terça-feira, 29 de março de 2011

A Mulher Norueguesa Misteriosa

Woman


Todo Mundo adora uma história de espionagem,e todos nós já vimos as aventuras de James Bond no grande ecrã.Parece que os espiões viver num mundo repleto de diversão, de martinis,festas glamourosas,pistolas automáticas e astúciosas armadilhas.Mas a vida real dos espiões é cheia de mistérios e enigmas sem resposta,e nenhum outro é mais misterioso do que a mulher mistério da Noruega...



Na manhã de 29 de Novembro de 1970,uma empregada entrou num quarto de hotel em Isdalen,Noruega,e encontraram uma mulher morta.O corpo tinha vários dias,além disso, assustadoramente,a cabeça,tinha sido parcialmente queimada nas cinzas de um fogo,da lareira!!!!Localizado ao lado do corpo estava uma garrafa de licor Hallvards St.,2 garrafas de plástico com cheiro de gasolina,um vidro que continha comprimidos para dormir(mais tarde identificado como Fenemal),e uma colher de prata com um monograma desconhecido.


Testemunhas do hotel reconheceram-na como uma mulher bonita que tinha feito check-out do hotel Hordaheimen,também localizada na Noruega,onde ela assinou o livro de visitas com um nome falso.


Mais tarde,testemunhas disseram que ela tinha alugado armários numa estação de comboio próxima.Quando foram abertos,o mistério aprofundou-se porque a polícia encontrou roupa,peruca,óculos diversas(sem prescrição),colheres de prata similares á encontrada,500 marcos alemães e 130 coroas norueguesas,também um diário preto com códigos de números e letras.


A teoria da policia é que esse código era uma espécie de diário de bordo- possivelmente da sua rota de viagem e contactos na Noruega.Todas as etiquetas haviam sido removidos da roupa,e todas as coisas de identificação retiradas da bagagem. Em suma,não havia maneira de descobrir quem era a mulher,ou de onde ela tinha vindo. Alguém tinha-se certificado de que não havia nenhuma pista!!!!


Para complicar ainda mais o caso,a polícia descobriu que nove passaportes,todos de países diferentes e todos em nomes diferentes!!!! Ela foi descrita como sendo morena,bonita,obviamente,bem-viajada e que falava Alemão,Inglês,Belga e Francês,todas com um sotaque desconhecido.


Trabalhando com desenhos da sua descrição,e depois de laboriosamente decodificado o seu diário,a polícia conseguiu chegar a um registro das suas viagens;


-20 de Março,1970-ela viaja para Oslo a partir de Genebra.


-21-24 Março,1970-ela reside no Hotel Viking em Oslo,usando o nome"Genevieve Lancier".


-24 de Março-voa de Oslo para Stavanger,pega o barco para Bergen,e hospeda-se nessa noite no Hotel Bristol usando o nome"Claudia Tielt".


-25 Março-1 Abril-estadias no hotel em Bergen Scandia,ainda como"C. Tielt"


-01 de Abril-viagens entre Bergen e Stavanger,e para Kristiansand,Hirtshals, Hamburgo e Basel,na Alemanha. Esse foi o último vestígio dela na Noruega,onde ela regressou seis meses depois.É possível que ela tivesse assumido uma identidade diferente,na Alemanha.


-03 de Outubro-viaja a partir de Estocolmo,Suécia para Oslo,na Noruega,e até Oppdal, Noruega,que era uma popular estância de esqui.Ela passou a noite no hotel, juntamente com um fotógrafo italiano Giovanni Trimboli.


-22 de Outubro-estadias no hotel Altona em Paris.


-23-29 Outubro- estadias no Hotel de Calais,em Paris,França.


-29-30 Outubro-vai de Paris a Stavanger e para Bergen,na Noruega.


-30 Outubro-5 Novembro- cheques no hotel de Neptune usando o nome de "Alexia Zerner-Merches",onde ela se encontra com um homem desconhecido no hotel.


-06-09 Novembro-viaja para Trondheim,na Noruega,e hospeda-se no Hotel Bristol usando o nome de "Vera Jarle".


-09 de Novembro-vai a Oslo e Stavanger,onde ela fica no Hotel St. Svitun usando o nome "Fenella Lorch".


-18 de Novembro-toma o barco Vingtor de Bergen,onde ela fica no hotel Rosenkrantz usando o nome de "Elisabeth Leenhower",da Bélgica.


19-23 Novembro-fica no hotel Hordaheimen,fica na sala e parece muito atentoa.


-23 de Novembro-sai do hotel pela manhã,paga em dinheiro e vai para a estação ferroviária,onde ela coloca duas peças de bagagem numa caixa de depósito.


-29 de Novembro-ela foi encontrada morta em Isdalen. A polícia norueguesa afirma que ela cometeu suicídio. Especialistas da espionagem dizem que ela era uma espia, tentando arranjar uma compra de algum tipo de material radioactivo ou algum tipo de informações clandestinas.


Outros dizem que as respostas à sua identidade seria encontrado num cofre,em Moscovo. Há outros boatos que teorizam que ela foi morta por alguém que estava perto muit erto dela.A verdade sobre a misteriosa mulher nunca foi revelada,no entanto,um livro foi escrito sobre este caso por Tore Osland e Kvinnen Isdals;"Operasjon Isotopsy",ou em Inglês;"Operation Isotope".

Será Que John Wilkes Booth Disparou Contra Um Homem Que Estava a Morrer?

People


Essa é a conclusão controversa alcançada pelo médico e historiador amador Dr. John Sotos,que diz que o presidente Abraham Lincoln estava sofrendo de uma síndrome genética letal de câncer quando ele foi assassinado no Teatro Ford,á 143 anos atrás.


"Lincoln era um homem raro com uma doença rara",disse Sotos. Ele tem auto-publicou um livro de 300 páginas e um banco de dados de 400 páginas para apoiar a sua conclusão, baseada numa análise exaustiva das fotografias Lincoln e descrições de testemunhos históricos da saúde do presidente."Isto resolve o enigma." Sotos e outros médicos historiadores debruçam-se sobre as contas antigas de sintomas de há muito desaparecidos,estudando as dores como se o paciente tivesse saído do túmulo para a clínica.


Estes amadores têm criado um conjunto de diagnósticos retrospectiva;George Washington poderia ter sofrido demência durante os seus últimos anos de mandato, James Madison sofreu convulsões,Calvin Coolidge ficou em depressão após a morte do seu filho,após uma vida inteira de bebedeira,Franklin Pierce morreu de cirrose do fígado.


A saúde de Lincoln fascina os médicos detectives.Em 1962,foi sugerido que a sua grande altura e pernas longas estavam ligadas a um transtorno genético chamado síndrome de Marfan.Outros propuseram doenças alternativas-a síndrome de Ehlers-Danlos,talvez,ou síndrome de Stickler.Alguns também dizem que ele sofria de depressão ou exaustão. A Comunidade Médica Está Dividida Sobre a Teoria.


"Sotos apresentou um caso muito convincente,"disse o Dr. Charis Eng,director do Instituto de Medicina Genómica da Cleveland Clinic Foundation."É fascinante..." Mais céptico é o Dr. Jeffrey F. Moley,um especialista na doença da Universidade Washington em St. Louis."Duvido muito que Lincoln tivesse MEN 2B.Tenho visto uma centena de pacientes com MEN 2B e não vejo nenhuma das características.É muito, muito improvável."


Este Não é o Primeiro Presidente Que Sotos Diagnostica,Vivo ou Morto. Ele é compilou meticulosas histórias médicas de todos os 43 presidentes dos EUA -No vice-presidente Dick Cheney,diagnosticou um problema cardio-vascular e diagnosticou apnéia do sono grave em William Taft...

segunda-feira, 21 de março de 2011

Susa,a Gloriosa Cidade dos Persas

Cities

As ruínas de uma metrópole no Irão revelaram que,no espaço de 4000 anos,existiram ali 13 cidades que se foram sucedendo e que ali falaram-se 15 línguas diferentes.Qual a data da Fundação de Susa?Seria ela a capital de um Império?Qual foi o seu fim?

Erguendo-se de encontro á linha do horizonte,na ressequida planície do Cuzistão,no Sudoeste do irão,Susa aparece como uma enorme massa informe.Segundo a tradição persa,Susa,construída pelo lendáro rei Hushang,que descobriu a forma de fazer fogo utilizando aço e pedra,foi a primeira grande cidade do Mundo.No princípio do 4º milénio antes de Cristo,época em que os seus artífices produziram algumas das mais belas peças de louça do Mundo(elegantes vasos decorados com pássaros estilizados e cães de caça)a vida urbana era próspera por estas paragens.

A Guerra dos Mil Anos

Em cerca de 2500 a.C,Susa tornou-se a capital do reino dos Elamitas,um povo vigoroso e nigmático,culturalmente relacionado com os Sumérios da Mesopotâmia.Durante 1000 anos,viveram em guerra com as cidades-estados da Mesopotâmia.Mas em 235,aproximadamente,Susa,após ter caído sobre o domínio de Sargão,o “Grande”,de Acade,tornou-se parte do primeiro grande Império.

Cities

Quando o Império de Sargão caiu,a prosperidade dos Elamitas recomeçou.Cerca de 2100 a.C.embelezaram a cidade com um recinto sagrado que incluía um Templo e o Zigurate de Inshushinak,”Senhor de Susa”,Deus da Tempestade e o patrono da cidade,cujo símbolo era o zebu,ou touro corcunda.
Mas as marés do poder,nas cidades-estado da Mesopotâmia,continuavam a alternar.Os Babilónios chegaram a Susa em 1000
a.C,aproximadamente,enfraquecendo o seu poderio.Os Assírios mudaram-se em 645 a.C,logo a seguir a Susa ter sido incendiada pelo conquistador Assurbanipal,que levou os reis,consigo acorrentados e puxando os reais carros de cavalos pelas ruas de Nínive.
As colinas de Susa foram redescobertas em 1850 e identificadas pelo arqueólogo britânico William Lofrus como pertencendo á época clássica.São 4 colinas;a Acrópole,a Apadana,a Cidade Real e a Cidade dos Artesãos.A primeira das 13 cidades,situou-se na Acrópole,onde foram encontrads as fundações de um Templo do 4º milénio.Aqui localizavam-se também,as principais construções reais Elamitas,entre elas o Zigurate e o Templo de Inshushinak,encimado pelos”cornos” de bronze que Assurbanipal pilhou.
A Susa dos Elamitas desapareceu completamente.Pensa-se que a cidade,na época áurea,situava-se a 32km para Sudeste do local onde o Rei Untash-Gal(1250 a.C)construiu a Cidade Real cujo nome provinha do seu próprio nome;Dur-Untashi,actualmente conhecida por Choga Zambil.Este foi um dos ambiciosos esquemas de construção que alguma vez se viram no Mundo Antigo.Em enormes plataformas e rodeadas de muros de pedra,erguiamse os templos dos muitos Deuses Elamitas,e,acima de todos eles,um grande Zigurate dedicado a Inshushinak.

Cities

As Águas de Choaspes

Apesar de Assurbanipal ter lançado fogo á cidade,ela mais uma vez floresceu.Ciro,o”Grande”(530 a.C),que reinou do mar Egeu ao rio Óxus,fez dela capital do Império Persa.Escolheu-a porque Susa oferecia a vantagem de situar-se entre as 2 metades do seu Império ,mas também,talvez,por localizar-se á beira do rio Kharka,famoso pela pureza das águas.
Heródoto,o historiador grego,relata que sempre que Ciro seguia numa expediçã,levava consigo”água do Choaspes(Kharka)…sempre ela e nenhuma outra bebida.Esta água do Choaspes era fervida e quase sempre transportada em vagões puxados por mulas,dentro de recipientes de prata que acompanhavam o Rei,para onde ele fosse”.E”para onde ele fosse”podia significarr uma distância imensa.

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A energia de Ciro e dos Aqueménidas era,prodigiosa.Podiam passar o Inverno em Susa,a Primavera a 800 km dali,na Capital Cerimonial;Persépolis,e o Verão a 1280 km desta,nas frescas montanhas de Ecbátana.Daqui até Susa,novamente,eram mais de 480 km.E tinham de viajar no máximo do calor do Verão e no frio no Inverno,através das mais escarpadas montanhas do Mundo com todo o complicado equipamento da corte e não esquecendo,claro está,da água pura do Choaspes.
Os Aquenémidas,eram sem sombra de dúvida,grandes construtores de estradas.A sua Estrada Real de Susa a Sardes,na Ásia Menor,estendia-se por mais de 2563 km e contava com 111-mala-postas para mudança de cavalos.Era patrulhada por soldados destacados para o efeit,enquanto um serviço de mensageiros,que se revezavam,assegurava ao monarca um eficiente serviço postal,um trajecto que em caso de emergência podia-se fazer uma semana.

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O Grande Palácio do Rei Dário

Em 517 a.C,o segundo sucessor de Ciro,o Grande,Dário I,começou a construir um esplendoroso palácio na colina de Apadana,foi o povo da Babilónia quem fez o trabalho.A madeira chamada cedro,foi trazida de uma montanha chamada Líbano.O povo da Assíria trouxe-a até á Babilónia e o povo de Kharka(na Anatólia)e da Jónia(na Grécia)transportou-a desde a Babilónia até Susa.De todos os cantos do Império e esmo fora dele chegavam homens e materiais.Caravanas carregadas de ouro-eram os Medos e os Egípcios que o trabalhavam-marfim,prata,ebonite,lápis-lazúli e turquesa.
Não é de admirar,portanto que a Bíblia se refira a Susa apenas pelo palácio.Aqui teve lugar a história de Ester e no” Livro de Ester”todo oluxo e sumptuosidade da cidade são descritos com todos os pormenores.

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Á medida que o Império Persa se expandiu,abarcando zonas como a Grécia,as glórias de Susa tornam-se tão bem conhecidas tanto dos Gregos,como dos Hebreus.Depois de ter desafiado Dário III,em 331 a.C,Alexandre,o Grande,marchou sobre Susa e aí encontrou riquezas fabulosas…Após a sua morte,em 323 aC.,Susa viu-se reduzida a uma capital de província.Mais tarde,no tempo da Cristandade,foi diocese,mas o Rei Sassânida Shapur II,um fervoroso Zoroastriano,ordenou que centenas de elefantes a calcassem sobre as suas patas.Os Mongóis deram-lhe o golpe de misericórdia no Século XII e Susa converteu-se numa cidade morta,abandonada aos ventos que,com o tempo,a transformaram numa colina mais do Médio Oriente.

Cities

A Lenda dos Barcos Malditos

Misterios

Sobre razões históricas,a Lenda do"Navio Fantasma"apareceu no início do século XVII. No entanto,alguns estudiosos estão cientes de que a sua verdadeira origem não foi concebido no mar,mas em terra.Os vastos areais do deserto do Sinai foi o cenário em que este drama foi desenvolvido,tendo como protagonista um ourives,chamado Al Samiri,em vez de um capitão.
Este personagem,contam as crónicas hebraicas,recebeu o encargo de derreter jóias de ouro,paramodelar o célebre"Bezerro de Ouro".Moisés ao regressar com as Tábuas da Lei,imediatamente quis punir com a morte os responsáveis por aquele Idolod,a iniciar pelo artesão que o forjou.Mas o Criador,insisteo relato,deteve a mão do patriarca condenando Al Samiri a vaguear sem destino para sempre,como um proscrito.Ele também o proibiu de qualquer contacto com outros semelhantes e jamais encontrar descanso.
Mais tarde,no tempo,a tradição lembra Ashaver,o sapateiro de Jerusalém.Por negar-se a ajudar Cristo no seu caminho para o Gólgota,ele foi punido a ficar para sempre,a andar sem parar,negando o alívio da morte.Com o passar dos séculos,novos contos adornam o argumento original,colocando após migração forçada,em Espanha,e depois nos Paises Baixos,em 1600.
A Lenda do Castelo de Falkenberg,próximo da Alemanha,retoma a história,revertendo-a num drama passional,onde dois irmãos disputam os afectos de uma senhora local.O que saiu derrotado matou o casal,mas a sua consciência culpada o impediu de superar o crime.
Arrependido,procurou o conselho de um confessor,que o encorajou a viajar em direcção ao mar e,uma vez lá,esperando por um sinal.Isso veio na forma de um brigue onde duas figuras o forçaram a subir.Uma vez lá dentro foi punido e preso numa cabine até ao final dos tempos para purgar o seu crime.Tingida com as mais sádicas,a história terminou com a sua alma sorteada diariamente pelo grupo,usando um jogo de dados.
Ao mesmo tempo,a fama do capitão Holandês Barent Fokke,homem nada temente a Deus,fez uma aliança com o Diabo.Marinheiro excepcional,com o seu navio percorreu o continente Africano e o Oceano Índico,gastando menos tempo do que os seus concorrentes,ganhando a desconfiança popular.Obcecado por dobra o Cabo da Boa Esperança(África do Sul),embora lhe pudesse custar uma Eternidade,chocou a comunidade local e,quando não retornou da sua última expedição gerou superstições de todos os tipos...

terça-feira, 1 de março de 2011

O Mistério do Farol da Ilha Flannan

Misterios


Nos mares do Reino Unido existe um conjunto de ilhas,chamadas Ilhas Flannan,onde se localiza um farol.A luz do farol costumava piscar duas vezes a cada 30 segundos.Em dias de bom tempo,era possível avistá-la a 20 milhas de distância,embora o arquipélago,localizado na Escócia,fosse quase sempre encoberto pela neblina.Uma equipa formada por três homens guardava,por turnos,esse farol de 23 metros de altura,e que mudava a cada duas semanas.
A ilha é minúscula e está no meio do oceano,não há terra nas proximidades nem onde sequer se esconder,além disso,o acesso à ilha é dificílimo em função das rochas e encostas pontiagudas.
No dia 7 Dezembro,1900,James Ducat,o zelador do farol chegou à ilha para recomeçar o seu trabalho.Seu primeiro assistente,William Ross,tinha pasado mal e um homem local, Donald Macarthur,assumiu o seu lugar.Macarthur era um zelador ocasional,que trabalhava lá apenas quando os membros normais do grupo tinham algum problema. Thomas Marshall,o segundo assistente completava o trio.
No barco que os levava para a ilha,estava também Robert Muirhead,o superintendente dos faróis.As inspeções rotineiras eram uma parte do seu cargo e Muirhead gostava de manter um controle rígido dos homens sob a sua supervisão.Assim,o superintendente ficou algum tempo no farol,verificando que tudo estava na mais perfeita ordem.Teve uma discussão breve com o zelador principal a respeito das melhorias na monitoração do farol e encerrou o relatório de campo.Cumprimentou cada homem e partiu,sendo a última pessoa que os viu.Durante a semana seguinte,como era normal,o farol foi mantido sob a observação periódica da terra,com um telescópio,em intervalos regulares.Em caso da emergência,os zeladores do farol poderiam içar uma bandeira própria e o auxílio seria,imediatamente,enviado.Durante os dias que se seguiram,o farol foi obscurecido frequentemente pela névoa(Era este o problema que o superintendente e Muirhead tentaram resolver na última visita ao farol no dia 7 Dezembro).
Durante as duas semanas,uma névoa pesada envolveu o farol.O farol não seria visível da base da marinha na costa,até o dia 29 Dezembro.Em geral quando acontecia isso era mais fácil ver de noite,devido á luz brilhante do farol.A lâmpada estava visível no dia 7 Dezembro,mas foi obscurecida pelo mau tempo nas seguintes quatro noites.Ela foi vista outra vez no dia 12 Dezembro,após esse dia,não se viu mais nada.No dia 15 Dezembro,o navio "S.S Archtor" estava na vizinhança do farol.Perto da meia-noite,o capitão Holman olhou para fora da plataforma do steamer,esperando ver alguma luz do farol,da ilha de Flannan,como era usual.Holman estava próximo,o bastante,do farol e dispunha de tempo para certificar-se de vê-lo.Mas nenhuma luz era visível.A embarcação de auxílio de Breasclete não conseguiu chegar ao farol no dia 21 Dezembro.O mau tempo impediu que o navio se aproximasse dos penhascos de rocha e as ondas e o vento estavam muito fortes.Isso impediu a chegada da equipe de resgate ao farol até cinco dias depois.
Como era de praxe protocolar,o grupo de funcionários do farol deveria recepcionar o navio num pequeno bote para ajudar aos homens que os substituiriam.Uma bandeira era erguida para mostrar ao grupo do encarregado que os homens do farol davam as boas-vindas aos seus substitutos.Mas,naquele dia não havia homens,bote,e muito menos a bandeira.O capitão Harvie,no barco "Hesperus",deu ordens para soar a sirene,como aviso de aproximação.Não houve resposta.
Decidiram,então,entrar na ilha para ver o que se passava.Mas foi muito difícil o trabalho deles,pois era uma área de maré agitada.Os homens escalaram uma parte da rocha até chegar à corda que era usada para auxiliar na subida pela encosta da ilha. Com esforço chegaram ao farol.
A porta exterior do farol estava trancada,por sorte,Moore tinha consigo uma cópia do jogo de chaves.O lugar estava deserto,não havia nenhum sinal de Ducat,de Marshall ou de Macarthur,o relógio na parede interna tinha parado,não havia nenhum fogo na lareira e todas as camas estavam vazias e arrumadas.Uma refeição tinha sido preparada,e estava sob a mesa intacta.Moore apressou-se e correu retornando até a área de desembarque.Ofegante,explicou a McCormack que o grupo havia desaparecido como por artes mágicas.O segundo ajudante reuniu-se a eles em terra e juntos montaram uma busca completa á ilha.Nem sinal dos homens,tinham desaparecido.
Moore e McCormack voltaram ao barco e deu ao capitão Harvie a má notícia.Este instruiu o terceiro assistente a retornar ao farol com os outros três,para que retomassem a manutenção provisória do farol,antes que acontecesse alguma tragédia,no mar.
Enquanto isso,o"Hesperus"retornaria a Breasclete para informar as autoridades do ocorrido.
Um telegrama foi emitido por Harvie à secretaria dos comissários,mais tarde,nesse mesmo dia,informando o desaparecimento dos funcionários.Na ilha Flannan,Joseph Moore e os seus parceiros fizeram uma busca ainda mais rigorosa pelo farol e um retrato dos eventos começou logo a emergir.Ao que puderam observar,tudo correu bem no farol até a tarde de 15 de Dezembro.O diário de bordo do faroleiro foi fundamental para a investigação e estava intacto,com dados detalhadas dos procedimentos e relatórios de cada dia até o dia 13.O chefe da zeladoria do farol havia também esboçado parte do relatório dos dias 14 e 15 numa folha solta.Pelos registros,houve uma tempestade no dia 14,mas que na manhã seguinte tivera uma acalmia.Não havia nenhuma indicação de nenhum problema adicional.Se esta notificação trouxe algum conforto para as famílias é desconhecido,pois nenhum corpo foi encontrado,e o estranho desaparecimento de Thomas Marshal,James Ducat(que deixou uma viúva e quatro filhos)e Donald Macarthur(que deixou uma viúva e dois filhos)ficou para sempre,por explicar.
Teorias de monstros marinhos,ondas gigantes,abdução,loucura e suicídio colectivo,foram das hipóteses mais comentadas.O desaparecimento é conhecido como uma Lenda Urbana,até hoje.Sobrenatural ou não,a verdade é que em Dezembro de 1900,três homens entraram no farol,jamais saíram,e nunca mais foram vistos.