII que o artista imortalizou um satélite de comunicações moderno,um computador astronómico...
Nenhum objeto, pintura, património documental que foram examinados na busca de fenómenos que demonstram a existência de alterações ás vezes de séculos-num continuum espaço-temporal-,é tão clara como o quadro que é mantido em Montalcino. Originalmente concebidao em 1600 pelo artista de templos Ventura Salimbeni (1567-1613),a tela contém uma cena única; nove personagens, a maioria vestida com trajes da igreja dessa época,aparecem de volta de um relicário que contém uma hóstia e de onde partem vários raios de luz ofuscante. Sobre estes prelados, e acima de nuvens cinzentas que separam em duas metades o quadro estão as imagens da Santíssima Trindade,ladeados por dois querubins. A tela seria um retrato da imaginação de dos Mundos Celeste e Terrestre,não fora o estranho objeto que aparece no meio das três Divindades e que acaba por se destacar da obra.

Misterios

À primeira vista parece um simples objeto azul, que pode muito bem representar o Mundo. Mas ao examinar mais de perto, vemos que essa interpretação é errada.
A existência de pelo menos três linhas longitudinais ao longo da curva desta estranha esfera e de uma faixa central como um "cinturão" tem toda a aparência de juntas de várias peças de aparência metálica. Não menos surpreendentes são as duas extremidades em forma de antenas apreendidas pelos valores divinos de Deus e Jesus, respectivamente, e não deixam nenhuma dúvida nos olhos, naturalmente, um homem habituado à tecnologia moderna, que estamos enfrentando a primeira representação artística de um satélite de comunicações moderno. Talvez um dos primeiros modelos a pôr em órbita, como o soviético Sputnik ou o Vanguard,americano.

Roberto Cappelli, professor de Montalcino que tem vindo a estudar esta polémica obra,durante muitos anos,recorda em detalhes como começou a interessar-se pelo quadro;

"Faz agora, mais de três décadas, durante a celebração de uma cerimónia religiosa na igreja de San Pedro,que eu vi a imagem de Salimbeni e, em particular a parte superior. Chamou-me tanta atenção que decidimos subir até ao objeto,utilizando uma escada. Trata-se de uam esfera,aparentemente,semelhante aos encontrados noutras pinturas de todos as épocas,mas este apresentava também um par de antenas, que vistas de perto,parecem estar enroscadas na esfera."

Cappelli tinha observado bem. Durante estes longos anos ele passou muitas horas observando os mínimos detalhes da obra. Sua convicção é de que;o que lá está só pode ser uma representação dos primeiros satélites contemporâneos,o que deixa sem fôlego o seus mais firmes críticos.
Um deles, o Professor Alberto Piazzi também argumenta que a obra é uma representação artística da Terra e que as duas antenas são simplesmente os Divino cetros estilizados, dando ao espectador a impressão do domínio da Trindade sobre os desígnios do Planeta .

O único ponto onde convergem os professores nas suas discussões é a estranheza da protuberância circular que aparece no canto inferior esquerda da esfera. A lógica mais elementar dá a razão a Cappelli, embora isso pode chocar muitos. Com efeito, no caso de o satélite Vanguard U. S. (especialmente Vanguard II, lançado pela NASA em Fevereiro de 1959) mostra uma protuberância idêntica à representada em Montalcino, e que era tecnicamente uma lente de uma câmera que devia recolher e emitir imagens da Terra. Os detalhes desta obra de Salimbeni, e quanto à localização das duas "antenas", que tanto o Sputnik I, e os quatro Vanguard-II,tinham não pode obedecer a uma simples casualidade.

Misterios

Mas o intrigante deste objeto não termina aqui, já que o "satelite''não só se parece como tal,mas também,pictoricamente,comporta-se como um emissor de imagens. O detalhe é visível no canto inferior esquerdo da tela.Ali sobre a cabeça de um prelado (presumivelmente o Papa Clemente VIII, contemporâneo da realização deste trabalho, aparece pela segunda vez,o Espírito Santo.Em primeiro lugar observa-se a pomba Sagrada entre as duas antenas do satélite.Pois bem sobre Clemente VIII uma nova pomba aparece em linha recta,justamente,sobre a "objectiva"da câmara emissora da esfera. E o que é mais intrigante;esta segunda pomba, cuidadosamente observada, é semi-transparente,vendo-se através dele os contornos dos objetos ao fundo, destacando a impressão de que é uma imagem transmitida, e não a pomba "original".De novo a casualidade da interpretação não é mais adequada.
Pouca, ou melhor, nenhuma citação da esfera encontramos nos títulos que são atribuídos a este trabalho. Não há nenhum critério firme,na hora de classificar esta obra de Salimbeni,que se representa com dois títulos,de alguma forma similares...Para Marilena Bigi,do grupo cultural de Montalcino ,"Os Argonautas", o trabalho recebe o título de "Disputa do Santíssimo Sacramento", embora existam defensores da segunda proposta; "Glorificação da Eucaristia". Para aqueles que são tentados a ver a representação da hóstia, nunca é demais referir ,que está representada logo abaixo da camada de nuvens que separa o Divino do cenário Terrestre,no meio dos impassíveis prelados. Portanto, o nosso satélite "não é responsável pelo título.
Na Cúpula da Basílica de São Pedro,vemos uma esfera coroando a cúpula. Poderia Salimbeni ter sido inspirado por esta esfera para a sua pintura?
Aparentemente, Salimbeni fez outro trabalho,ao mesmo tempo da de Montalcino,para o qual recebeu sessenta escudos de ouro e que está desaparecido.Ignora-se,pois,se naquela obra,desenhou outro qualquer enigmático objeto...
Muito se tem especulado sobre o que inspirou o autor a realizar essa representação. Desde a possibilidade de ter acesso a uma "falha temporal",que lhe permitiu visualizar um objeto do futuro (e em qualquer caso, pode-se perguntar por que ele viu um satélite e não qualquer outro objeto contemporâneo mais comum), ou que tinham tido um premonição concreta sobre esse dispositivo específico.Não obstante, há um detalhe a acrescentar a tal especulação;Clemente VIII, em 1592, chegou ao trono de Pedro. Este papa, um dos mais eruditos do período e que, entre outras coisas, lançou a Clementina Bíblia (que é ainda hoje,é reconhecida oficialmente) destacou a mediocridade dos seus antecessores ao garantir que o futuro rei da França Henry IV renegasse a fé Protestante, retornando ao catolicismo. Supõe-se que deve ter tido algum encontro com Salimbeni, embora possa ter simplesmente seguido a sua carreira de longe.É que o artista, provavelmente, não representou gratuitamente Clemente VIII,na sua pintura misteriosa.
Em Novembro de 1595, esse papa, após triunfo diplomático no caso "Henry IV, ordenou que para comemorar este evento histórico,rematasse a cúpula da basílica de São Pedro, com um singular objeto. Hipólito Aldobrandini, este era o nome verdadeiro do Papa Clemente,ordenou a Sebastian Torrigiani, que fundisse uma enorme bola de metal,onde houbesse espaço,interior,para dezesseis pessoas. Sobre ele coloque uma cruz de metal gigante, e ordenou que o objeto coroasse o centro do cristianismo a partir da cúpula projetada por Michelangelo(Miguel Angelo).Inspirou-se Salimbeni neste descomunal objeto,mandado construir por Clemente VIII? E se assim for, porque na sua inspiração deu detalhes,encontrados nos primeiros satélites artificiais? ... O mistério permanece!!!

A Arca de Noé Encontrada?!

Asia

Ainda hoje,o local onde se situa a Arca de Noé,continua a ser um mistério...Muitos houve que afirmaram conhecer o local exacto...Mas será???
Marco Polo disse que na sua época(século XIII),a arca repousou sobre uma montanha sempre coberta de neve...o Ararat é 5.156 metros.Em Maio de 1883,o governo turco enviou uma comissão de especialistas para avaliar os danos causados por um terremoto no Monte Ararat.Os seus membros disseram ter encontrado"um tipo de navio aberto,surgindo do gelo."
Em 1974,um satélite mostra um retrato curioso de Ararat onde se vislumbra algo semelhante a um barco de dimensões semelhantes às da arca bíblica.E agora,a própria CIA diz que os seus aviões de espionagem U-2,fotografaram-no também.
Uma equipa Americana fez uma viagem de uma hora e meia para o lugar,apenas o tempo suficiente para realizar provas científicas.Eles fizeram um buraco na parte lateral da estrutura,com dinamite,embora alguma madeira petrificada fosse revelada,a sua conclusão foi "nada de interesse arqueológico."Se este objecto era a Arca de Noé, seria de cerca de 4.400 anos de idade para que a madeira estivesse petrificada.No entanto,o material tinha anéis de crescimento...
As condições do mundo antes do dilúvio bíblico,eram muito diferentes dos nossos dias .A Bíblia diz: "...o Senhor Deus não tinha feito chover sobre a terra,mas...subindo da terra uma neblina regava toda a face da terra..."(Gênesis 2: 5, 6).Num ambiente antes do dilúvio,sem chuva,as árvores têm anéis de crescimento...e é exactamente isso,que a equipa tinha encontrado!!!!De facto,se o material tinha anéis de crescimento não poderia ser a Arca de Noé.
Depois de ver um artigo na revista Life,que falou sobre o assunto,Ron Wyatt, um arqueólogo amador,visitou o local em 1977,para ver se poderia ser a Arca de Noé.
Localizado em 6.300 metros acima do nível do mar,seria demasiado elevado para ser os restos de um navio devido a inundações locais e fica a mais de 200 milhas da costa mais próxima do mar.De facto,as dimensões coincidem com a descrição bíblica da Arca de Noé, tal como descrito em Gênesis 6:15,medindo 300 cúbitos de comprimento,mas alargura é maior que a mencionada na Bíblia.
O radar de penetração no solo mostrou que o navio tinha três andares,dois pavimentos desabaram deixando intacto o pavimento inferior,que continha 144 quartos.Paredes, cavidades,perto da porta,a rampa,e grandes tanques perto da curva também foram localizados.O radar de varredura revelou quatro protuberâncias que se estendem desde a popa e que provavelmente foram estabilizadores.Ron testou o material em laboratórios de Galbraith em Knoxville,Tennessee e provou ser de madeira laminada petrificada.Os testes mostraram que as amostras de carvão a partir do local continham um teor muito mais elevado de carvão.Provou ter de carbono 4,95%,enquanto a amostra da área circundante,era de 1,88%.Assim, poderia ter sido uma matéria viva. Ligas mais sofisticados,como ferro,titânio e alumínio também estavam presentes. Utilizando quatro diferentes tipos de detectores de metal,encontrou-se milhares de rebites de metal no local,ferro foi encontrado em intervalos regulares que formavam um padrão de horizontal e vertical "atravessando" o barco,mostrando os níveis de ferro em cada partição.
Em 1991,Greg Brewer,encontrou um chifre petrificado diante da arca.Como resultado da perfuração base de Ron encontraram pêlo de roedor extinto,excrementos de animais e cabelo ruivo petrificado.
Os nomes dos lugares circunvizinhos são curiosamente associado com a descrição bíblica do dilúvio.O vale é chamado de"O Vale dos Oito",referindo-se aos oito sobreviventes do dilúvio,Noé e a sua esposa,três filhos e as suas esposas.Uma aldeia no vale é chamada"a Vila dos Oito ",onde várias âncoras de pedra gigantes podem ser encontradas a milhares de pés acima do nível do mar.Sobre cruzes cristãs em pedra esculpida no período das Cruzadas,a prova de que as pessoas na época das cruzadas também reconheceram o significado cristão das âncoras de pedra.Treze desses âncoras de pedra estão em linha directa com o barco.Muito curioso,não?

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Viriato,Herói Lusitano

Iberia

Pouco se conhece sobre a vida de Viriato. Não se sabe a data nem o local exacto onde nasceu e a única referência à localização da sua tribo nativa foi feita pelo historiador grego Diodoro da Sicília que afirma que ele era das tribos Lusitanas que habitavam do lado do oceano(Atlântico),mas liga-se muito Viriato aos Montes Hermínios(Herminius Mons)ou "Montes de Hermes"(deus greco-latino dos pastores,também conhecido por Mercúrio),hoje chamada,Serra da Estrela.
Viriato não era um mero pastor de rebanho,como muitos afirmam,pertencia à classe dos guerreiros,a ocupação da elíte,a minoria governante.Ele era conhecido entre os romanos como "Dux do exército Lusitano",como "Adsertor"(protector)da Hispania,ou como Imperator,provavelmente da confederação das tribos Lusitanas e Celtiberas.

Iberia

Tal com referi anteriormente,a ideia de Viriato ser apenas um pastor não é correcta.Segundo o historiador e professor,autor da sua biografia;Mauricio Pastor Muñoz,Viriato seria um aristocrata proprietário de cabeças de gado.Tito Lívio descreve-o como um pastor que se tornou caçador e depois soldado,dessa forma teria seguido o percurso da maioria dos jovens guerreiros,que se dedicavam a fazer incursões para capturar gado,à caça e à guerra.Sabemos que na tradição Romana os antepassados mais ilustres eram pastores,e Viriato é comparado àquele que teria sido o pastor mais ilustre que se tornou no rei de Roma;Rómulo.A ideologia do rei-pastor, o pastor que se tornou rei, está presente na tradição de várias culturas para além da Grega e da Romana.A metáfora do rei- pastor de Homero era frequentemente usada para dar ênfase às funções e deveres de um rei.Havia quem pensasse que Viriato tinha uma origem obscura no entanto Diodoro da Sicília também diz que Viriato;"demonstrou ser um príncipe".

Iberia


A Temível Falcata Ibérica

Os Lusitanos homenageavam Viriato com os títulos de "Benfeitor",(Grego;"Evergetes")e "Salvador",(Grego;"Soter"),os mesmos títulos honoríficos usados pelos Reis da Dinastia Ptolemaica.
Ele foi descrito como um homem que seguia os princípios da honestidade e trato justo e foi reconhecido por ser exacto e fiel à sua palavra nos tratados e alianças que fez.Diodoro disse que a opinião geral era de que ele tinha sido o mais amado de todos os líderes lusitanos.
Depois de defender vitoriosamente as suas montanhas,Viriato lançou-se decididamente numa guerra ofensiva.Entra triunfante na Hispânia Citerior,divisão Romana da Península Ibérica em duas províncias,Citerior e Ulterior,separadas por uma linha perpendicular ao rio Ebro e que passava pelo Saltus Castulonensis(a actual Serra Morena,em Espanha),e lança contribuições sobre as cidades que reconhecem o governo de Roma.Dois tipos de guerra foram atribuídos a Viriato,"Bellum",quando ele usava um exercito regular,e "latrocinium", quando os combates envolviam pequenos grupos de guerreiros e o uso de tácticas de guerrilha.Para muitos autores, Viriato é visto como o modelo do guerrilheiro.
Em 147 a.C. opõe-se à rendição dos Lusitanos a Caio Vetílio que os teria cercado no vale de Betis,na Turdetânia.Derrotaria os romanos no desfiladeiro de Ronda,que separa a planície de Guadalquivir da costa marítima da Andaluzia,onde viria a matar o próprio Vetílio. Mais tarde,nova vitória contra as forças de Caio Pláucio,tomando Segóbriga e as forças de Cláudio Unimano que,em 146 a.C.,era o governador da Hispânia Citerior.No ano seguinte as tropas de Viriato voltam a derrotar os romanos comandados por Caio Nígidio.
Ainda nesse ano,Fábio Máximo,irmão de Cipião,"o Africano",é nomeado cônsul da Hispânia Citerior e encarregado da campanha contra Viriato sendo-lhe,para isso, fornecidas duas legiões.Após algumas derrotas,Viriato consegue recuperar e,em 143 a.C. volta a derrotar os Romanos,empurrando-os para Córdova.Ao mesmo tempo, as tropas Celtibéricas revoltavam-se contra os romanos iniciando uma luta que só terminaria por volta de 133 a.C. com a queda de Numância.
Em 140 a.C. Viriato inflige uma derrota decisiva a Fábio Máximo Servilliano,novo Cônsul,onde morreram em combate cerca de 3000 romanos.Servilliano consegue manter a vida oferecendo promessas e garantias da autonomia dos Lusitanos e Viriato decide não o matar.Ao chegar a Roma a notícia desse tratado,este foi considerado humilhante para a imponência Romana e o Senado volta atrás,declarando guerra contra os Lusitanos.
Assim, Roma envia novo general,Servílio Cipião,que tinha o apoio das tropas de Popílio Lenas.Renova os combates com Viriato,mas este mantém superioridade militar e força-o a pedir uma nova paz.Envia,neste processo,três comissários de sua confiança, Audas,Ditalco e Minuros.Cipião recorreu ao suborno dos companheiros de Viriato,que assassinaram,cobardemente,o grande chefe enquanto dormia.Um desfecho trágico para Viriato e os Lusitanos,e vergonhoso para Roma,superpotência da época, e que se intitulava arauto da civilização.
Depois de Viriato morrer,Quinto Sertório,antigo general Romano tornou-se líder do exército Lusitano até ser capturado.
Sem a forte resistência de Viriato,Decius Junius Brutus pôde marchar para o nordeste da Península,atravessando o rio Douro subjugando a Galiza.

A Hispânia Romana

Como continuação do artigo anterior e já que muita gente não sabe muit sobre este tema,vou falar um pouco da Hispânia Romana e logo a seguir sobre Viriato,chefe Lusitano...



Iberia


Hispânia;

Hispânia(em latim Hispania)foi o nome dado pelos antigos romanos a toda a Península Ibérica;Portugal,Espanha,Andorra,Gibraltar e uma pequena parte a sul da França. Durante a república Romana a Hispânia foi dividida em duas províncias;Hispânia Citerior e a Hispânia Ulterior.Durante o Principado,a Hispânia Ulterior foi subdividida em duas novas províncias;a Bética e a Lusitânia,enquanto a Hispânia Citerior foi rebaptizada para Tarraconense.Mais tarde,a parte ocidental da Tarraconense foi desanexada,inicialmente como Hispânia Nova,depois rebaptizada como Callaecia(ou Galécia,correspondente à actual Galiza,a Norte de Portugal,Astúrias e parte de Leão).Durante a tetrarquia do Imperador Diocleciano(284 d.C.),o sul da Tarraconense foi desanexado para constituir a província Cartaginense,de Anibal.O conjunto de todas as províncias Hispânicas formavam uma única diocese civil,sob a direcção do vigário de Hispaniae,cujas competências se estendiam também à Mauritânia Tingitana(ao redor de Tânger)que,portanto,eram oficialmente consideradas "hispânicas".
A ocupação Romana teve início a 218 a.C.com o desembarque dos romanos em Ampúrias e terminou em meados do século V d.C.,altura em que toda a Península assistiu à invasão dos Suevos,Alanos e Vândalos e,mais tarde,dos Visigodos.Ao longo deste período de cerca de 700 anos tanto os povos como a organização política do território sofreram profundas e irreversíveis mudanças,e a Hispânia converteu-se numa parte fundamental do Império Romano,proporcionando-lhe um enorme caudal de recursos materiais e humanos,ao mesmo tempo que foi uma das regiões mais estáveis do Império.
O nome "Hispânia"é latino,cunhado pelos romanos(Hispaniae),embora o território já fosse conhecido pelos Gregos como Ibéria.Consequentemente,a historiografia tem algum cuidado na utilização dos termos Iber ou Hispanus,já que a utilização de cada um,em referência aos Povos Ibéricos,transporta consigo diferenças temporais e sociais. A literatura Romana emprega sempre o nome "Hispânia",citado pela primeira vez pelo poeta Quinto Ennio,em 200 a.C.,enquanto que a literatura grega emprega sempre o nome "Ibéria".


Iberia


Sabe-se que os Fenícios e os Cartagineses se referiam à Península Ibérica pelo nome de "Span" ou "Spania" tendo como significado "oculto"(país escondido e remoto).Os Gregos chamaram à península Ophioússa,que significa "terra de serpentes",e só mais tarde alteraram o nome para "Ibéria" porque,segundo parece,"iber" era uma palavra muito utilizada pelos habitantes da Península,que é um vocábulo geográfico,embora não se possa associar concretamente ao rio Ebro pois também era usado em regiões mais distantes,como a actual Andaluzia.Alguns linguistas colocam a hipótese de significar simplesmente "rio",embora na realidade não se possa ter a certeza.
Grande parte do conflito das Guerras Púnicas teve lugar na Península Ibérica,com o triunfo dos Romanos.Durante a subsequente invasão, os Romanos mantiveram o nome usado pelos Cartagineses,Ispania,ao qual,mais tarde, adicionaram um H,tal como fizeram com "Hiberia".Esta foi a primeira província romana a ser invadida e a última a ser totalmente dominada,já sob César Augusto.
Ocasionalmente era chamada de Hesperia,"a terra do oeste",pelos autores romanos. Outra teoria deriva o nome de uma palavra basca, Ezpanna, que significa "fronteira".

Gold




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Para baixar o E-book basta clicarem no Meu Banner...Boas Leituras!!!


"Hispania e Viriato"

de

Enigmas da Cris

Enigmas da Cris



"Hispania,La Leyenda"

Este fim de semana passado,assisti á primeira época da série espanhola;"Hispania,la Leyenda".A história inspira-se em Viriato e na sua luta contra os Romanos de Galba,na Peninsula Ibérica.
Admito que gostei da série,devido ás suas cenas movimentadas e história em geral da série,mas peca por muitos erros históricos...como o facto de os romanos vestirem-se de vermelho(na época,ainda não usavam essa cor)e os personagens usarem estribos nos cavalos.Os produtores dizem que as fardas coloridas,são para dar um pouco de cor á série e os estribos para protecção dos actores!!!
Também existem nomes nos personagens,totalmente fora de contexto;uma Helena(Grega), um Dario(Persa)e um Sandro(Italiano Medieval)...
É verdade,que pouco sabemos de Viriato,e por isso a história é fantasiosa,para despertar mais atenção,mas para mim,é muito grave,o que narraram logo no ínicio,ou aliás o que não narraram...Que Viriato era um Herói e Chefe Lusitano dos Montes Hermínios(Serra da Estrela)!!!!Eles tratam-no,no filme(Todo)como um chefe/herói(rei)Hispano,dando a entender que "Hispânico",fosse a Espanha actual,a lutar,na altura,contra uma imensidão de Legionários Romanos e não apenas uma tribo de pastores Lusitanos...os ultimos a renderem-se aos Romanos,ou seja...os Portugueses,descendentes dos Lusitanos!!!!
Acredito,que este não foi um erro de pormenor,mas sim,uma outra tentativa,de ficarem com a glória e a fama de povos guerreiros,como tentaram com Cristovão Colombo,dizendo que era Espanhol e não oriundo da Cuba Alentejana!!!!
Quem estuda a história da Peninsula,sabe que os Lusitanos,lutaram contra muitos povos invasores e conseguiram afastá-los do nosso território(tal como os árabes e os franceses),os quais ficaram por muito tempo na actual Espanha...
A minha indignação não é para Espanha ou para os Espanhóis,não,mas sim para os produtores da série,que deviam ser o mínimo verdadeiros,numa série de teor histórico,como é o caso,já que desculpamos,o acima referido!!!!Devemos seguir o lema;"A César o Que é de César!!!"
Felizmente é de louvar,estudiosos espanhóis que estudam a história e os seus personagens a fundo e não tratam de inventar ou imiscuir certos factos...um dos quais Maurício Pastor Munoz,historiador e professor da Universidade de Granada e autor de "Viriato",livro que eu li e que me fascinou,na sua escrita fluente e agradável...

"Viriato" de Maurício Pastor Munoz;

Em declarações à Agência Lusa,ele afirma que Viriato "pertencia a um dos clãs aristocráticos dos Lusitanos,e não era um simples guardador de rebanhos,antes proprietário de cabeças de gado".Por outro lado, Viriato destacou-se ao tornar-se no primeiro líder"capaz de unificar alguns clãs e definir um território,na Península Ibérica".
"Aos clãs Lusitanos,juntaram-se outros grupos,mas Viriato conseguiu não só a unificação como ter'reinado'tranquilo,sem cisões internas durante oito a dez anos", rematou.O chefe Lusitano causou preocupações a Roma pois"podia ser tomado como exemplo por outros povos sob o domínio das águias Romanas,daí o nome de Viriao estar constantemente na boca dos senadores romanos".
Viriato assumiu protagonismo entre 155-139 antes de Cristo durante as guerras Lusitanas,sendo eleito seu líder em 147.No ano seguinte derrota os Romanos em duas batalhas.Em 140 antes de Cristo Viriato assina um tratado de paz com o Império Romano e é considerado "amigo do povo romano",sendo assassinado no ano seguinte.
Muñoz afirmou que Viriato foi "o maior problema militar de Roma".
Pastor Muñoz apaixonara-se pela figura de Viriato desde os tempos de estudante em Mérida.Dedicou-lhe dois anos e meio de investigação para publicar esta biografia, decidindo "reanalisar as fontes clássicas" e "rever tudo o que se tem escrito sobre o herói Lusitano ao longo dos séculos, incluindo a iconografia". Pastor Muñoz afirmou à Lusa que procurou "abrir uma nova linha de investigação" e alertar para o facto "de que é necessário voltar a rever as fontes clássicas, para além de ler tudo o aquilo que se tem escrito".

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

As Cidades Subterrâneas da América

Indios

Muitas lendas e tradições indígenas das Américas falam da existência de redes de comunicação ou cidades subterrâneas.Os indios Hopi dizem que os seus ancestrais vêm de um país afundado num passado distante onde,hoje,é o Oceano Pacífico.E quem ajudou no seu êxodo para as Américas eram seres humanos,que tinham dominado a habilidade do vôo e da construção de túneis e instalações subterrâneas.Os Hopi vivem no estado do Arizona,perto da costa do Pacífico.Entre eles e a costa,fica o estado da Califórnia. E no extremo norte do estado há um vulcão nevado,branco,chamado Shasta.Lendas indígenas do local,explicam que o interior foi uma grande cidade que oferecia refúgio para uma raça de homens brancos,dotados de poderes superiores,os sobreviventes de uma antiga cultura que desapareceu no Oceano Pacífico.A única testemunha que alega ter visto essa cidade,o médico Dr. Doreal,disse em 1931 que a forma da sua construção,lembra a cultura Maia ou Asteca.
Shasta é uma palavra sânscrita que significa "sábio","venerável" e "juiz". Notificações mais recentes de habitantes da localidade próxima,refere aparições esporádicas de seres vestidos de vestes brancas,fora da montanha,para desaparecer de novo num flash azulado.
Histórias colectadas dos Sioux e os índios Apache confirmam,para além dos índios Hopi,da região do Monte Shasta,esses tuneis e esses seres.Mas,mais a norte,em áreas do Norte do Alasca,esquimós e outros índios falam uma e outra vez,de homens brancos que vivem no subsolo dos seus territórios.
Sempre existiram várias hipóteses sobre a possibilidade de que inteligências de fora do nosso Planeta viverem em subterrâneos ou debaixo de água do planeta Terra.Temos também referência dos antigos Druidas,que acreditavam num mundo interior...
Se é verdade ou apenas lendas,talvez nunca o saibamos,mas que é curioso,tantas Lendas semelhantes e em diferentes regiões,é... !!!!

As Pinturas Wandjinas,na Austrália

Australia

Em Kimberley,no noroeste da Austrália,foram descobertos em 1838,pinturas Wandjinas.
Entre as pinturas descobertas nas rochas,o que chamou a particular atenção,foram as figuras de grande porte,medindo até seis metros,com uma face branca e sem boca.As suas cabeças são rodeadas por 1-2 semicírculos sob a forma de uma ferradura que parece linhas finas qie irradiam do círculo exterior.
Os nativos dão a estas pinturas o nome de"Wandjina"e dizem que não foram feitas pelos seus ancestrais,mas foram,sim,pelos seres que elas representam,quando caíram na Terra em tempos antigos.
Os "Wandjinas" eram seres que trouxeram á civilização prosperidade e,como outros Deuses do resto do mundo antigo,o seu símbolo era a serpente emplumada.Nessas pinturas existem figuras de pessoas com sandálias(quando os nativos andavam sempre descalços),variando o número de dedos de 3-7.
De todas as figuras,destaca-se um representando um homem vestido da cabeça aos pés com uma túnica cor de rosa,com um duplo círculo em volta da cabeça,também rosa e dourada,e na zona-de-rosa,uma espécie de registro com seis letras ou números escritos num alfabeto inteiramente desconhecido.Mas não são só o aspecto destas figuras que são impressionantes,também as suas origens e lendas.
Segundo a lenda aborígine,nos tempos antigos,ou "Tempo dos Sonhos",uma grande batalha foi travada em Uluru,numa cidade chamada "Venomous homens serpente"para atacar e destruir as aldeias da região,foi chamado"o Homem Cobra",mas a Deusa Mãe da Terra,protegeu-as criando uma nuvem de gás letal.
As serpentes"Homens venenosos"que sobreviveram foram presas(e segundo a lenda),e ainda hoje permanecem numa prisão sob a Uluru,no mais sagrado de todos os lugares da Austrália,uma colina de granito que muda de cor,mais conhecida,hoje,pelo nome de Ayer's Rock.

Australia

Em 1970 foi descoberto uma pegada humana de 59 centímetros,assim como machados de mão,e várias ferramentas com um peso de entre 5 a 16 kg.Estes instrumentos poderão ter sido criados e utilizados por pessoas com dupla altura fora do normal.
Noutro local sagrado dos aborígenes da Austrália,conhecido como "Moon City" ou "Secret Town",uma outra lenda conta que também houve uma batalha terrível entre o Deus do Sol(que veio do céu num navio)e o Deus da Terra.Os vestígios dessas lutas são refletidas no monólitos e formas estranhas que estão espalhadas por toda a Austrália,e que os cientistas dizem que são erosões produzidas naturalmente,negando aos índios essa teoria.
No início pensava-se que ninguém poderia datar a idade das pinturas por carbono-14,pois é válida apenas para os resíduos orgânicos(ou ex-vivos),e as pinturas dos "Wandjina"em pigmento ocre foram feitas na base mineral.
Foi por acaso,ao olhar para as pinturas que Grahame Walsh observou num ninho de vespas situado acima de um dos "Wandjina"e que à primeira vista,pensou que era recente,a curiosidade fez-o olhar mais de perto,logo percebendo que era um ninho fossilizado,pois o silício contendo água encheu todos os poros do ninho.
Walsh assumiu que seria possível calcular a idade do ninho e que se este,estava acima da pintura,seria pelo menos da mesma idade.
Walsh pediu a colaboração de Richard Roberts,um geólogo especializado na leitura dos grãos de areia por luminescência óptica.
Walsh e Roberts,em 1996,viajaram para Kimberley em busca de mais fósseis nas pinturas,encontrando dois desses ninhos numa pintura.Antes da análise por Walsh e Roberts,os arqueólogos tinham estimado a idade dessas pinturas em cerca de 5000 anos.Após a análise aos ninhos remonta por volta de 17000 anos,contrariando assim o que a ciência diz;que os primeiros habitantes da Austrália tinha aparecido por volta de 65.000 ou 70.000 anos.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

A Cova de "Los Tayos"

AmericasN

A uma altitude de 800 metros, numa área montanhosa irregular, na encosta norte da "Cordillera del Condor", fica a entrada principal ,ou melhor,a entrada do" conhecido "submundo da "Cueva de los Tayos".O acesso consiste de um túnel vertical,numa espécie de lareira com diâmetro de cerca de 2 m de largura e 63 de profundidade.
No fundo,um labirinto é aberto para o explorador por kms de mistério,que se percorrem em trevas,se não fosse as lanternas.A caverna é comumente referida como "Los Tayos" porque o seu sistema de cavernas é o lar de uma ave noturna;"Tayos-Steatornis Caripensis",alguns da mesma espécie foram encontradas em cavernas da América do Sul, por exemplo,"Lo guacharos" na Venezuela.
Foi em 1969,quando Juan Moricz,um cidadão húngaro especialista em lendas antigas,decide explorar este misterioso e excitante lugar da selva,no leste do Equador.Não era a primeira viagem de Moricz,sobre os meandros de túneis e galerias subterrâneas,mas tendo sido,sem dúvida,o primeiro a noticiar a todo o Mundo a existência deste sistema intraterrestrial.
O mais marcante,foi sem dúvida a descoberta de pegadas gigantes em blocos de pedra, por sua simetria e ângulos rectos,sugerem uma origem artificial.

Americas

Lendo o depoimento das suas descobertas,de 21 de Julho de 1969,na cidade costeira de Guayaquil;"... eu encontrei objectos valiosos de valor cultural e da história da humanidade.Os objectos consistem,principalmente,em metais de uma civilização extinta,e da qual,até agora,não tenho a menor idéia..."
A colecção das placas de metal com ideogramas complexos é chamada de"O Livro dos mantos brancos."
Em 1976,fez-se uma expedição equatoriana britânica que investigou a gruta por 35 dias.Os estudos foram feitos em mineralogia,espeleologia,biologia,botânica e arqueologia.O objectivo dos arqueólogos foi verificar uma ocupação pré-histórica provável das cavernas,porque sabiam que os indios Jivaro desciam uma vez por ano ás cavernas para caçar os filhotes Tayos,para alimento e extrair a sua gordura. Os cientistas pensavam que,se esta foi usada no presente,era susceptível de ter sido no passado.
A pesquisa mostrou resultados positivos.Primeiro,eles encontraram um pedaço de estatueta antropomórfica trabalhada em argila,em seguida,descobriram uma galeria bloqueada artificialmente,em que muitos vestígios arqueológicos se viam.Estes foram classificadas em três grupos;as estruturas de pedra,fragmentos de cerâmica e casca. No primeiro caso foi descoberto um acúmulo de pedras na forma de um altar ou templo. Eles também encontraram 111 fragmentos de cerâmica,incluindo fragmentos decorados e peças de navio.Também foram encontrados recipientes esféricos metálicose garrafascom alças.Finalmente descobriu-se artefactos esculpidos;placas quadradas e em forma rectangular,um disco com imagens de serpentes e outro com características felinas.
Pensa-se que esses objectos foram usados para algum tipo de ritual.As decorações e as formas de metal tem uma ligação com a cultura Narrio que foi influenciada pela cultura Machalilla.Foi determinado que todo o material encontrado datava de 1500-1020 aC.Estas datas marcam a expansão máxima da cultura Machalilla que continua sendo um dos mistérios não resolvidos...

A Escritura Glozeliana

Europa

Na manhã de 1 de Março de 1924,Emile Fradin,que na época tinha 17 anos,estava com a sua família,trabalhando a terra.A certa altura um dos animais que usaram para arar a terra,afundou uma das suas patas no chão,fazendo um buraco.
No exacto momento em que tentam libertar o animal,a família Fradin descobriu uma vala comum com restos de cerâmica,ossos e figuras.Entusiasmados,pegaram nas picaretas e pás para escavar a área.Eles descobriram um túmulo com dois potes.Pensando ser algo valioso,partiram os vasos...mas por dentro,só havia terra.Também encontraram gravações em pedras e tábuas de barro com estranhas inscrições e pedaços de ossos.
Desde então,Emile começou a colectar e catalogar as peças encontradas.Além disso,seu avô deu a conhecer os resultados,instando pessoas a fazer as suas próprias escavações na área que ficou conhecida como"O campo dos mortos."
Um ano mais tarde,um médico na área ,Antonin Morlet,um amador de arqueologia e paleontologia,visitou a área e ficou tão surpreso com a descoberta,que decidiu arrendar a terra á família por alguns anos,Fradin acordou que se ele encontrasse algum coisa,pertenceria á sua família,no entanto,o médico teria o direito de publicar e reproduzir as peças.
A idade das peças encontradas é incerta.Por exemplo,uma análise com termolumínico e Carbono-14 feita na Nova Zelândia e França em 1991,deu uma idade de entre 17.000 e 2.000 anos.No entanto,outro tipo de análise assegurou que a idade estaria entre 2.600 anos e os 60 anos.
Alguns defensores de Glozel explicam que os métodos permitem datar a idade aproximada do material,mas não das suas gravações.Isto significa que os objectos serão registrados no pós-data resultante ds análises.
Outro método de datação,o radiotermo luminescência,também foi empregado com esses objectos,indicando que sua idade poderia estar entre 2.700 e 1.650 anos.
Uma das peças mais curiosas e irritante para a arqueologia é um desenho de uma rena,tal como tinha desaparecido da área e de toda a França á 10 mil anos atrás.

Europa

Mas sem dúvida o mais fantástico é a escrita encontrada em alguns objectos,agora conhecida como a escrita glozeliana.
Esta escrita mostra muitas semelhanças com muitas outras escritas antigas.Para alguns estudiosos,isso só confirma que a escrita glozeliana era a raiz de outras,como o sumério,o fenício,o etrusco ou ibérico.